sexta-feira, junho 09, 2006

Fui às compras. Desta vez não comprei a saia que ia comprar, gastei o dinheiro todo em livros e cd's. Que alegria tão grande!

Quero ser noutra vida mensageiro de emoções
Porta-voz de ondas, tradutor de ilusões
Ser menos ainda que um pequeno carreiro
Descobrir o mistério do Universo inteiro
Emprestar a vida, descobrir quem sou.

terça-feira, junho 06, 2006

esta é sobre ti
tem amor e ódio
é para ires ouvindo nestas horas d'ócio
ínfima parte de um sonho perdido
libertei-o, já o tinha esquecido
é um sinal...

espero o momento na sombra da rua
ouço uma voz que me lembra a tua
passei pelo risco de sofrer
por não ler os teus sinais
é um sinal...
para recomeçar...

leva-me as areias quentes
que me instigam os sentimentos
que me deixam nua perante os elementos
ensina-me a escavar objectos sem estragar
para que sorrir seja sempre vulgar
dá-me de beber, finas gotas desse mel
para que o meu saber não esteja só no papel
incita-me a lembrar
o teu gosto pelo mar
para que um dia fique pronta a zarpar
esperar que amanhã tudo seja diferente...
e tu possas estar presente...
A Naifa

segunda-feira, junho 05, 2006

A manhã mais bonita de todas virá. No dia mais bonito de todos. Da semana, do mês, do ano, da década. A vida mais bonita de todas virá.
Pobre de ti que não sabes o que é amar.

domingo, junho 04, 2006

Há sempre dois caminhos.
Mar ou campo.
O caminho fácil ou o caminho difícil.
A boa vontade ou a má vontade.
Ir ou ficar.
Recordar ou sonhar.
Esperar ou procurar.
Há sempre duas possibilidades.
Joaninha ou Libelinha.

terça-feira, maio 30, 2006

June July and August said
"It's probably hard to plan ahead"
June July and August said
"It's better to bask in each others"


February April said
"Don't be fooled by the summer again
"February April said
"That's half of the year, well we'll never be friends"

FEIST

segunda-feira, maio 29, 2006

Já ansiámos corpos ausentes
Como o rio anseia pela foz
Que há-de ser de nós?

domingo, maio 28, 2006

Encontro-me com a vida.
Necessariamente desencontro-me de ti.

sábado, maio 27, 2006

Pensamento do dia

Em alto mar a vida faz muito mais sentido.


Navegar é preciso, viver não é preciso....

quarta-feira, maio 24, 2006

Eu sei que às vezes sou dura demais, intransigente. Sei que às vezes parece que não meço as palavras, mas... E se disser que são medidas ao milímetro?
Ser amigo não é dar palmadas nas costas. Nunca fui boa nisso, aliás. Muito menos quando não sinto que as devo dar. Aos amigos nada é dado e tudo é exigido nos momentos maus - nesses, onde eu muitas vezes estou, posso tentar torná-los menos maus mas não posso fazer dum dia de neve um dia de Primavera e flores. Nem quero. Porque ainda que pareça um dia de Primavera a neve está lá, e nada, a não ser o tempo, pode mudar isso.
O sol há-de brilhar, e aí todos os dias vão ser de Primavera.

segunda-feira, maio 22, 2006

Dançaram no escuro, bem juntinhos, como se nada mais existisse para além dos dois, que afinal eram um só. Esperaram que aquele momento não acabasse mais. Esperaram pelo futuro, os dois, que afinal eram um só. Ao sabor do amor.

domingo, maio 21, 2006

Uma boa ideia

Não há nada mais prático do que uma boa ideia. Uma boa ideia não é apenas algo de interessante que nos vem à cabeça, mas é, sobretudo, um propósito que nos leva a fazer o bem e a querer ser bons. Há pessoas que ficam a discutir ideias até se desgastarem. E há outras que procuram confrontar as suas ideias na acção para mudar o mundo.
Pe Vasco Pinto Magalhães SJ

sábado, maio 20, 2006

O carrocel não anda pra trás, não regressa. Como a vida.

quinta-feira, maio 18, 2006

Estranhos Encontros Imediatos.

Valeram-me a boa companhia e as risadas. Obrigada:)

quarta-feira, maio 17, 2006

Dá tempo ao tempo. Pára, ouve e olha.
Verás que assim tudo se resolve. Devagarinho e sem pressa, mas resolve.
Adorava seguir os conselhos que dou, claro. Espero que sigas tu.
Como se não soubéssemos pra que lado andou a vida, em que sítio parámos e o momento em que cada um caminhou para seu lado. Como se não tivéssemos crescido, como se nada tivesse mudado. Assim foi, por escassos minutos. Que estranho é crescer...

terça-feira, maio 16, 2006

Pensamento do dia

O meu único arrependimento na vida é não ser outra pessoa.
By... Woody Allen, quem mais...
Uma boa acção e um vazio no coração. Será que te aproveitaste de novo da minha boa vontade...?

segunda-feira, maio 15, 2006

Dá-me a clareza das tuas palavras e eu dar-te-ei a minha compreensão. Só assim haverá um fim.

sexta-feira, maio 12, 2006

Há uns dias conseguimo-nos perder num espaço de 3 metros quadrados. Era já de dia. Somos mesmo os maiores!!
Falámos em como nos resta tão pouco tempo porque cada um de nós irá à sua vida. Conversámos sobre tudo. As noites de estudo, os beijos roubados, os desencontros. As zangas, a vida que nem sempre foi simpática connosco. No último beijo roubaste-me um sorriso. Depois, como na vida, perdemo-nos um do outro. O sorriso permaneceu. Amigos para sempre?:) Sempre.

quarta-feira, maio 10, 2006

Eu estava lá!!!


Esta é a imagem do meu ecrã do computador.

domingo, maio 07, 2006

Vou fugir! Até breve!!

sexta-feira, maio 05, 2006

Andas aí a partir corações
Como quem parte um baralho de cartas.
Entre terramotos e ciclones, no meio da tempestade, vi-te ao longe. Em dois segundos desapareceste. Serias tu?

quinta-feira, maio 04, 2006

Desencontros

A cidade esqueceu-se. As luzes apagaram-se. Ninguém se lembrou.
Ela continua a festejar, como se o tempo e o passado fossem pecados que jamais cometeria.
Onde estavas quando ela pediu notícias tuas, quando chorou de saudades?
Que lhe terá dado quando te viu e ficou sem palavras?
Quando tocaste à campaínha disseram-te que não morava ali ninguém com esse nome. Caminhaste noite fora, para onde terá ela ido...?
Entre um cigarro e um whisky no primeiro bar que encontraste, recordaste noites eternas e o último adeus. O silêncio em ti é cada vez mais lento, foste um aprendiz do amor. Sê-lo-às sempre.

segunda-feira, maio 01, 2006

Ainda no rescaldo do 25 de Abril e em conversa com um amigo dum amigo que nasceu no Brasil, descobri que há duas verões da música do (grande, enorme...) Chico Buarque Tanto Mar. A primeira, única que conhecia, era dedicada ao 25 de Abril em Portugal, uma vez que no Brasil (onde, aliás, foi censurada) ainda viviam em Ditadura. A letra da música era a que se segue:

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Depois do 25 de Novembro ( e note-se que não estou a "censurá-lo", só achei piada a esta descoberta) Chico Buarque escreve uma nova versão da música, que é esta:

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente nalgum canto do jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho de alecrim

E pronto, achei que tinha piada publicar um bocadinho de cultura no meu blogue:)
quero ver gente, quero ver a terra
chegar a casa e ter alguém à espera
quero um presente, quero ser bera
quero ser submissa, quero ser a fera

Heis-me

Bem tostadinha e de volta aos livros. Até que desta vez nem me parece mal.

quarta-feira, abril 26, 2006

Essa mania que tens de ir sozinha para todo o lado sem dizeres nada a ninguém, essa mania de que és independente e livre, que não precisas de companhia... Começa a irritar.

Eu sei. Mas nem sempre me apetece, desculpa.

segunda-feira, abril 24, 2006

Não te esforces tanto.
Espero que percebas a ironia.

terça-feira, abril 18, 2006

Pequenas surpresas que me fazem perceber que afinal já não é Inverno.
Apesar do termoventilador aos pés. Apesar da manta.
Apesar de tudo.

segunda-feira, abril 17, 2006

Um último momento, um pequeno espaço de tempo que refaça o que foi desfeito.
Precisava de não dormir, era mais fácil se não sonhasse.
Sorri e chorei. Passeei. Andei de carro, de combóio, bicicleta. Dormi no chão. Molhei os pés no rio. Apanhei banhos de sol. Tomei banho no mar. Bebi uns copos. Dancei. Zanguei-me. Cansei-me. Descansei. Pisei a areia da praia como se fosse a primeira vez. Dormitei na areia. Sujei-me. Tomei banho ao 4º dia. Cantei, cozinhei. Recordei. Fui filha saudosa e estouvada. Tive a prova de que o meu cão sente muito a minha falta. Agora voltei, teve mesmo de ser... Que venha de novo a realidade!

quinta-feira, abril 06, 2006

Contagem decrescente, mais uma amiga que se casa e um ligeiro aperto no coração... Pedir que seja feliz não é pedir muito. É só o que peço. Só.

quarta-feira, abril 05, 2006

Aguentaria todos os silêncios do mundo. Pensei que não aguentava o teu. Enganei-me, afinal só não aguentaria o silêncio dos pássaros.

sexta-feira, março 31, 2006

Tomai uma decisão, Senhores!

Ainda me hão-de explicar esta mania TUGA do "cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas", (razão tinha o grande S. Godinho ao chamar à música Coro das Velhas). Hoje saí de casa, fui tomar café com os mais novos arquitectos da praça e depois fui dar uma voltinha (quiçá umas comprinhas...) à baixa. Os encontros habituais, outros menos habituais, mas sempre a mesma pergunta, sempre a mesma resposta, ainda que com diferentes nuances

- Olá!Como está?

Nuance 1 - Vamos andando...
Nuance 2 - Vai-se indo.
Nuance 3 - Está tudo a andar, como se pode.
Nuance 4 - Cá estamos!

Ok. Vamos ver se nos entendemos:

1º - é óbvio que vamos andando, afinal, a não ser que não o possamos fazer por razões de força maior, todos os dias andamos um bocadinho, nem que seja da porta de casa ao carro...(e vice-versa, claro)
2º - dado o ponto anterior, é claro que se vamos andando também se vai indo para algum lado
3º - esta parte não é assim tão óbvia, uma vez que todos conhecemos a existência de objectos imóveis e, como tal, é impossível que esteja tudo a andar (ok, depende do que se tomou, mas mesmo assim...)
4º - acho que nem precisa da óbvia explicação.

Posto isto, portuguesas e portugueses, deixo aqui um repto a todos os que estejam a ler este magnífico blogue:
DAS DUAS, UMA. OU A MALTA ESTÁ BEM, E ENTÃO A RESPOSTA CERTA SERÁ "Está tudo bem, obrigada" OU ANDA TUDO MAL NA VOSSA VIDA E ENTÃO ATÉ PODEM DIZER "Ganda merda que é a minha vida, por isto ou por aquilo" MAS POR FAVOR DECIDAM-SE!
À L. que tem sido uma visitante assídua e já merecia que lhe dissesse obrigada!Sabes, sinto às vezes muita falta de vos ter por perto. Mesmo. Ainda bem que aí estás. Bom dia e bom trabalho, pois bem sei que à hora que me lês estás a preparar-te para mais um dia cheio.

PS-à outra L. que não sabe que existo, muitos parabéns, amiga. Mereces.

quinta-feira, março 30, 2006

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

Chico Buarque de Holanda

quarta-feira, março 29, 2006

Súbita saudade

O vagabundo das estrelas voltou a aparecer-me em sonhos longínquos de saudade e muita tristeza.
O vagabundo das estrelas foi embora de vez há uns anos e ainda hoje parece que lhe ouço os passos. Queria ter-lhe dito algo que me pudesse lembrar como a última palavra. Não me lembro qual foi a última coisa que lhe disse. Imagino-o saltitante de estrela em estrela, feliz.
É incrível como só choro quando me lembro dele. O vagabundo das estrelas deixou um espaço vazio na sala, na rua, no jardim de Mira. Estaria agora nalgum sítio muito quentinho, junto a algum de nós.
É quase uma heresia pensar que estás no céu, mas é só aí que te imagino. Nunca foi possível substituir-te, porque serás sempre insubstituível. Foi apenas possível acalmar a dor da saudade, com outro vagabundo como tu.

terça-feira, março 28, 2006

Que dia... Missão cumprida!

sexta-feira, março 24, 2006

Diálogo entre Professor e Aluna depois da aula

Professor (depois de pedir um chá): Fiquei rouco, hoje!
Aluna: Se calhar é porque fala demais...

Ok, a aluna era eu. E o professor o meu preferido, da cadeira que mais gosto. Eram 10 da manhã e a aula tinha começado às 8 e meia. Que bom que era se eu pensasse antes de falar quando estou cheia de sono! (e quando não estou...eu sei...)
Um brilho no olhar que dissimulou o que não era possível esconder mais.
Palavras em vão porque escondiam o que era já impossível ocultar. Ilusão. Pura ilusão.
O mágico ficou sem truques na manga, os que lhe restavam já não enganavam ninguém.
Foi o princípio do fim. Ou o fim do fim...

quarta-feira, março 22, 2006

Uma vida sob um abismo pode ser - é, mesmo assim - menos incerta do que outras vidas.

terça-feira, março 21, 2006

I LOVE THAT WILL NEVER GROW OLD

segunda-feira, março 20, 2006

Às vezes, só.
Só às vezes consigo ajudar-te, só às vezes faço sentido, só às vezes me dizes que te ajudei. Não serão as vezes suficientes, mas são concerteza as que consigo.
Nem tudo está ao meu alcance....
Que todos os fins-de-semana das nossas vidas fossem assim: sentir que estamos a envelhecer, que tudo está diferente de há 10 anos atrás mas que nem por isso deixamos de relembrar e viver o que agora é presente com muitos sorrisos nos oito lábios de cada uma de nós. Apesar de tudo, como sempre.

quinta-feira, março 16, 2006

Entra, não fiques aí especado a olhar... Deixa-te de sentimentos de culpa e avança, maior é o coração que perdoa... E quero que o meu seja do tamanho do mundo, embora nem sempre consiga.
Num dia a meio-gás descubro que há tanto para fazer que não vou, afinal, ter tempo para tudo. Assim, sim.

quarta-feira, março 15, 2006

Vamos, vamos para aquele sítio onde jurámos ir juntos, porque nada nos prendia aqui. Vamos partir sem dizer nada a ninguém, desligar-nos do mundo e fugir. Vamos a correr com a certeza do destino que nos espera.
Não penses, Vem,

terça-feira, março 14, 2006

Eu fui... E Amei Ele!!!
Jack Johnson e uma multidão no Pavilhão Atlântico. Muito bom!

segunda-feira, março 13, 2006

Chegaste de mansinho, quase nem dei por ti. Fui-me apercebendo que por aí andavas, devagarinho, sem pressa. Vieste cheio de cores, com sorrisos dados e roubados, assaltaste-me a alma e o coração perdidos, fizeste-me acreditar de novo.
E que bom é ter amigos assim. Só queria um dia poder fazer por ti o bem que me fizeste. Só.

domingo, março 12, 2006

Day Thought

The saddest part of a broken heart
Isn't the ending so much as the start

sábado, março 11, 2006

Correram à beira-mar para ver quem chegava primeiro a lado nenhum. Ninguém perdeu.

sexta-feira, março 10, 2006


Acho que deixei de fazer sentido. Será que Freud explica isto???
Pensaste sempre que tudo o que de bom te acontecia era obra do acaso. Falaste do tesouro que tinhas encontrado: tudo por acaso. Sabia de que tesouro falavas mas não me denunciei. Pior, sabia que não tinha sido obra do acaso, como acreditavas piamente, e calei-me.
Perdoar-me-às quando entenderes que encontraste muito mais que um tesouro, que tão depressa nos deixa em êxtase no momento da descoberta como nos deprime quando nos apercebemos que tudo pode afinal ficar na mesma. O que encontraste foi uma oportunidade de seres afortunado a vida inteira. Para sempre, como para sempre ficarão estas palavras escritas sem acasos.
Ou será que o Deus
Que criou nosso desejo é tão cruel
Mostra os vales onde jorra o leite e o mel
E esses vales são de Deus
Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus


Maria Rita
Tentar ser um bocadinho melhor todos os dias.

quinta-feira, março 09, 2006


Dedicado ao X.

Ao menos lembras-te de mim:)

Uma noite das mais simples, das que nos deixam uma ligeira dor de cabeça no dia seguite mas que valem muito a pena. Falar, falar, falar... e 4,50 Euros de finos... quanto é que isso dá....??? Obrigada, Amigos.:)

terça-feira, março 07, 2006

Vi-te a desperdiçar tempo porque achavas que valia a pena.
Vi-te a reciclar a vida, não havia tempo para deitar fora e construi-la toda de novo.
Com a pressa, esqueceste-te de tanta coisa que era importante...
Queria ter-te dito "eu bem avisei". Não ouviste porque foste depressa demais. Resta-me dizê-lo aqui. Gritar bem alto bem cá dentro que não devia ter sido assim. Um dia ouvir-me-às.

Não é justo que a queiras só para ti.

segunda-feira, março 06, 2006

Quando te apetecer chorar outra vez, lembra-te da nossa caminhada junto ao Mar. Das pegadas na areia que o Mar apagava à medida que passeavamos. Lembra-te de tudo o que dissemos, das conclusões a que chegámos juntos. Não te esqueças nunca do que aprendemos naquele dia. Depois, quando te apetecer chorar outra vez, chora. Chora o quanto puderes e recebe o meu abraço, ainda que estejas aí e eu esteja aqui. Aproveita e chora um bocadinho por mim também, tenho a certeza que me vai fazer bem.
Mas nunca
Nunca te esqueças mesmo
Que o Mar continua a ondular
Que o rio continua a desaguar

sábado, março 04, 2006

É melhor fechares os olhos, meu amor, antes que o mundo inteiro seja um incêndio. Os ventos todos fechados dentro da minha mão. Quantos ciclones queres ?
Procurava nos outros a ternura, mas só encontrava poços cheios de ódio e nitroglicerina.
Aquele poema, ao contrário dos outros, tinha pólvora. Só lhe faltava o rastilho.
Éramos rebeldes por sistema, a sonhar uma revolução por dia. À tardinha, na esplanada, bebíamos um cocktail molotov.
O terrorista apaixonado carregava, às escondidas, uma bomba-relógio. Era no peito.
Era o coração
A Naifa
Os milagres acontecem
a horas incertas
e nunca estou em casa
quando o carteiro passa

sexta-feira, março 03, 2006

Daquilo que eu sei
Nem tudo me deu clareza
Nem tudo foi permitido
Nem tudo me deu certeza

Daquilo que eu sei
Nem tudo foi proibido
Nem tudo me foi possivel
Nem tudo foi conseguido

Não fechei os olhos
Não tapei os ouvidos
Cheirei, toquei, provei
Usei todos os sentidos

Só não lavei as mãos...
Não posso deixar de ser quem sou. Muito menos fingir que sou quem não sou. Perdoem-me os desiludidos... Pode alguém ser quem não é...?

Pode alguém ser livre
se outro alguém não é
a algema dum outro
serve-me no pé
nas duas mãos,
sonhos vãos, pesadelos
Diz-me:
Pode alguém ser quem não é?

Sérgio Godinho

quarta-feira, março 01, 2006

Obrigada pelo convite. Foi muito bom poder estar ao ar livre e ao frio. As luzes do estádio, a derrota da Briosa, a discussão em futebolês. Valeu-me uma gripe, mas valeu a pena, como sempre vale a pena estar contigo.

domingo, fevereiro 26, 2006

Clandestina, cá e lá.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Vim aqui cheia de raiva. Ia escrever cheia de raiva. Uma raiva que tenho muitas vezes quando vejo telejornais, quando leio o que me desagrada. Uma raiva pela guerra, por quem mata ou manda matar, por quem deixa que se mate. Hoje fala-se de mortos como se de sacos de batatas se tratassem. Parece que anda tudo esquecido da dádiva que é a Vida. Uma dádiva divina para quem acredita em Deus (qualquer que seja) uma dádiva da Natureza para quem não acredita no Divino. Anda tudo esquecido do quanto vale uma vida, qualquer que seja.
Passou-me a raiva, agora. Ainda que sinta tudo da mesma maneira.

P.S. - Estive com amigos. O céu está estrelado. Amanhã vou dançar.

A raiva de repente passou. Ainda que não me arrependa de nada do que disse.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

"... Linguagem do silêncio, essa em que palavras são névoa do alheamento, da meditação do nada, e em que as palavras em voz alta são da pessoa de fora como as de um intruso." VF

Shhhiiuuuu...Silêncio!

Pensamento do dia

A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo.
Victor Hugo

Digam o que disserem, digam o que quiserem.
É uma bonita história de Amor, como todas as histórias de Amor verdadeiro. Daquelas que vale sempre a pena conhecer, sejam quais forem. Ou entre quem...

terça-feira, fevereiro 21, 2006



Pretend like there’s no world outside
And we could pretend it all the time
Can’t you see that it’s just raining
There ain’t no need to go outside

We got everything we need right here And everything we need is enough

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

A Lua e um Martini :)



Acredita Lua,

Se eu fosse uma mulher com companhia

Não seria tão tua.

domingo, fevereiro 19, 2006

Um quarto com vista para a Sé. Uma tempestade durante a noite longa e solitária. Lençóis a cheirar a lavado, numa cama grande demais para um só. De madrugada levantou-se para ver o que se passava: muita chuva, o barulho sinistro dos ramos das árvores quase a se desconjuntarem. A luz amarela e quente que ilumina a Sé apaga-se subitamente, um lago de chuva em frente, a luz dos relâmpagos... As horas. Faz-se tarde, quase cedo.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Já fui criança, já fui flôr.
Já fui pássaro, já fui árvore.
Já fui simples, complicada.
Já fui calma, estouvada.

Hoje sou eu. Cada vez mais eu e o meu Deus das pequenas coisas.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

O fim pode ser um início. Apetece-me iniciar qualquer coisa sem pôr fim a nada, será possível...?

Haja o que houver eu estou aqui.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Já ansiámos corpos ausentes
como um rio anseia p’la foz
já fizemos tanto e tão pouco
que há de ser de nós?

Que há-de ser do mais longo beijo
que nos fez mudar de morada
dissipar-se-à como tudo em nada?
Na pele duma raposa fugiria. Na pele de um lobo atacaria. Vou meter-me na pele de um pássaro, para voar e procurar um espaço com água e luz. Muito sol. E isso basta.

domingo, fevereiro 12, 2006

Não me enjeites quando te escrevo
o que à memória me vem
contas contadas, contas da história
que a ninguém devo, a ninguém

À noite os casais devassam
os enigmas duma luz mansa
os sonhos idos de criança
como farrapos soltos que passam

João Afonso

sábado, fevereiro 11, 2006

Tenho borboletas na barriga. Ai....

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Sou como sou
basta-me o vento
leva-me a onda
tudo o que tento

Sou como sou
onde me ausento
basta-me a festa
chega-me o vento

Pensamento do dia

Muito tarda a vida a ensinar.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Uma moldura inacabada. Uma imagem que vale mais que mil palavras. Dois sorrisos, dois olhares. Falta acabar a moldura, a imagem já existe.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

-Insignificâncias!
-Como disse?
-Isso mesmo que ouviu: Insignificâncias.
-Creio que me equivocou...
-Minha cara, todas essas coisas em que pensa e que a deixam triste, tudo insignificâncias.
-Serei obrigada a discordar...
-Lembre-se do seu passado. Pense, vá. Olhe-se ao espelho e veja esse sorriso. Suponho que não esteja a relembrar coisas tristes...
-Na verdade... Não, só de coisas boas, alegres.
-Porque todas as outras são insignificâncias.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Um dia, quando acordares e te aperceberes que afinal tudo era uma farsa, aperceber-te-às igualmente que eu nem sempre estava errada. Que não sabia assim tão pouco. Que sempre quis acreditar e nem sempre consegui.
Um dia, quando te deitares e a insónia te inundar, perceberás enfim o quanto eu tentei que tudo fosse diferente. E aí entenderás que não poderia ter sido doutra maneira.

Deixar o dia passar devagar. Assim ficar.
Essa miúda é uma fogueira
Que te acende as noites em qualquer lugar
E tu desejas arder com ela
Enquanto bebes o perfume
Que ela deita nos seus trapos de côr
Para te embriagar
Estar mais presente. Ser mais paciente. Ser mais atenta. Olhar-me e ver-me.

Aprender que este é o caminho. Na encruzilhada, é este que tenho de escolher.
I’m not sure all these people understand. It’s not like years ago, the fear of getting caught, of recklessness and water.
Tirado do Mercuriocromo... Desculpa, não resisti..:)

domingo, fevereiro 05, 2006

Spinning, laughing, dancing to
her favorite song
A little girl with nothing wrong
Is all alone

Eyes wide open
Always hoping for the sun
And she'll sing her song to anyone
that comes along

Fragile as a leaf in autumn
Just fallin' to the ground

Without a sound

Crooked little smile on her face
Tells a tale of grace
That's all her own

Spinning, laughing, dancing to her favorite song
A little girl with nothing wrong
And she's all alone

Lee Alexander

sexta-feira, fevereiro 03, 2006


Uma cor quente, num dia estupidamente cinzento.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006


Há uns tempos recebi a cópia de uma fax via email e não quis acreditar. Era supostamente um fax da Presidência do Conselho de Ministros para o Sr Eurodeputado Fausto Correia. Não quis acreditar. Mais uma vez parece que me enganei. Este é o fax e isto o que ele diz. E sim, estou ressabiada.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Já tinha lido qualquer coisa sobre isto em qualquer lado. Devo confessar que não dei muita importância, porque a ser verdade teria gerado muita discussão em seu torno. Parece que mais uma vez, me enganei. Apetece dizer...País de M...

Acredito na Lua. Acredito que a Terra gira à volta do Sol. Acredito em Deus. Acredito naquilo por que luto. Acredito na felicidade. Nos Amigos. No Amor. No meu cão. Acredito na vida. Na morte. Na Natureza. Na Primavera. Acredito no tempo. No passado, no presente, quase sempre no futuro.

Nem sempre acredito em ti... E não faço por mal, juro.

And I'm feelin' the same way all over again
Feelin' the same way all over again
Singin' the same lines all over again
No matter how much I pretend
O amor é uma bela flor à beira de um precipício. É necessário ter muita coragem para a ir colher
Stendhal