Incita-me a lembrar
O teu gosto pelo mar
Para eu fique
Pronta a zarpar
Na vida real as aparências estão do outro lado do espelho. Na vida real não me assemelho à simulação das evidências (SG)
sexta-feira, janeiro 26, 2007
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Pensamento do Dia para a Francisca continuar a acreditar :)
Os afectos podem, às vezes, somar-se. Subtrair-se, nunca.
Pitágoras
Pitágoras
domingo, janeiro 14, 2007
Pensamento do Dia + Um Bom Conselho
Os segredos são iguais em todos nós.
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Chico Buarque de Holanda
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Chico Buarque de Holanda
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Uma ideia
O referendo sobre o aborto, a 11 de Fevereiro, vai custar cerca de dez milhões de euros, disse hoje Jorge Miguéis, director do Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE).
Fonte: Público 03-01-2007E o que eu gostava que investissem este dinheiro, entre outras coisas, em planeamento familiar?
quarta-feira, janeiro 10, 2007
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Déjà Vu
domingo, janeiro 07, 2007
sexta-feira, janeiro 05, 2007
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Ponto de Situação
Ora então vamos lá:
Agora só leio jornais online porque não há tempo para os ler em papel, ou seja, só leio as letras gordas porque é mesmo só uma vista de olhos, não é bem ler.
Estou a acabar de curar uma gripe estranha, com diversas variantes (não, não vou falar da malfadada diarreia. Pronto, já falei) e uma tosse que não me larga e não é por fumar muito (reduzi para menos de metade o número de cigarros).
Não tenho vida própria e fui avisada: "Nos próximos 3 meses habitue-se!" - O que me vale é que adoro o meu chefe, por enquanto...
Deixei de ir ao cinema e passo muito mais tempo em casa ao serão com os pais, há um canal novo que veio substituir a Sic Comédia que tem umas séries giras e não censuradas pelo poder paternal: todos os dias à meia noite lá vou eu ver a Anatomia de Grey.
Leio cada vez menos porque quando me vou deitar estou cheia de sono, ainda assim estou quase a acabar um livro do Konsalik que nem é nada de especial, para me voltar para o que recebi no Natal, fica a promessa da crítica da JoaninhaLibelinha.
Recomecei as minhas caminhadas rumo ao CES que me têm feito bem, mas custa imenso, principalmente à noite quando volto para casa.
As promessas são:
Ir mais ao cinema e sair mais de casa a seguir ao jantar para ter alguma "vida própria".
Aproveitar o fim de semana e ler um semanário, embora nunca tenha gostado de semanários.
Ler mais, inclusivamente coisas para a minha Tese que está a ficar um bocadinho para o atrasadota.
Continuar a ter um bocadinho de serão com os pais, sabe-nos bem e eles até já estranham!
Fumar menos, que já estou a cumprir.
Dieta, essa nunca me larga.
Não desesperar, porque às vezes tenho vontade.
Fazer pelo menos um "Ponto de situação" por semana, mas sem direito a publicação, porque seria uma valente seca para quem vê o blogue (poucos mas bons!)
E... o de sempre: SER FELIZ no meio disto tudo e muito mais que não posso, não quero nem devo contar :)
terça-feira, janeiro 02, 2007
terça-feira, dezembro 26, 2006
Que há-de ser de nós...
Penso em ti a noite inteira
Numa Insónia não vencida
Numa Insónia não vencida
Visitava-te sempre nos meus sonhos mal dormidos, visito-te agora naquele sítio inóspito mas real. Olho-te deitado naquela cama e não sei o que pensar. Não sei o que sentir. Fico quieta de sorriso nos lábios a pensar que não conheço aquelas pessoas, não sei se te conheço a ti.
Que há-se ser de nós?
quarta-feira, dezembro 20, 2006
terça-feira, dezembro 19, 2006
O Natal em mim
Eu gosto do Natal. Gosto de tudo o que acontece no Natal, que é sempre como escrevi há um ano:
Começa a azáfama. Último jantar de Natal, velhos amigos com novos rumos que se encontram uma vez por ano. Amanhã parto para a minha Mira, lá me esperam a família, a lareira, o musgo que vou buscar à tarde com o Papi (este ano não queremos pinheiro, houve muitos que arderam) e quando chegarmos a casa vai cheirar a rabanadas que a Mãe e a Mana estarão de certeza a fazer. O Cupi não me vai largar enquanto estiver a fazer o Presépio. Desembrulhar cada um dos personagens no papel de jornal do ano passado: desde a mais pequena ovelha ao Menino Jesus. Montar a cabana que há anos fiz com o meu Pai e que ainda hoje consegue manter-se inteira. Última peça do presépio: O Anjo do presépio antigo de casa dos avós, que vela pelo Menino que acaba de nascer. Sentir o cheiro doce da canela e preparar a mesa para o jantar. As mensagens dos amigos. Os presentes bem escondidos porque a Mana ainda gosta de ir bisbilhotar, apesar da fúria da Mãe. Ir trocar de roupa porque estou cheia de terra e musgo. Limpar todo o lixo que fizémos antes que a Mãe apareça. Sentar no sofá e esperar o resto da família. Viver cada momento como se nunca tivesse sido Natal. Pensar que podia ser todos os dias...
A diferença é que a cabana onde nasce todos os anos o Menino Jesus em minha casa se encheu de caruncho e o Papi deitou-a fora. Já fiz uma birra. Já mandou fazer outra, ainda assim não vai ser a mesma coisa, aquela fomos nós que fizemos há muitos anos atrás. Repito: já fiz uma birra, acho que o Pai já se arrependeu. Vou continuar a fazer birra.
A outra grande diferença é que este ano temos outro Menino Jesus, ainda na barriga da Mãe mas que já trato como se já tivesse vindo ao mundo. Este ano, os poucos presentes que compro (acho que já afirmei que me irrita esta onda consumista do Natal) são para ele. Para o ano vou começar a fabricar presentes em vez de os comprar, para dar um bom exemplo ao meu Vasquinho.
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Alguém é capaz de explicar ao mundo que o Natal não é isto??? Não é andar de centro comercial em centro comercial a comprar as "Jóias da Floribela" e o Puzzle do Homem-Aranha?? Alguém pode explicar às crianças que há outras que não recebem nada? Podem ensiná-las a dividir o que têm?? Podem? Podem? Nunca uma música não sei de quem que tenho algures na caixa de CD's antigos e que agora não encontro fez tanto sentido. Era qualquer coisa como:
Podia ser Natal E não ser farsa.
A história certa é
Natal de porta aberta
A seia pedida
É a Vida do Criador
quarta-feira, dezembro 13, 2006
segunda-feira, dezembro 11, 2006
domingo, dezembro 10, 2006
Depois de tantas coisas terem já acontecido, a recordação. Receber um CD com músicas e imagens de verter uma lágrima de saudades. Aquele pretérito-mais-que-perfeito foi mesmo inesquecível. Por inúmeras razões, fui feliz naqueles 10 dias. Aquela "LUZ" que recebi. O momento em que soube que a família ia aumentar. O encontro com a Natureza, com Deus. Uma música que começava com qualquer coisa como "Joana, eu gosto de ti". Não gosto especialmente do Inverno. Apetecia-me tomar banho no rio. Por muito mais razões do que estas... queria voltar.
sábado, dezembro 09, 2006
quarta-feira, dezembro 06, 2006
domingo, dezembro 03, 2006
quarta-feira, novembro 29, 2006
Anúncio
Custa-me ver-te a desperdiçar os dias só porque resolveste que és o mais infeliz dos seres.
Custa-me menos que penses que não sou tua amiga só porque digo o que precisas de ouvir.
Quero ver-te sorrir com vontade, não por favor.
Sei que um dia vais perceber que só por amor é que se pode dizer e fazer o que digo e faço.
Como diz o anúncio da Nicola...
"Não fique aí a dormir."
Custa-me menos que penses que não sou tua amiga só porque digo o que precisas de ouvir.
Quero ver-te sorrir com vontade, não por favor.
Sei que um dia vais perceber que só por amor é que se pode dizer e fazer o que digo e faço.
Como diz o anúncio da Nicola...
"Não fique aí a dormir."
quarta-feira, novembro 22, 2006
Sentimento de Paixão
A paixão é como Deus,
que quando quer me toma todo o pensamento
Dirige os meus movimentos, meu passo é dela
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento.
Rodrigo Maranhão & Pedro Luís
que quando quer me toma todo o pensamento
Dirige os meus movimentos, meu passo é dela
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento.
Rodrigo Maranhão & Pedro Luís
Notas do dia
Isto cansa... Mas tem sido bom. É só o que tenho a dizer, para já.
Ao meu querido Invisible Bastard , parece que somos coleguinhas: um em Lisboa outro em Coimbra. Coleguinhas em tudo, até no trabalho voluntário para além do habitual. Acredita que te ia ligar na 2ª feira, peguei no telemóvel...mas ia a caminhar (agora para além de trabalhar também caminho, o que me cansa ainda mais) e pensei que ias estranhar a minha respiração ofegante e pensar que andava mas era a acartar cimento... Não arrisquei, e depois... cheguei a casa e quinei. Amanhã garanto notícias pessoalmente, nem que por sms...
À minha querida amiga Catalã (só por mais uns dias, e ainda bem porque já morro de saudades...) Muitos parabéns. Apetececia-me estar aí contigo e cansar-me de ouvir tudo o que tens para me dizer... Daqui a uns dias terei de me cansar!! E ainda bem.
Ao meu querido Invisible Bastard , parece que somos coleguinhas: um em Lisboa outro em Coimbra. Coleguinhas em tudo, até no trabalho voluntário para além do habitual. Acredita que te ia ligar na 2ª feira, peguei no telemóvel...mas ia a caminhar (agora para além de trabalhar também caminho, o que me cansa ainda mais) e pensei que ias estranhar a minha respiração ofegante e pensar que andava mas era a acartar cimento... Não arrisquei, e depois... cheguei a casa e quinei. Amanhã garanto notícias pessoalmente, nem que por sms...
À minha querida amiga Catalã (só por mais uns dias, e ainda bem porque já morro de saudades...) Muitos parabéns. Apetececia-me estar aí contigo e cansar-me de ouvir tudo o que tens para me dizer... Daqui a uns dias terei de me cansar!! E ainda bem.
domingo, novembro 19, 2006
Dum momento para o outro, a reviravolta. Começo de um mini-estágio. Correr para Braga sexta-feira à noite para chegar a horas ao concerto. Relembrar velhos tempos. Estar com velhos amigos. Matar saudades. Passar o tempo todos com a expectativa duma semana de trabalho que aí vem. Não saber o que me espera. Passear por Braga. Conversar muito, rir. Apresentar velhos amigos a velhos amigos. A imagem: coração cheio.
quarta-feira, novembro 15, 2006
The Black Dahlia
terça-feira, novembro 14, 2006
Fim
A nossa história nunca começou como as outras. Era uma vez foi sempre Eram muitas vezes. De tanto tentar bastou uma gota d'água para acabar. A nossa história acaba como todas as outras. Fim.
domingo, novembro 12, 2006
sexta-feira, novembro 10, 2006
quinta-feira, novembro 09, 2006
I drink good coffee every morning
Comes from a place that's far away
And when I'm done I feel like talking
Without you here there is less to say
I don't want you thinking I'm unhappy
What is closer to the truth
That if I lived till I was 102
I just don't think I'll ever get over you
Your face it dances and it haunts me
Your laughter's still ringing in my ears
I still find pieces of your presence here
Even after all these years
But I don't want you thinking I don't get asked to dinner
'Cause I'm here to say that I sometimes do
Even though I may soon feel the touch of love
I just don't think I'll ever get over you
Colin Hay
Comes from a place that's far away
And when I'm done I feel like talking
Without you here there is less to say
I don't want you thinking I'm unhappy
What is closer to the truth
That if I lived till I was 102
I just don't think I'll ever get over you
Your face it dances and it haunts me
Your laughter's still ringing in my ears
I still find pieces of your presence here
Even after all these years
But I don't want you thinking I don't get asked to dinner
'Cause I'm here to say that I sometimes do
Even though I may soon feel the touch of love
I just don't think I'll ever get over you
Colin Hay
quarta-feira, novembro 08, 2006
Quero fugir das questões laborais, dos conflitos e negociações. Estou farta de teorias da democracia deliberativa, participativa, autoritária, não autoritária. Cansam-me os neocorporativismos e as questões da globalização, a porcaria do capitalismo e o "Constitucionalismo Societal". Quanto mais leio e estudo mais tenho a sensação de que nada sei. Tenho pesadelos com o meu orientador. Com uma nota que está para sair (hoje sonhei que ia ter 12 e ia morrendo de desgosto). O pai diz que é normal, na meta final. Eu não sei onde me meter, na meta final. Apetecia-me morrer na praia. Melhores dias virão.
Little Miss Sunshine
segunda-feira, novembro 06, 2006
Descobriste tarde demais que afinal era possível. Quiseste entrar mas a porta já estava trancada com fechadura dupla, não fosses tu lembrar-te de armar mais uma emboscada e desaparecer sem deixar rasto. Na tentativa de resgate acabaste por matar tudo. Vingaste-te da dor que provocaste e saiu-te tudo ao contrário, agora és tu que precisas de cuidados paliativos. Tratarei de ti, se for preciso, só espero que não precises de nenhum transplante de coração.
domingo, novembro 05, 2006
Um curso de relações laborais e sindicalismo. A noção de que já nada é o que foi.
Conversas com o Vasquinho, ou seja, com a barriga da mana.
Meia dúzia de copos e algumas conversas agradáveis, outras menos.
Amparar a Mãe em mais uma das suas espetaculares quedas (não sei como não se mata...).
Foi só mais um fim de semana.
Conversas com o Vasquinho, ou seja, com a barriga da mana.
Meia dúzia de copos e algumas conversas agradáveis, outras menos.
Amparar a Mãe em mais uma das suas espetaculares quedas (não sei como não se mata...).
Foi só mais um fim de semana.
sexta-feira, novembro 03, 2006
quinta-feira, novembro 02, 2006
terça-feira, outubro 31, 2006
O poder dos sonhos

"Sonhamos que é possível outro mundo e tornaremos realidade esse outro mundo possível"
Um dos chilenos que viveu exilado desde o Golpe de Estado de Pinochet em 1973, escreve sobre o poder de sonhar, de concretizar sonhos. Fala sobre as guerras injustas que hoje invadem o mundo, fala com o ódio que inevitavelmente qualquer opositor do regime do sanguinário Pinochet lhe tem. Fala de injustiça, de amizade, de esperança. Luis Sepúlveda abraça causas e escreve sobre elas, num estilo diferente a que nos habituou nos seus anteriores romances.
segunda-feira, outubro 30, 2006
A entrevista do mês
A entrevista de Judite de Sousa a António Lobo Antubes a semana passada (isto vem com atraso, mas não tive tempo para ouvir de novo e reproduzir a parte mais interessante que agora transcrevo) foi hilariante. Deve ser difícil entrevistar um homem daqueles, sem desprimor ao seu talento como escritor. Mas leiam este pequeno excerto e divirtam-se, eu diverti-me imenso!!!
Judite de Sousa: O António foi apoiante de Mário Soares nas últimas Presidenciais?
António Lobo Antunes: Fui porque não sei dizer que não a um amigo. Ele convidou-me para almoçar, a mim e a um grande amigo meu, o Júlio Pomar, (…) e durante o almoço falou-nos das razões porque se candidatava, etc., e eu nem o ouvi-a bem, mas gosto muito dele e…e é um homem com um charme imenso e quem devemos todos muito quer queiramos quer não. E não fui capaz de dizer que não. Não sou capaz de dizer que não a um amigo. (…) Se quer que lhe diga nem sequer fui ver o programa [eleitoral] e disse que sim por amor.
Judite de Sousa: Mas foi votar…
António Lobo Antunes: Eu fui votar muito poucas vezes. Votei uma ou duas vezes.
Sem palavras!!! Eu também não votei no Soares (apesar do seu charme - esta é linda!) só que também não o apoiei... por amor ou sem ele... E definitivamente evitei ouvi-lo!!!
Judite de Sousa: O António foi apoiante de Mário Soares nas últimas Presidenciais?
António Lobo Antunes: Fui porque não sei dizer que não a um amigo. Ele convidou-me para almoçar, a mim e a um grande amigo meu, o Júlio Pomar, (…) e durante o almoço falou-nos das razões porque se candidatava, etc., e eu nem o ouvi-a bem, mas gosto muito dele e…e é um homem com um charme imenso e quem devemos todos muito quer queiramos quer não. E não fui capaz de dizer que não. Não sou capaz de dizer que não a um amigo. (…) Se quer que lhe diga nem sequer fui ver o programa [eleitoral] e disse que sim por amor.
Judite de Sousa: Mas foi votar…
António Lobo Antunes: Eu fui votar muito poucas vezes. Votei uma ou duas vezes.
Sem palavras!!! Eu também não votei no Soares (apesar do seu charme - esta é linda!) só que também não o apoiei... por amor ou sem ele... E definitivamente evitei ouvi-lo!!!
O Referendo ao Aborto
Sem querer fazer juízos de valor acerca do "sim ou do "não" ao próximo referendo, não posso deixar de fazer referência a um tema que me deixa muitas dúvidas e que me transcende em alguns aspectos. Como muitos saberão, sou absolutamente contra referendos (chamem-me anti-democrática, reaccionária, comunista - adoro estes paradoxos!) porque considero que se votamos nas eleições legislativas ( como em todas as outras) é para escolhermos quem nos representa e quem deve tomar decisões, morais ou não, por nós. Para além disso, ultrapassa-me por completo o dinheiro que se gasta em eleições, campanhas, financiamento de partidos e de organizações da sociedade civil (ainda que estas, por princípio, se auto-financiem) quando esse dinheiro poderia muito bem ser empregue em planeamento familiar, muito urgente neste país, e que resolveria grande parte dos problemas de abortos clandestinos que temos.
Ainda assim não posso deizar de me indignar com a pergunta que em princípio vai a referendo: Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Pois bem, ainda que o corpo seja, efectivamente, das mulheres (que considero uma benção, mas cada um sabe de si e do seu corpo) e não pretendendo dar lições de anatomia ou de educação sexual tão em voga nos dias de hoje, que eu saiba um filho (ou feto, ou o que lhe quiserem chamar) não se gera sem que o homem não tenha "voto na matéria". Quando uma criança nasce, aquela tão conhecida figura do "pai incógnito" já não existe e cabe às autoridades descobrir a paternidade da criança. Pergunto-me se uma decisão destas (ainda sou daquelas que acredita que nenhuma mulher gosta de a ter) deve apenas ser tomada pela mulher. Há coisas que me ultrapassam. Se os filhos não se fazem sozinhos para umas coisas, também não se fazem (ou desfazem) sozinhos para outras.
PS-Claro que a discussão não deveria ficar por aqui, a questão das clínicas (empresas) privadas estrangeiras estarem de olho na possível nova legislação para invadirem este país, a questão de entrar no Serviço Nacional de Saúde enquanto temos listas de espera infindáveis de operações vitais para alguns cidadãos. Não sou pelo sim, não sou pelo não. Sou pela noção de realidade. Sou contra a hipocrisia.
PS1-E depois temos senhoras como a Zita Seabra, essa grande ex-comunista e actual social democrata, que diz que o planeamento familiar é acessível a todos. Esta senhora defende o "não" e também não tem a mínima noção de realidade.
A música do fim de semana.
Manda-me uma carta em correio azul
que me deixe a face ruborizada
promete-me a noite fatigada
de termos aberto o nosso nexo
ao sexo
da vida
porção
destemida
da nossa emoção
Erros meus, má fortuna, amor ardente
qual em nós mais frequente
qual em nós mais frequente
amor ardente
cada vez mais frequente
Sérgio Godinho, quem mais...
que me deixe a face ruborizada
promete-me a noite fatigada
de termos aberto o nosso nexo
ao sexo
da vida
porção
destemida
da nossa emoção
Erros meus, má fortuna, amor ardente
qual em nós mais frequente
qual em nós mais frequente
amor ardente
cada vez mais frequente
Sérgio Godinho, quem mais...
domingo, outubro 29, 2006
quinta-feira, outubro 26, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
Cê
segunda-feira, outubro 23, 2006
Inés Da Minha Alma

Mais uma vez Isabel Allende apaixona com uma história incrível da conquista do Chile e do Perú pelos espanhóis. A crueldade, as atrocidades de ambos os lados, a desumanização total de colonos e colonizadores. Por entre estas horrrendas narrações, lindíssimas histórias de amor. Passados 5 séculos muita coisa se mantém, noutra realidade, na Modernidade. Dá que pensar.
sexta-feira, outubro 20, 2006
Num café
Uma noite escrevi o teu nome,
Num café.
Vi o mar, vi um pássaro azul.
Várias gotas de água, as luzes da cidade.
E percebi que nada sou no meio de tantos tesouros escondidos.
O que foi certo pra mim um dia, já não é.
Num café.
Vi o mar, vi um pássaro azul.
Várias gotas de água, as luzes da cidade.
E percebi que nada sou no meio de tantos tesouros escondidos.
O que foi certo pra mim um dia, já não é.
sábado, outubro 14, 2006
sexta-feira, outubro 13, 2006
A Paz que eu não tive
Queria ter tido há uns meses atrás a paz de espírito que tive hoje. Tinha saudades, já quase não me lembrava de ti. Sorriste pouco, ainda assim fizeste-me sorrir. Queria poder voltar atrás, uma vez na vida. Queria que tivesses tido ciúmes. Queria ter podido ficar mais tempo, mesmo que o assunto acabasse. Quero-te mais do que bem.
surpreendentemente o coração voltou a bater mais depressa, pensei que já tivesse passado. soube-me bem.
quarta-feira, outubro 11, 2006
terça-feira, outubro 10, 2006
Ao Vasco
Quero ser a tua melhor amiga. Quero ensinar-te muitas coisas boas. Muitos disparates às escondidas de todos. Quero fazer-te rir. Quero brincar contigo. Quero que aprendas a acreditar. Quero ser a melhor Tia do mundo para o Sobrinho mais lindo de todos os sobrinhos de todo o mundo!!
sábado, outubro 07, 2006
terça-feira, outubro 03, 2006
segunda-feira, outubro 02, 2006
sexta-feira, setembro 29, 2006
Enquanto Salazar dormia...
WTC, Oliver Stone

Uma americanada que não me apetecia ver. Que me comoveu pelo óbvio. Que mostra como só na perda (ou possível perda) nos apercebemos de quanto as pessoas de quem gostamos são importantes na nossa vida.
A personagem: um USA Marine que encontra dois feridos no meio dos escombros e, apesar de não ter falado muito, diz uma coisa que revela bem o espírito americano dos últimos tempos (personificado no Sr. Bush): "Isto tem de ser vingado". Essa personagem é real. Combateu no Iraque, claro está. A vingar-se ainda ninguém sabe muito bem de quê ou de quem...
quinta-feira, setembro 28, 2006
Num café, um Martini
Queria olhar-te nos olhos e dizer-te o quanto te entendo.
Queria olhar para ti, tocar-te na mão e dizer-te que vai passar.
Queria segurar-te pelo braço para não partires.
Queria querer desaparecer para sentir contigo.
Queria olhar-te nos olhos de novo e dizer-te Tudo passa, acredita.
Queria olhar para ti, tocar-te na mão e dizer-te que vai passar.
Queria segurar-te pelo braço para não partires.
Queria querer desaparecer para sentir contigo.
Queria olhar-te nos olhos de novo e dizer-te Tudo passa, acredita.
terça-feira, setembro 26, 2006
segunda-feira, setembro 25, 2006
Pensamento do dia
A pior solidão que existe é darmo-nos conta de que as pessoas são idiotas.
Gonzalo Torrente Ballester
Gonzalo Torrente Ballester
sexta-feira, setembro 22, 2006
quinta-feira, setembro 21, 2006
Volver
quarta-feira, setembro 20, 2006
segunda-feira, setembro 18, 2006
Foi assim que entrei no jogo. Nada de uma procura do eu mais profundo, daquele mais escondido nos abismos da nossa consciência, tão do agrado de certos escafandristas das nossas almas. Apenas uma concentração na lembrança mais oculta, aquela que nos tornou felizes no passado e que gostaríamos que fosse a vida futura, supondo que existe: tão-só isso, mais nada. Tinha desejado ter-te já conhecido quando te conheci, e terá sido porventura este, até agora, o meu desejo mais oculto. Porque nesse ponto exacto sonho e desejo coincidem, sendo uma só coisa, pelo menos para os que imaginam, ainda que muito vagamente, uma vida futura depois de as células e o genoma que as mantém ligadas se terem transformado em pó.
Antonio Tabucchi in "Está a fazer-se cada vez mais tarde".
A palavra...
...que mais me irrita ultimamente: Ausente.
Não sei se por começar com "Au" (esta doeu!) se pelo que significa: Solidão.
Não sei se por começar com "Au" (esta doeu!) se pelo que significa: Solidão.
sexta-feira, setembro 15, 2006
Um cenário
Passear na Baixa numa tarde solarenga. Parar numa esplanada, pedir um café. De repente, num espectáculo de rua, a música do Fabuloso Destino d'Amélie. No pacote de café, a seguinte mensagem: "Hoje mais de 45.360 pessoas foram convidadas para a festa de alguém, 23.890 estão na festa de alguém e 3.440 já estão a fazer festas a alguém. Não fique aí a dormir".
Rio-me sozinha enquanto a L.G. não chega. Belo pedaço de tarde!
quinta-feira, setembro 14, 2006
quarta-feira, setembro 13, 2006
Saberás tu quantas palavras te escrevi, quantos pensamentos foram teus, quanto tempo em silêncio esperei por ti... Saberás sempre que perdoarei sempre tudo porque é assim que sou. Saberás também que é nas pequenas coisas que te vejo, que te sinto, que te encontro. Empatia? Amizade? Fé no invisível. Sim, é isso. Fé.
terça-feira, setembro 12, 2006
Acordar tarde demais. Café. Almoço. Levar a Mãe. Ligar à Mana. Começar a "sacar" músicas para Bébés. Teoria do Pluralismo. Teoria das Elites Democráticas. História da Concertação social em Portugal. Compras com a Mãe (SOCORRO). Casa. Desparasitar canídeo. Jantar salada sem calorias. Ouvir notícias da Semente que já é Feijão. Pedir paciência a Nosso Senhor porque ando sem nenhuma. Café. Casa. Livros. Computador.
Atarantada? Nãaaaaaaaao!!!!
Atarantada? Nãaaaaaaaao!!!!
sexta-feira, setembro 08, 2006
quarta-feira, setembro 06, 2006
Pensamento do dia
A vida. Se não fosse cómica era trágica. Ou se não fosse trágica era cómica. Estou confusa!
terça-feira, setembro 05, 2006
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto,
sim?
SG
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto,
sim?
SG
segunda-feira, setembro 04, 2006
Não foi por esquecimento que não agradeci a todos os que fizeram daquele passado o Pretérito-Mais-que-Perfeito. Foi só e apenas porque tinha de aterrar. Dada a explicação, aqui vai:
Obrigada Sofia e Madalena. Obrigada Luis e Martim. Chipo, Andreia, Alex e Inês. ZéGui, Xavi, Kika, Maria, Léo e Nô. Obrigada António. Obrigada aos 42 meninos e meninas de quem tenho saudades.
Ao "FAS", ex Tio, Chipo, whatever... Obrigada pela tarde pós Pretérito-Mais-Que-Perfeito. Soube-me mesmo bem.
Obrigada Sofia e Madalena. Obrigada Luis e Martim. Chipo, Andreia, Alex e Inês. ZéGui, Xavi, Kika, Maria, Léo e Nô. Obrigada António. Obrigada aos 42 meninos e meninas de quem tenho saudades.
Ao "FAS", ex Tio, Chipo, whatever... Obrigada pela tarde pós Pretérito-Mais-Que-Perfeito. Soube-me mesmo bem.
domingo, setembro 03, 2006
Uso a nova caneca. O chá vem do Ceilão onde me imagino enquanto ponho a chaleira que assobia ao lume. Sento-me do sofá e aguardo o barullho que me acorda dessa viagem a um sítio que desconheço. Em apenas 10 minutos vi cores nunca antes vistas, cheiros nunca antes sentidos. Nesses escassos minutos sorri e chorei, apreciei uma paisagem que nunca vi de verdade. Imagino pessoas, animais, mobílias, o céu que de certeza que lá é diferente, a Lua que nunca mais será a mesma.
É fim de tarde e lembro-me de ti.
sexta-feira, setembro 01, 2006
quinta-feira, agosto 31, 2006
quinta-feira, agosto 17, 2006
terça-feira, agosto 01, 2006
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