Na vida real as aparências estão do outro lado do espelho. Na vida real não me assemelho à simulação das evidências (SG)
segunda-feira, agosto 13, 2012
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Sim, eu sei que não tenho actualizado este "estaminé", e também sei que ninguém fica sem sono por isso. Ando em leituras-descanso-família-amigos-sol-praia-mar. Ando feliz. E isso basta, não é?
terça-feira, julho 24, 2012
Quando Lisboa Tremeu, Domingos Amaral

"Os factos deste livro são baseados num acontecimento real. Portanto, qualquer semelhança com a realidade não é, pois, coincidência. A intenção é mesmo essa".
Este é o final da nota do autor e que define bem este romance. Num enredo de personagens cruéis ou altruístas, num cenário absolutamente dramático e desolador, Domingos Amaral consegue o melhor de dois mundos: uma realidade histórica que se conta através dum romance bem escrito. Lisboa, 1 de Novembro de 1755: quando a cidade tremeu.
O Prisoneiro do Céu, Carlos Ruiz Zafón
A história de um homem que "perdeu a alma e o nome". Barcelona recordada na década de 40 e vivida na década de 50. A história de Daniel que se cruza com a do seu grande amigo Fermín. A família Sempere, a história que os une. Fermín tem uma personalidade desiludida e sarcástica, entre o humor e o desalento. Regressa com Záfon o célebre Cemitério dos Livros Esquecidos. Um livro genial, como nos tem habituado o autor.
segunda-feira, julho 09, 2012
Os Imperfeccionistas, Tom Rachman
São vários contos que se cruzam no tempo, personagens que, separadamente, têm muito a ver umas com as outras. Um jornal de língua inglesa em Roma, os meandros duma redacção em tempos conturbados e competitivos. Não direi que é o melhor livro de 2011, nem tão pouco concordo com a crítica que faz do livro uma verdadeira obra-prima. É, no entanto uma óptima leitura e um livro extremamente bem escrito.
sexta-feira, julho 06, 2012
Um abraço
A ausência de gestos corajosos, a vida nos momentos mal amados.
Como é que podes, como consegues. O amor de portas abertas, os braços que de tão grandes conseguem abraçar o mundo inteiro. Como consegues amar tanto, ser tão intenso e alegre, como é possível que, depois de tudo, sejas capaz de dar tanto. Oferecer, de mãos abertas, o que de melhor há em ti. Que coragem, quanta perseverança, quanto amor.
Obrigada pelo teu amor. Obrigada por teres estado lá em baixo enquanto caía, por não me teres amparado a queda e por teres cuidado as feridas da maneira que dói mais,"Porque é assim que tem de ser: o que arde cura."
Obrigada por existires, por teres surgido na minha vida. Pelo dia em que adormeci nos teus braços, de tão cansada de tudo que estava.
Obrigada por seres grato pela metade que fiz por ti.
Como é que podes, como consegues. O amor de portas abertas, os braços que de tão grandes conseguem abraçar o mundo inteiro. Como consegues amar tanto, ser tão intenso e alegre, como é possível que, depois de tudo, sejas capaz de dar tanto. Oferecer, de mãos abertas, o que de melhor há em ti. Que coragem, quanta perseverança, quanto amor.
Obrigada pelo teu amor. Obrigada por teres estado lá em baixo enquanto caía, por não me teres amparado a queda e por teres cuidado as feridas da maneira que dói mais,"Porque é assim que tem de ser: o que arde cura."
Obrigada por existires, por teres surgido na minha vida. Pelo dia em que adormeci nos teus braços, de tão cansada de tudo que estava.
Obrigada por seres grato pela metade que fiz por ti.
segunda-feira, julho 02, 2012
quarta-feira, junho 13, 2012
Factos
- Comprei dois vestidos novos.
- O José Hermano Saraiva foi condecorado no 10 de Junho.
- Espanha é resgatada, mas só para a banca.
- Tenho lido muito pouco.
- O Ministro das Finanças falou hoje em mais uma Comissão-de-não-sei-quê e não perdi dois segundos a ouvi-lo.
- Tenho saudades.
- Adoro ver os jogos da selecção portuguesa mas embirro com a publicidade toda à volta do Euro.
O Carteiro de Pablo Neruda, Antonio Skármeta
Mário. Um preguiçoso pescador que se torna carteiro. O carteiro de Pablo Neruda, só. Começam as conversas, curtas, muito curtas para os desejos do Carteiro. A conturbada década de 70 no Chile, o amor às palavras. O amor pela poesia, pelas metáforas. Mário, o carteiro que se torna poeta.
Tubo de Ensaio, parte IV, João Quadros e Bruno Nogueira
É conhecida a graça que acho a estes dois senhores. Desta feita, a surpresa: finalmente um livro bem editado, com muito poucos erros (ainda vi alguns) e, portanto, sem a crítica que deixei nos restantes. Não é o conjunto de crónicas mais brilhante (gostei mais dos anteriores, embora ainda me falte ler a parte II) e uma óptima leitura relaxada.
sábado, junho 02, 2012
Madrid
Foram dias de matar saudades e de sair do sítio [que bom que é sair do lugar]. Foi a viagem com a A. e pôr a conversa em dia. Foi andar e rir no primeiro dia pela cidade, só porque sim, com a A. e o J [e ver como são felizes os dois]. Foi juntar velhos amigos, conversas e saudades. Foi matar saudades. Foi ser recebida em casa com um "regalo", foi o pequeno D. que no meio do seu espanholês não consegue dizer "Joana". Tia Nana, passei a ser a Tia Nana. Foi ser recebida com o maior carinho do mundo. O J. e a C. que me fizeram sentir em casa. Foi conhecer Madrid por quem lá vive, e depois por mim. Passear e olhar à volta: reparar. Perceber que não há nada melhor que os amigos e a seguir nada melhor do que viajar. Ter os 2, ao mesmo tempo, é o melhor do mundo.
Afortunada é pouco.
Afortunada é pouco.
quinta-feira, maio 17, 2012
Preciso mentir que te amo
Te dizer baixinho no ouvido
Te abraçar e fazer de conta
Que nesse amor não duvido
Preciso agora de um bem
Pode ser que amanhã
Eu me esqueça
e a olhar da janela de um trem
Um novo amor me apareça
Acordar de manhã
e fazer um café p'ra você
abraçar-te com cuidado
e depois adormecer-te
no meu porto
As Últimas Notícias do Sul, Luís Sepúlveda e Daniel Mordinski
«Este livro nasceu como a crónica de uma viagem realizada por dois amigos, mas o tempo, as mudanças violentas da economia e a voracidade dos triunfadores transformaram-no num livro de notícias póstumas, no romance de uma região desaparecida. Nada do que vimos existe tal como o conhecemos. De certo modo fomos os afortunados que presenciaram o fim de uma época no Sul do Mundo. Desse Sul que é a minha força e a minha memória. Desse Sul a que me aferro com todo o amor e toda a raiva.Estas são, pois, as últimas notícias do Sul.»
É um livro que começa no paralelo 42º Sul em San Carlos de Bariloche e o regresso pela Patagónia chilena até à ilha de Chiloé. É, acima de tudo, um livro de pessoas. Uma viagem feita algures na década de 1990 por Luís Sepúlveda e Daniel Mordinski. Tem retratos e paisagens, tem o cheiro da Patagónia, tem o amor das gentes do Sul e a sua hospitalidade. Tem a crítica feroz aos que não respeitam a terra nem as gentes. Tem política, economia e amor. Tem tudo.
quarta-feira, maio 09, 2012
Os sonhos são as minhas únicas orações. Deus que não me leve a mal. É que apenas me sobra uma pequena e temporária alma. Apenas à noite esse espírito se acende, em delicado sussurro para que ninguém mais escute. Peço desculpa por esta despromoção para bicho. Ter alma, contudo, é um peso que, só morto, sou capaz de suportar. Foi por isso que amei tanto, em tantos enganados amores. É por isso que caço. Para ficar vazio. Isento de ser homem.
Retirado do "Diário do Caçador".
A Confissão da Leoa, Mia Couto
Só há um modo de escaparmos a um lugar: é sairmos de nós. Só há um modo de sairmos de nós: é amarmos alguém. Excerto roubado aos cadernos do escritor.
Um acontecimento real: Em 2008, a empresa e, que trabalho enviou quinze jovens para atuarem como oficiais ambientais de campo durante a abertura de linhas de prospeção sísmica em Cabo Delgado, no Norte de Moçambique. Na mesma altura e na mesma região, começaram a ocorrer ataques de leões a pessoas. Em poucas semanas, o número de ataques fatais atingiu mais de uma dezena. Esse número cresceu para vinte em cerca de quatro meses.
É assim que se inicia o livro, com uma "explicação inicial" do autor. Depois, a história: entre a Versão de Mariamar e o Diário do Caçador. Uma aldeia no meio do nada onde os ataques dos leões se multiplicam. Uma aldeia em que a mulher é prisioneira dos usos e costumes. Um administrador, sua mulher Naftalinda. O escritor que acompanha a "expedição" da caça aos leões. Um caçador que, no fim de contas, não é capaz de caçar.
É conhecida a minha paixão por Mia. Este é só mais um livro que não se pode deixar de ler.
Um acontecimento real: Em 2008, a empresa e, que trabalho enviou quinze jovens para atuarem como oficiais ambientais de campo durante a abertura de linhas de prospeção sísmica em Cabo Delgado, no Norte de Moçambique. Na mesma altura e na mesma região, começaram a ocorrer ataques de leões a pessoas. Em poucas semanas, o número de ataques fatais atingiu mais de uma dezena. Esse número cresceu para vinte em cerca de quatro meses.É assim que se inicia o livro, com uma "explicação inicial" do autor. Depois, a história: entre a Versão de Mariamar e o Diário do Caçador. Uma aldeia no meio do nada onde os ataques dos leões se multiplicam. Uma aldeia em que a mulher é prisioneira dos usos e costumes. Um administrador, sua mulher Naftalinda. O escritor que acompanha a "expedição" da caça aos leões. Um caçador que, no fim de contas, não é capaz de caçar.
É conhecida a minha paixão por Mia. Este é só mais um livro que não se pode deixar de ler.
quinta-feira, abril 26, 2012
O Retorno, Dulce Maria Cardoso
Rui é o narrador e também um jovem adolescente que vivia em Angola com a família em 1974. Nunca conheceu a metrópole até ser obrigado a fugir para lá. O pai fora preso horas antes por angolanos, não partiu com ele, a mãe e a irmã. Rui chega à metrópole como o "homem da família" que sente que tem de cuidar. Vão para um hotel como muitos dos retornados, até conseguirem refazer a vida. Mas as esperanças da metrópole rapidamente caem por terra. O retorno não é o exílio, mas podia ser. As saudades de África, o medo de o pai ter morrido, a metrópole que os não trata bem. A mulher do porteiro Queine. Os amigos que deixou. A escola em que a "puta" da professora de matemática manda os retornados para o fim da sala e nem se preocupa em saber o nome deles. É um livro de tristezas, mas de esperanças e de sonhos. O pai acaba por chegar. O Tio Zé já não é "paneleiro", apareceu com a noiva.
Uma obra brilhantemente escrita.
quinta-feira, abril 19, 2012
terça-feira, abril 17, 2012
1Q84, Vol. II Haruki Murakami
É aqui, definitivamente, que se confirma o mundo paralelo de 1Q84. As personagens centrais são as mesmas: Aomame, Tengo e Fuka-Eri. Neste volume tudo se começa a desvendar, a relação entre as personagens centrais é cada vez mais intensa e as duas luas vieram para ficar. Aomame faz uma promessa por amor, sacrificando eventualmente a sua própria vida. Aqui há muito mais do ano de 1Q84 do que do ano de 1984. O Universo da música, do amor e dos gatos (ainda que os felinos tenham aqui muito menos protagonismo do que em outras obras de H.M.).
As Aventuras de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle
Um conjunto de 12 contos inicialmente publicados numa revista britânica, prende o leitor do princípio ao fim. É o método "lógico-dedutivo" de Holmes apoiado pelo inestimável amigo Dr. Watson. Holmes é sempre chamado pela polícia britânica quando esta não consegue resolver algum caso, ou por pessoas que o procuram como detetive privado. O bom velho Sherlock é tido como inteligente e acutilante. E é.
A excitação da noite
O impensável aconteceu. Nunca me esqueci do dia em que ouvi na televisão um excerto deste livro. Cheguei a procurar isto na internet – por me recusar a comprá-lo, nem sei se ainda existe – e nunca encontrei. Hoje fui a um dos meus blogues preferidos. Eis que a Livreira Anarquista fez uma publicação sobre o livro “Sandálias de Prata” de Cristina Caras Lindas. Eu nem queria acreditar. Li na diagonal, só à procura do que me lembrava: a palavra “bidé” e a descrição do amor que um homem sente (ou pode sentir) quando vê uma mulher na sanita ou no bidé. A beleza da coisa, portanto. Não cabia em mim de contente quando esse excerto apareceu. Aqui fica a parte mais importante, o resto pode ler-se neste post divinal.
Ao ler esta maravilhosa passagem, ocorreram-me vários pensamentos. Um deles foi esperar que a minha moribunda avó - se algum dia ficar moribunda antes de morrer - nunca se lembre de um ensinamento destes ou, sequer, algo parecido. Ninguém merece.
“Lembrou daquela tarde em que ele entrou na casa de banho, ela estava no bidé, de costas para a porta, quando ouviu a voz de João, olhou para trás. Com as pernas, uma de cada lado, nas pontas dos pés, curvou-se para olhá-lo, curvando a cintura.
- Fica quieta – disse-lhe João. – Fica assim, eu já volto. Foi buscar as sandálias prateadas, calçou-a e pediu-lhe para ficar assim um momento. Ela misturou o sorriso ao corpo nu com a sensualidade natural que os cabelos caídos nos ombros lhe emprestaram.
- Sabes, Laura, quando é que um homem tem a certeza que está apaixonado por uma mulher?
- Não.
- Isto disse-me a minha avó. Ela era especial e delicada, paciente e sofrida. Antes de morrer, já doente, muito doente, pediu-me para ir ter com ela ao jardim para me mostrar a última rosa que, possivelmente, ela ia ver, uma rosa amarelecida, cor de chá. Ela era muito triste, mas um dia falo-te disso.
- Então quando é que um homem sabe que está apaixonado por uma mulher?
- Quando a vê na sanita ou no bidé e consegue ficar ainda mais enternecido. "
(negrito e sublinhado feitos por mim).
domingo, abril 08, 2012
Back
Chegar a casa de madrugada e ter um pai ao cimo das escadas com uma caçadeira imaginária. Ter um ataque de riso às 5 da manhã a meio da escadaria que já não me lembrava de subir com álcool no sangue. Acordar cedo, porque é uma casa cheia de gente que madruga. É ser acordada com beijinhos paternos porque já são horas. É não ter descanso, por mais que feche os olhos no sofá. É o canal Panda e "esborrachar os piquilinos com beijinhos". É tentar não fazer barulho a chegar a casa e já não me lembrar de metade dos truques.
São amigos que passam e cafés improváveis. É fugir de casa a meio da tarde porque já não aguento, mas voltar passado pouco tempo porque pode ser preciso alguma coisa. É não fazer o que me apetece porque não me posso afastar muito.
Hoje voltou tudo ao normal, ao início da noite. Hoje volto à minha casinha, onde a net vai abaixo e não tenho TV Cabo. Arrumar a roupa e a casa, trazer de volta a televisão e ficar. Que saudades de ficar.
Foi só uma semana.
quarta-feira, abril 04, 2012
terça-feira, março 27, 2012
É a primeira fotografia pessoal, realmente com pessoas, que aqui publico. Provavelmente será a última. Não vou estar na despedida, e ainda bem, porque sabes como as detesto. Como podes verificar, também, ultimamente tenho tido disso que chegue. Resta-me dizer-te que me vais fazer falta. E chega.
Esta fotografia remete-nos para a viagem mais tonta alguma vez feita. E das mais giras. Sevilha transformou-se em "frigideira" a 50 km - como é que se chamava aquela terra, mesmo? - em possibilidade de ficarmos apeados algures no meio da Andaluzia com o carro apreendido, em alergias e em muitos disparates.
Viva nós.
Esta fotografia remete-nos para a viagem mais tonta alguma vez feita. E das mais giras. Sevilha transformou-se em "frigideira" a 50 km - como é que se chamava aquela terra, mesmo? - em possibilidade de ficarmos apeados algures no meio da Andaluzia com o carro apreendido, em alergias e em muitos disparates.
Viva nós.
segunda-feira, março 19, 2012
Macau
Fui-me habituando a despedidas, apesar de continuar a não saber lidar com elas. Estive presente nos momentos mais importantes da tua vida, rimos muito (muito mais do que chorámos) juntos. Li a oração dos fiéis dedicada aos amigos no vosso casamento. Quando passaram a ser oficialmente dois, deram-me uma das maiores felicidades que os amigos podem dar. A maior demonstração de amizade e de confiança. Quando passaram a ser três, eu estava lá e tinha o papel mais importante do mundo. De repente passam a ser quatro, eu estava lá. Depois cinco, eu estava lá. Não há nada que me faça esquecer estes momentos.
Há dois dias despedimo-nos, apesar de eu ter tentado fugir sem o fazer. Chorámos. Foste embora e daqui a uns tempos levas contigo os restantes quatro. É caso para dizer uma grande asneira, de te insultar muito, apesar de ter apoiado a decisão. Vou-me habituando à ideia, por mais que custe. E por maior que seja a distância, tudo nos liga. E isso é que importa.
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
terça-feira, fevereiro 28, 2012
O Último Cabalista de Lisboa, Richard Zimler
Lisboa, 1506. Era Páscoa e reinava em Portugal D. Manuel I. Milhares de judeus e cristãos-novos eram levados para as fogueiras do Rossio pelos frades e população católica. O Tio de Berequias Zarco, o narrador, é assassinado no seu esconderijo e tudo parece estranho. Terá Abraão Zarco sido vítima da ira dos católicos? Tudo indica que não, tudo cheira a traição. Abraão Zarco não só era a figura paterna de Berequias como uma das figuras mais respeitadas dentro do mundo judeu em Portugal. Era o que melhor conhecia a "cabala", a história filosófica judia, e o mestre de todos os que a queriam aprender. Toda a ação se centra na busca do traidor que matou Mestre Zarco, nos riscos que o jovem Berquias atravessa, numa Lisboa a cheirar a morte. Em toda a obra se questiona também a existência de um Deus que permite que tamanhas atrocidades se façam em nome d'Ele.
domingo, fevereiro 26, 2012
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Fenómenos da Internet
Estava no Facebook e naquela irritante barra do lado direito onde aparece tudo o que os meus amigos fazem, comentam ou gostam, qual Big Brother, vi que uma amiga tinha gostado duma publicação do Markl - reparem como não escrevi o 1º nome, na tentativa de, quando ele "googlar" o nome dele para saber as "últimas" da sua pessoa (não é uma crítica, acho que faz bem) eventualmente não venha aqui parar. Ou, se vier, aqui fica o recado: por favor não linke o meu blogue no Facebook, que eu cá não gosto muito de ser insultada e sou conhecida pelo meu mau feitio. Bom, continuando, fui ver do que se tratava - ando, claramente, com pouco que fazer - e basicamente há uma miúda (deve haver várias, mas fiquei a conhecer a primeira) que não gosta do Markl, ou que já gostou e não gosta, ou outra coisa qualquer que não interessa, e que publicou um artigo a explicar porque não gosta do senhor.
Claro que a publicação foi inundada de comentários, uns insultuosos, outros nem tanto. Fosse eu dessas coisas e haveria aqui muita "matéria" para analisar, mas não só não me apetece, como nem tenho grande jeito para a coisa.
Basicamente pus-me a imaginar o que seria se me inundassem o blogue com insultos (há um que, sem mais nem porquê, resolve chamá-la de "puta" qualquer coisa, outros que insinuam que a miúda tem é falta de sexo, outros que é mal amada, enfim, só coisas simpáticas). Bem sei que a maioria dos blogues são públicos e que quando se escrevem coisas que possam não ser consensuais a coisa pode dar para o torto. Lembro-me da autora de um livro que li e que publiquei aqui ter vindo comentar o meu "post". Inicialmente entrei em pânico - critiquei algumas coisas no livro - mas depois percebi que me estava a pôr a jeito. A senhora, graças a Deus, era educada e até concordou comigo, explicando o porquê daquilo que tinha criticado.
Enfim, voltando à vaca fria, e não estou a chamar vaca à miúda (ao que parece ela terá dito que a mulher do M. tinha um "nariz de porco" e não quero ir por aí, que com sorte ainda me dizem que tenho nariz de galinha, ou qualquer coisa bem pior) no meio de dezenas de comentários desagradáveis a pequena lá vai respondendo, o M. mete-se ao barulho e, com a piada que tem e como escreve lindamente, lá me escangalhei a rir algumas vezes. Mas isto porque não era o meu blogue. Não percebo uma série de coisas - vou descobrindo, aliás, que quanto mais velha fico menos entendo as pessoas em geral - mas não entento por que raio o Markl se digna a uma publicação daquelas no FB; não entendo as pessoas que o vão defender acerrimamente como se tivessem insultado a mãe de cada um deles; em suma, não entendo estes fenómenos das redes sociais e da blogosfera.
Fica o desabafo.
Claro que a publicação foi inundada de comentários, uns insultuosos, outros nem tanto. Fosse eu dessas coisas e haveria aqui muita "matéria" para analisar, mas não só não me apetece, como nem tenho grande jeito para a coisa.
Basicamente pus-me a imaginar o que seria se me inundassem o blogue com insultos (há um que, sem mais nem porquê, resolve chamá-la de "puta" qualquer coisa, outros que insinuam que a miúda tem é falta de sexo, outros que é mal amada, enfim, só coisas simpáticas). Bem sei que a maioria dos blogues são públicos e que quando se escrevem coisas que possam não ser consensuais a coisa pode dar para o torto. Lembro-me da autora de um livro que li e que publiquei aqui ter vindo comentar o meu "post". Inicialmente entrei em pânico - critiquei algumas coisas no livro - mas depois percebi que me estava a pôr a jeito. A senhora, graças a Deus, era educada e até concordou comigo, explicando o porquê daquilo que tinha criticado.
Enfim, voltando à vaca fria, e não estou a chamar vaca à miúda (ao que parece ela terá dito que a mulher do M. tinha um "nariz de porco" e não quero ir por aí, que com sorte ainda me dizem que tenho nariz de galinha, ou qualquer coisa bem pior) no meio de dezenas de comentários desagradáveis a pequena lá vai respondendo, o M. mete-se ao barulho e, com a piada que tem e como escreve lindamente, lá me escangalhei a rir algumas vezes. Mas isto porque não era o meu blogue. Não percebo uma série de coisas - vou descobrindo, aliás, que quanto mais velha fico menos entendo as pessoas em geral - mas não entento por que raio o Markl se digna a uma publicação daquelas no FB; não entendo as pessoas que o vão defender acerrimamente como se tivessem insultado a mãe de cada um deles; em suma, não entendo estes fenómenos das redes sociais e da blogosfera.
Fica o desabafo.
Capitães da Areia, Jorge Amado
Crianças sem eira nem beira, marginais. São os Capitães da Areia. Pedro Bala, Professor, Gato, Sem Pernas, Pirulito, Querido de Deus. O Padre José Pedro, que os vai acompanhando e tentando "converter". Um grupo de rapazes (mais tarde passa a ser um grupo de rapazes e de uma rapariga, a amada Dora, mãe criança de todos os rapazes, noive de Pedro Bala) com noções de camaradagem, lealdade. Acima de tudo com a noção de sobrevivência. A Bahia é o palco da história, o "trapiche" o lar de todas estas crianças. Amado denuncia a realidade duma sociedade altamente injusta, uma justiça cruel, uma juventude sem futuro. O eterno fosso entre os ricos e os pobres.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
Tenho tanta coisa para te contar. Que sinto a tua falta, apesar de nem sempre parecer. Que nunca, mesmo nunca imaginei ter a sorte de te ter sempre que preciso. Mesmo que aqui não estejas, mesmo que quase nunca estejas, sinto-te todos os dias. Abraço-te, encosto-me a ti e às vezes há silêncio, outras apenas uma gargalhada, entre lágrimas. Se não podia tudo ser mais simples. Se não podíamos viver este nosso mundo sempre, todos os dias das nossas vidas. A simplicidade deste amor que não exige nada para além da obrigação de sermos felizes. Porque merecemos, não apenas porque sim. "Tudo se há-de resolver" e a verdade é que sempre tudo se resolve. Acho que é por existirmos. E que simples que é.
Este "pedaço" é para muita gente. "Muita gente" pode apenas significar algumas pessoas. "Algumas pessoas" não são muitas, mas são aquelas que pertencem ao meu mundo, aquele que é só meu. O único que ninguém pode roubar. O que não podem destruir. Nunca.
quinta-feira, janeiro 26, 2012
1Q84, Haruki Murakami

Um enredo de personagens solitárias e intrigantes. Duas histórias que parecem paralelas mas onde se vai vislumbrando um cruzamento.
Esbarramos também na literatura e cultura nipónicas, dentro do fascínio a que Murakami já nos habituou.
É o 1.º duma triologia, é um sofrimento enquanto o 2.º não é publicado.
domingo, janeiro 22, 2012
Canção para não voltar
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas núvens como você
Você não vai ententer
Que eu não sei voar, eu não sei mais nada.
Cenas
O mundo não colapsa quando temos direito a amigos e a abraços. Muitos abraços. Muito amor.
Não gosto de mundos sem sorrisos.
Não gosto de mundos sem sorrisos.
segunda-feira, janeiro 09, 2012

O livro foi escrito quando Saramago tinha 31 anos. Nota-se um estilo diferente, mas ainda assim único. Sentimo-nos na Clarabóia dum prédio lisboeta, onde toda a história se desenrola. De andar para andar, novos e velhos que lá vivem, as suas vidas e suas angústias. Década de 50 num país austero nos costumes e na forma de vida. Um sapateiro-filósofo; uma dona de casa, mãe e mulher infeliz; duas jovens filhas-sobrinhas; uma mulher que vive às custas do amante; uma menina que afinal já é moça; um hóspede invulgar.
Foi uma leitura dolorosa por não querer que chegasse ao fim.
segunda-feira, dezembro 26, 2011
quarta-feira, dezembro 21, 2011
sexta-feira, dezembro 16, 2011
quinta-feira, dezembro 15, 2011
sexta-feira, dezembro 09, 2011
À Mãe
Da mãe, os filhos só vêem o que é mãe. Só conhecem a mãe. A mãe é sopa e o cheiro dos refogados. A mãe é a mão que esfrega as costas no banho, que escova o cabelo enriçado, que seca o cabelo molhado, a mão que afaga, que estraga. A boca que sopra a sopa, que sopra a ferida. Os filhos são os parasitas da mãe. Comem-lhe o coração que cresce da noite para o dia para que nunca lhes falte o pão-coração. O que é que a mãe quer? A mãe não quer nada. Quem tem mãe, tem tudo, diz a quadra, e quem é tudo não precisa de nada. Então, o que há-de querer a mãe? Não é dela o coração que nos alimenta, que bombeia o amor que nos entra nas veias, que nos corre na casa? E quem é que quereria a mãe? Se a mãe ainda quer, se a mãe ainda sonha, se a mãe ainda crê, perde tempo. A mãe tem dois filhos. Nós somos tudo o que a mãe pode querer, tudo o que a mãe está autorizada a querer. Quando respira, é mãe. Quando passa a roupa, é mãe. Quando come, é mãe. Quando aquece o prato solitário no micro-ondas, quando, à noite, vê televisão em silêncio, quando adormece sozinha na cama, quando na cama acorda sozinha, quando o corpo se move nos sonhos e não toca ninguém, quando toma banho e a água escorre pelos veios do corpo e só a água visita certas sombras de corpo, é sempre mãe e mãe e mãe. A mãe não pode dizer nada. Não pode dizer que está farta desta merda e que quer desistir, que está cansada de ter uma vagina e um útero que só existem nas consultas de ginecologia, que só existem para as dores, os miomas, as hemorragias. A mãe não pode sofrer por ela, porque mãe é mãe, só há uma, mater dolorosa, pietà de filho morto nos braços; e a piedade que ela merece? Os braços que hão-de segurá-la? (...)
Comboio Nocturno para Lisboa, Pascal Mercier

Gregorius é o narrador e o personagem central. A acção começa em Berna, mas depois parte para Lisboa, Coimbra, Cabo Finisterra, Salamanca. É uma acção densa e filosófica, em busca do sentido da vida de Amadeu do Prado, o autor de um livro que Gregorius encontra por acaso. Quase toda a acção é passada em Portugal e vai constantemente para o passado, época Salazarista vivida por Amadeu do Prado, mulheres de sua vida, família e amigos. Gregorius tenta fazer o reconhecimento do espaço em que Amadeu viveu, por não poder recuar no tempo.
Tenho sempre algumas dúvidas relativamente a livros traduzidos: neste caso, parece-me que há falhas e nem sempre as ideias são claras, não sei se por responsabilidade do tradutor ou do autor, ou por responsabilidade própria de uma leitura que não foi fácil e muito menos rápida.
quarta-feira, dezembro 07, 2011
quarta-feira, novembro 23, 2011
Não resisto a mais uma coisinha...
Já que você é uma pessoa prática e objetiva, que não tem poses nem afetações, é naturalmente atraída por homens que parecem cintilar em meio à sofisticação cultural e intelectual e que possuem altivez e verniz social. Em outras palavras, você objetiva em seus relacionamentos subir os degraus do sucesso e, embora possa não gostar ou até desdenhar das pessoas que considera "falsos brilhantes", reage como se estivesse enfeitiçada ao encontrar um diamante verdadeiro - um homem que possua classe e refinamento.
AHAHAHAHHAHA!
Não ligo puto a estas coisas, mas confesso que desta vez achei piada. Claro que quando vi que o meu ascendente era "Áries", tive de ir procurar no google a que signo correspondia isso, o que demonstra bem a minha ignorância relativamente a estes temas. O site http://www.astro.com/ fez a minha carta astral, bem como a sua análise "compacta" - para a análise "profunda" tem de se pagar, claro.
Sou Caranguejo (Sol), com Lua em Escorpião, Ascendente em Carneiro e Vénus em Gémeos. (parece que é o mais importante a retirar de todo o relambório de planetas e signos).
Saíram-me pérolas como:
Sua personalidade é irritável, podendo sujeitá-la a ataques de raiva (...) Você tem pendor por prazeres fortes e aventuras sexuais (...)
Sou Caranguejo (Sol), com Lua em Escorpião, Ascendente em Carneiro e Vénus em Gémeos. (parece que é o mais importante a retirar de todo o relambório de planetas e signos).
Saíram-me pérolas como:
Sua personalidade é irritável, podendo sujeitá-la a ataques de raiva (...) Você tem pendor por prazeres fortes e aventuras sexuais (...)
O segredo para uma melhor integração de sua personalidade está em dar menos destaque às paixões e expor-se a influências mais "normais", a fim de poder gozar a vida de uma forma mais realística e socialmente aceitável. Socialmente aceitável, pois.
O rumo geral de sua vida terá muitas mudanças e muitos altos e baixos, refletindo muito bem a natureza psicológica de seu temperamento. (...) Impulsiva, crítica e avessa a tudo que é dúbio e mesquinho, você criará muitos excelentes amigos, mas também importantes inimigos. (...)
No sexo, você é rápida, agressiva e direta. Além disso, você é uma amante dos prazeres, dos quais desfruta com exuberância e abertura de caráter. Vou ser tão gozada!!!
O Sol está na Casa 4 no momento de seu nascimento. Isso indica que as questões ligadas à família, ao lar e ao nome terão extrema importância em sua vida. Isto hoje, logo hoje, faz um sentido do caraças (o grave é que faz mesmo).
(...) Porém aqui o que ele indica é que o sucesso não poderá chegar antes da maturidade. Definitivamente, estou tramada: maturidade?!?!?!?
Um amor emocionante pode acontecer bem cedo na vida. Cabe avisá-la, porém, que a menos que haja indicação em contrário derivada de interpretações mais detalhadas, o parceiro será uma pessoa inconstante. No comments! (...) Porém aqui o que ele indica é que o sucesso não poderá chegar antes da maturidade. Definitivamente, estou tramada: maturidade?!?!?!?
segunda-feira, novembro 21, 2011
terça-feira, novembro 08, 2011
Quero voltar para casa dos pais
- Arrumar roupa lavada e passada que está há uma semana no saco da IKEA
- Arranjar uma solução para as botas de cano alto
- Trazer o resto do serviço de jantar
- Ver quanto ando a gastar de luz
- Ligar para as Águas de Coimbra para perceber porque raio é que não me enviam factura
- Organizar o quarto de hóspedes/escritório
- Arranjar uma garrafeira entre mil outras coisas que preciso
segunda-feira, novembro 07, 2011
Somos todos uns mansos
Está a aparecer no Facebook um movimento em que as pessoas dizem que vão trabalhar no dia 24 de Novembro, dia em que, pelo 2º ano consecutivo e de forma inédita, a CGTP e a UGT marcaram uma greve geral dos trabalhadores. Parece que há aqui dois lados da barricada: aqueles que em nome da “produtividade” pensam que temos é de trabalhar (como se o não fizéssemos, ou quiséssemos todos fazer) e os que encontram como forma de luta a greve. Acho que se defendem “causas” (ou lá o que isto é) sem se reflectir no que está aqui em causa. Não sou contra as greves – mal de mim! – mas penso que vivemos um momento em que não é a greve que vai resolver coisa alguma. O Movimento 12 de Março, que se espalhou entretanto por vários movimentos, o movimento 15 de Outubro levou milhares de “indignados” à rua contra a política, a crise financeira criada pela banca, os cortes dos salários e subsídios, o aumento dos impostos. Mas também surge – arrisco-me a dizer que surge principalmente – contra a precariedade, o desemprego, os tão célebres “falsos recibos verdes” e as condições gerais de quem trabalha ou quer trabalhar. É aqui que a questão da greve geral se coloca: para quê fazer uma greve geral quando há milhares e milhares de pessoas que a não podem fazer...?
Em boa verdade, há mais questões importantes, tais como para onde vai o dinheiro da “despesa” dos subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores do Estado, que políticas são estas que destroem todo o poder de compra e dignidade dos trabalhadores. Mas mais do que isso: será que estas pessoas que falam em “trabalho” e que “gostam” de um evento criado no Facebook com a Epígrafe “Trabalhar” e o seguinte texto: “Portugal está numa situação de emergência sobretudo provocada pelo anterior governo. Uma greve geral só vai prejudicar a economia e dar um sinal negativo para o exterior. No dia 24.11, eu irei trabalhar (bem como nos outros dias todos).” não percebem a manipulação? Ninguém discute que muito do que vivemos hoje é consequência do governo anterior, mas ainda não perceberam que esta história do “papão Sócrates” já enjoa? Terão noção de que tudo aquilo que correr mal neste Governo vai ter esse mesmo argumento durante 4 anos?
Somos todos uns mansos. Não são os feriados que interferem na produtividade (ou a interferir, não é significativo) nem as greves. Os trabalhadores portugueses andam desanimados: isso sim, interfere na produtividade. As pessoas andam angustiadas, preocupadas, sem esperança: isso sim, interfere com a produtividade.
Não farei greve no dia 24. Mas não o faço porque o mundo não gira à minha volta, porque acredito nos direitos daqueles que, ao contrário de mim (por enquanto) trabalham, respondem a uma hierarquia, têm horário de trabalho, têm todos os deveres de um trabalhador com contrato de trabalho e, no entanto, são “prestadores de serviços”. Não farei greve em nome daqueles que, por irresponsabilidade de alguns, por inércia de outros ou por inevitabilidade das condições económicas deste país não podem fazer greve porque estão desempregados. Mas não me lixem. Irei para a rua quantas vezes for preciso e nunca – mesmo nunca – em nome duma causa que não existe, da manipulação política deste “bem comum” que se tem apregoado.
sexta-feira, novembro 04, 2011
F#?&!*#
"(...) porque tu és a minha pessoa (...)"
ando a ficar vezes demais com as lágrimas nos olhos. E toda a gente sabe que eu não choro, não percebo isto :)
Amo-te "como amaria o irmão que não tenho". Mais ainda, não é? Haja o que houver. Ponto.
ando a ficar vezes demais com as lágrimas nos olhos. E toda a gente sabe que eu não choro, não percebo isto :)
Amo-te "como amaria o irmão que não tenho". Mais ainda, não é? Haja o que houver. Ponto.
quarta-feira, novembro 02, 2011
Do amor
Um “adoro-te” via sms é quanto baste para me fazer sorrir o resto do dia. O resto da semana.
Às vezes não entendo o que há em nós, o que nos move. Às vezes não te compreendo, porque és tão maior do que muitas vezes pareces. Muitas vezes apetece-me bater-te, outras agarrar-me a ti e nunca mais te largar.
As saudades de dizer asneiras bem alto só porque sim. As gargalhadas depois de insultar e ser insultada. O ódio a quem te faz mal e o amor por quem te faz bem. É isso, tão simples: o ódio a quem te faz mal e o amor a quem te faz bem.
Às vezes não entendo o que há em nós, o que nos move. Às vezes não te compreendo, porque és tão maior do que muitas vezes pareces. Muitas vezes apetece-me bater-te, outras agarrar-me a ti e nunca mais te largar.
As saudades de dizer asneiras bem alto só porque sim. As gargalhadas depois de insultar e ser insultada. O ódio a quem te faz mal e o amor por quem te faz bem. É isso, tão simples: o ódio a quem te faz mal e o amor a quem te faz bem.
sexta-feira, outubro 28, 2011
“dêem-me o céu azul e o sol visível. Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim”.
Álvaro de Campos via uma ideia com defeito
Álvaro de Campos via uma ideia com defeito
quarta-feira, outubro 26, 2011
Lost in words
Veio calor de Praga, apesar do frio. As preocupações ficaram (voltaram) com o clima amargamente ameno. Nunca um Verão prolongado soube tanto a desencantamento. A tempestade adapta-se melhor ao estado de espírito. Não sou eu. É este país, esta Europa, este mundo. Um mundo que tem tantas coisas bonitas que fazem parecer que afinal vale a pena, mesmo quando tudo parece perdido.
Perdida. É isso.
Perdida. É isso.
segunda-feira, outubro 17, 2011
Inevitável é a tua Tia!

Sábado, 15 de Outubro de 2011. Várias cidades do mundo aderem ao protesto mundial do movimento dos “indignados”. Em Portugal, várias cidades para além de Lisboa e Porto organizam – como podem – o protesto. Em Coimbra, estava marcado para as 15 horas na Praça da República o início do protesto, e a Assembleia Popular para as 19 horas na Praça 8 de Maio. Passava pouco das 15 horas e lá fui eu. Porque acredito em movimentos apartidários – porque só com esses me identifico – e porque acho que, todos juntos, podemos fazer alguma coisa. Naturalmente que sou obrigada a reconhecer que estas últimas medidas “de austeridade” (um dia, se estiver para ai virada, escreverei sobre isso) serviram para ter a certeza do meu programa de sábado à tarde. Honestamente tinha coisas bem mais interessantes para fazer, mas achei que fazia sentido participar. Dizia eu que cheguei pouco depois das 15 horas, ainda poucas pessoas se viam na Praça, a maioria a pintar cartazes enquanto iam chegando mais alguns “indignados”. Não fiz uma análise profunda, mas fui fazendo a minha análise à medida que o tempo passava e ia falando ao telefone com alguns amigos (sempre ajuda a passar o tempo quando nos apercebemos que não conhecemos ninguém). Comecei por perceber que estavam muitos jovens estrangeiros: apercebi-me de um grupo de espanhóis, de alguns brasileiros, jovens que, suponho, estão a fazer Erasmus ou qualquer tipo de intercâmbio na UC. Jovens que perceberam a importância deste protesto e que, por não poderem participar no seu país, fizeram-no no país que os está a receber. Muitos outros, gerações mais velhas – talvez muitos deles da “geração de Abril” – pessoas da idade dos meus pais, pessoas que se preocupam (ainda que possamos referir que esses também tem a sua parte de responsabilidade no estado das coisas – não é isso que aqui interessa agora) e que fizeram questão de aparecer. Conhecia muitas pessoas de vista, algumas sabia quem eram, outras não sabia mas estavam ali. Eram muito poucas pessoas. À 5ª feira à noite vou à praça da República habitualmente beber um copo: nesta altura do ano, graças à praxe académica ou lá o que é aquilo, vejo mais gente na praça do que vi no sábado. Pergunto onde estão esses estudantes universitários que se lembram de andar a infernizar a vida de caloiros até às tantas da manhã, mas não se lembram que é o futuro deles que está em jogo neste mundo dito globalizado, virado para interesses económicos que em nada contribuem para o bem comum. Pergunto onde estavam os meus amigos de Coimbra, pergunto onde estavam todos aqueles que tantas vezes se insurgem e tão poucas vezes fazem alguma coisa para além de dizerem que estão “fartos”. Fui como indignada, saí dali mais indignada ainda. Sem esperança. Com (ainda mais) vontade de ir embora.
Fotos retiradas de oblogouavida.blogspot.com
sexta-feira, outubro 14, 2011
Leituras
No momento em que caí das nuvens e tomei conhecimento da decisão de Joana de não continuar com a gravidez, e que até já apresentara a demissão ao patrão nessa mesma manhã, abati-me sobre os seus pés e, de cabeça tão baixa e humilde, que a mais não podia, como se ela fosse a deusa dos meus passos, supliquei que me deixasse ficar com a criança, que eu a educava sozinho, que seria um pai exemplar, que lhe prometia o que ela quisessem que lhe daria dinheiro para todas as despesas e mais alguma, que tinha algum dinheiro de parte para a educação e afins, que nunca revelaria a identidade da mãe. E era no corpo dela todos os meus sonhos. E o corpo dela desapareceu no nevoeiro das minhas retinas salientes, que pingavam copiosamente.
Regina Samagaio - "Entrevista de emprego"Há porventura quem acredite que um burro não pensa. Engano seu. Os burros são como os homens. Em ambas as espécies, há alguns dados ao raciocínio.
Emílio Gouveia Miranda – "João, O Trovador"
Maria era uma puta triste porque não sabia o que era o amor. Maria era uma puta rodada, experiente, envelhecida e mal-amada. Gastara o seu corpo no uso dos homens, perdera o caminho das emoções, esvaziara-se de sentimentos à conta de tanto os fingir. Quando deu por si, sentiu-lhes a falta como à casinha de bonecas que tanto quis e nunca teve e amargurou na ausência de um coração que ainda pudesse ser trocado pelo amor.
Maria João Lourenço - “Maria”
sexta-feira, outubro 07, 2011
quinta-feira, outubro 06, 2011
segunda-feira, outubro 03, 2011
Uma Noite Não São Dias, Mário Zambujal
O autor diz do livro "é uma paródia". Mário Zambujal tem uma escrita simples e clara e este livro não é excepção. Passa-se tudo no "esquisito ano de 2044", e MZ conta uma história em que de alguma maneira caracteriza uma sociedade fria, diferente daquela de hoje temos mas que muito facilmente pode caminhar para o que é a sua visão do futuro. Mas não em tudo: 2044 não é, do meu ponto de vista, um tempo tão longínquo que possa conduzir a tantas mudanças. Mais: creio que no meio da narrativa MZ foi pouco cuidadoso nos pormenores que umas vezes referencia, outras vezes parece esquecer-se que o fez.
O autor diz do livro "é uma paródia". Mário Zambujal tem uma escrita simples e clara e este livro não é excepção. Passa-se tudo no "esquisito ano de 2044", e MZ conta uma história em que de alguma maneira caracteriza uma sociedade fria, diferente daquela de hoje temos mas que muito facilmente pode caminhar para o que é a sua visão do futuro. Mas não em tudo: 2044 não é, do meu ponto de vista, um tempo tão longínquo que possa conduzir a tantas mudanças. Mais: creio que no meio da narrativa MZ foi pouco cuidadoso nos pormenores que umas vezes referencia, outras vezes parece esquecer-se que o fez.
É uma leitura rápida e interessante, mas a obra-prima continua a ser a "Crónica dos Bons Malandros", definitivamente.
Tubo de Ensaio parte III, João Quadros e Bruno Nogueira
É uma selecção de textos do Programa com o mesmo nome que passa diariamente na TSF. O próprio Bruno Nogueira diz com a ironia habitual, no prefácio do livro, que foi um exercício de copy-paste. É um conjunto de crónicas com grandes doses de humor, ironia e sarcasmo. Alguns textos são absolutamente brilhantes, e a imaginação e criatividade são constantes. A crítica que fiz à parte I, faço-a na parte III: Os textos não foram revistos, o livro contém demasiadas gralhas. É pena que não tenham aprendido à terceira, e que se verifique efectivamente que foi simplesmente copiar e colar.
Uma óptima escolha para leitura de praia.
Histórias Falsas, Gonçalo M Tavares
É uma recriação de histórias da filosofia. Gonçalo M Tavares fantasia acerca de histórias que conhecemos há séculos. "Não são histórias do género fantástico, mas um homem - de há três mil anos - pode nelas utilizar objectos que ainda não existiam." - palavras do autor. É uma leitura divertida, com grandes doses de humor e ironia. São nove, as "histórias falsas".
quarta-feira, setembro 21, 2011
Obriguei-me a sentir e a sofrer. Talvez residisse aí o grande problema, essa minha mania de me querer convencer que está tudo bem quando não está. Percebi que sou mais transparente do que um copo de vidro, e que “quando estou triste fico mais bonita” – há sempre alguém que me mostra o lado bom das coisas quando eu não o consigo vislumbrar. Há coisas que nos dizem que parecem simples, mas que dizem mais de nós do que somos capazes de aferir: “Estou a pedir-te opinião porque como és uma bruta, sei que vais dizer a verdade”. Eu digo quase sempre a verdade. Mas a verdade dita com o coração às vezes dá nisso. Não me arrependo.
Arrependo-me muito pouco do que faço. De alguma maneira aprendi – não sei onde, ou com quem, mas aprendi – que não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Como não vale a pena sofrer por antecipação.
Não antecipo problemas, como não antecipo soluções. Bem vistas as coisas, não sei se é a melhor maneira de lidar com os problemas, com a vida em geral. Mas nem sempre há outra maneira e, quando há, eu não a escolho.
A vida é feita de escolhas e temos de saber viver com elas. Escolhi sempre não me amedrontar, que é mais ou menos o mesmo que dizer não me acobardar.
Toda a vida odiei cobardes.
Arrependo-me muito pouco do que faço. De alguma maneira aprendi – não sei onde, ou com quem, mas aprendi – que não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Como não vale a pena sofrer por antecipação.
Não antecipo problemas, como não antecipo soluções. Bem vistas as coisas, não sei se é a melhor maneira de lidar com os problemas, com a vida em geral. Mas nem sempre há outra maneira e, quando há, eu não a escolho.
A vida é feita de escolhas e temos de saber viver com elas. Escolhi sempre não me amedrontar, que é mais ou menos o mesmo que dizer não me acobardar.
Toda a vida odiei cobardes.
sexta-feira, setembro 09, 2011
segunda-feira, setembro 05, 2011
Já está
discernir
(latim discerno, -ere, separar, distinguir)
1. Distinguir.
2. Estabelecer conveniente diferença (entre coisas ou pessoas).
3. Discriminar.
4. Conhecer.
5. Julgar.
6. Apreciar.
7. Medir.
8. Avaliar bem.
via Priberam.pt
(latim discerno, -ere, separar, distinguir)
1. Distinguir.
2. Estabelecer conveniente diferença (entre coisas ou pessoas).
3. Discriminar.
4. Conhecer.
5. Julgar.
6. Apreciar.
7. Medir.
8. Avaliar bem.
via Priberam.pt
sexta-feira, agosto 12, 2011
Again and again (não necessariamente por esta ordem)
Be random. Laugh at stupid jokes. Cry. Tell a jerk what you think. Laugh till your stomach hurts.
O Lugar Do Morto, José Eduardo Agualuza
Maravilhoso, lindo, brilhante. Agualuza encarna inúmeros escritores mortos e escreve na pele deles. Uma viagem pela história desses escritores, pontos de vista que se confundem - serão, certamente, os pontos de vista de JEA, mas certamente que teriam pelo menos algum consenso dos visados. Estão mortos mas comentam a actualidade, escrevem sobre os nossos dias e pessoas que nos são próximas: Mia Couto, Ana Moura, Chico Buarque... É talvez o melhor livro de Agualuza, em breve farei algumas citações.
quinta-feira, agosto 11, 2011
quarta-feira, agosto 10, 2011
Música de filme
É pena quase não poder ficar
És quente quando a luz te traz
Quase te vi amor
Quase nasci sem ti
Quase morri
Dentro de mim
Ficas dentro de mim
Por dentro de mim
Estás dentro de mim
Silêncio.Lua.Casa.Chão
És sitio onde as mãos se dão
Quase larguei a dor
Quase perdi
Quase morri
Dentro de mim
(...)
Sempre só mais um homem
Mais humano
Mais um fraco..
Sempre..
Só mais um braço
Mais um corpo
Mais um grito
Sempre..
Dança em mim!
Mundo, vida e fim!
Dorme aqui
Dentro de mim..
É pena quase não poder ficar
No sítio onde as mãos se dão
Quase fugi amor
Quase não vi
Vamos embora daqui
Para dentro de mim
sexta-feira, julho 29, 2011
Farda Fardão Camisola de Dormir, Jorge Amado
Fábula para acender uma esperança
Amado, mais uma vez, romanceia no tempo do Estado Novo. Após a morte de António Bruno, poeta imortal da Academia de Letras Brasileira, surge a questão de quem deve ocupar o seu lugar. O coronel Sampaio Pereira, simpatizante do nazismo; o general Waldomiro Moreira, o rival possível por não se arranjar outro. Todo o romance se passa à volta desta eleição, dos meandros pouco honestos duma eleição em que muitas vezes os meios justificam os fins. Entre tudo isto, um pouco da história do brasil, da vida boémia do poeta António Bruno, da luta contra o fascismo, mulheres, sexo, amantes.
Mais um livro genial e viciante de J.A.
"A moral? Veja: em toda a parte, pelo mundo afora, são as trevas novamente, a guerra contra o povo, a prepotência. Mas, como se comprova nesta fábula, é sempre possível plantar uma semente, acender uma esperança".
Obrigada JG por (mais) esta maravilha!
segunda-feira, julho 18, 2011
As simple as it is
Take a step back. Fucking look at yourself. You are human. You are beautiful. You are so beautiful. And you can be anything. You can be everything. Do not hate because someone broke your heart, or because your parents split up, your best friend betrayed you, your father hit you, the kid down the street called you fat, ugly, stupid, worthless. Do not concern yourself with things you cannot control. Cry when you need to, then let go when it’s time. Don’t hang onto painful memories just because you’re afraid to forget. Let go of things that are in the past. Forget things that aren’t worth remembering. Stop taking things for granted. Stop taking life for granted. Live for something. Live for yourself. Fall in love. Fall out love. Fall in love. Fall out love. Do this over and over until you know what it really is to love someone. Question things. Tell people how you really feel. Sleep under the stars. Create. Imagine. Inspire. Share something wonderful. Make something beautiful and then destroy it. Meet new people. Make someone’s day. Follow your dreams. Live your life to its full potential. Just live, dammit. Let go of all the horrible things in your life and just fucking live. And one day, when you’re old, look back with no regrets.
The other side of Africa
Muitas vezes nem sabemos como existimos. Como resistimos a essa existência às vezes tão estranha. Saem-me por vezes coisas das entranhas, do mais fundo do pior de mim mesma para dizer o que penso, o que sinto, o que quero para os outros. E para mim. E depois há dias em que nos tiram um peso de cima, depois de percebermos o que realmente significa a palavra angústia, o que é ter uma sombra a pairar sobre as nossas vidas. A existência, essa, fica mais ténue e não sei se sei explicar porquê. É como se a existência tivesse uma gradação e nestas alturas existíssemos menos.
Hoje acordei e existo. Ontem foi dia de pôr a conversa em dia e as coisas no lugar. Hoje existo graças a ti.
sexta-feira, julho 08, 2011
O Carderno 1 e 2, José Saramago
São dois livros que se lêem duma assentada, onde o leitor se pode comover, rir e pensar.
Obrigada LG e HL pelo presente apesar de lido tardiamente.
sexta-feira, julho 01, 2011
Pensamento do dia
Light travels faster than sound. This is why some people appear bright until they speak.
segunda-feira, junho 27, 2011
quarta-feira, junho 22, 2011
quinta-feira, junho 16, 2011
segunda-feira, junho 13, 2011
quinta-feira, junho 02, 2011
Deixem Falar As Pedras, David Machado
Valdemar é um adolescente problemático e violento. O seu grande amor é uma adolescente anoréctica, O livro é sobre a vida de Nicolau Manuel, avô de Valdemar. Uma viagem pelo passado que não se passou. As verdades que não o são. Inimigos que nunca o foram. A transmissão de memórias, afinal, deixa muito a desejar. É um livro rasurado, que aguça a curiosidade de quem lê. Foi o primeiro que li do autor e gostei. Venham mais. Eu queria escrever um livro sobre a memória e sobre o passado e também sobre um alfaiate, porque são tudo coisas que me fascinam há anos (enfim, façamos uma ressalva à alfaiataria, que é um interesse recente que se avolumou com a escrita deste livro). D.M.
terça-feira, maio 31, 2011
A mentira não é o pior inimigo da verdade. A dúvida é que é. É a incerteza que arruina tudo, criando buracos nos quais existe espaço para todas as verdades, possíveis e aparentes. É esta maldição da racional mente humana e da sua dita imaginação pródiga, capaz de promover todas as possibilidades para justificar um acontecimento, mesmo os maiores devaneios.
in Deixem falar as pedras, David Machado
Nota: Este post estava para ser escrito há dias. Hoje faz muito mais sentido (talvez não tenha sido por acaso que não tive tempo para o escrever. É o Deus-das-pequenas-coisas). Para ti: há muito espaço para muitos futuros. Que não reste a mínima dúvida.
sexta-feira, maio 27, 2011
Brilhante
Conheço muita gente que anda a trabalhar num romance. Eu, por exemplo, ando a trabalhar num romance, que é um pouco diferente de escrever um romance. Trabalhar num romance confunde-se com a actividade geral da existência. Bebo um café e estou, de algum modo, a trabalhar no romance. Sento-me no autocarro e estou a trabalhar no romance. Fico a olhar melancolicamente pela janela do escritório e estou, mesmo assim, a trabalhar no romance. O romance, esse, não avança, tanto é o trabalho com que o sobrecarrego. Permanece em estado de crisálida, eterna possibilidade onde cabe tudo e não entra nada. É então que encontro outros que, como eu, andam a trabalhar num romance. Resumem intrigas, esboçam personagens no ar, prevêem glórias futuras, prémios Saramago, comendas, capas do suplemento do Expresso. Da crítica esperam que seja justa; dos leitores, que sejam milhares (mulheres novas em idade fértil, sobretudo); dos pares, a invejazinha fatal. Quanto ao romance, há-de aparecer, um dia.
via http://circodalama.blogs.sapo.pt/
segunda-feira, maio 23, 2011
Sempre lidei mal com imensas coisas: despedidas, desilusões, elogios, infortúnio, desgraça alheia... Lido mal com o amor, às vezes. Lido mal com algumas vidas, com alguns problemas, com algumas esperanças. Mas lido muito bem com imensas outras coisas - valha-nos isso - e com boas notícias, ainda que às vezes não pareça.
Venham tantos quantos eu conseguir abraçar. A verde. Verde-esperança.
segunda-feira, maio 16, 2011
quarta-feira, maio 11, 2011
Recebido. Entendido. :)
mas para ti há sempre uma lareira. porque te adoro muito. assim muito mesmo, tanto que nem sei. é assim qualquer coisa que não se explica. podia haver uma razão muito forte para além das óbvias. mas não há. vamos ser sempre assim, até sermos velhinhos, não vamos...?
terça-feira, maio 10, 2011
Coisas que me fazem rir muito II
Luís Rainha, no Vias de Facto e a sua modesta "propôsta"para os senhores do OK-não-sei-quê (sobre o qual escrevi ontem)
segunda-feira, maio 09, 2011
Agora, as coisas sérias
Descobri através dum blogue que volta e meia visito que existe um site que promove a cidadania activa em vésperas de campanha eleitoral. Fui lá, só que me deparei com um "preenchimento de compromisso"em que devemos escolher todas ou algumas das afirmações que lá constam. A coisa até nem começa mal, mas sou desconfiada e antes de clicar no que quer que seja, resolvi ler tudo: pois não acabei a leitura. Coisas como "revogação da educação sexual obrigatória" ou "regovação da lei do casamento [entre aspas!!!!] entre pessoas do mesmo sexo" fazem-me antever que tipo de cidadania é esta. Ide-vos imolar com gasolina da cara e um isqueiro Dupont.
Suspiro
Tem sido muito complicado tentar ser normal. Zangar-me quando é preciso, desaparecer porque é preciso. Vamos andando e vamos vendo.
terça-feira, maio 03, 2011
É isto
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
(...)
Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Almir Salter
quinta-feira, abril 28, 2011
2.º andar, direito
(...)
é que não é só uma questão de idade
o amor não é o bilhete de identidade
é eu ou tu, seja quem for, ter vontade
de mudar e deixar mudar
Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais
(...)
quarta-feira, abril 27, 2011
depois confessei-lhe, precisava deste resto de solidão para aprender sobre este resto de companhia. este resto de vida, américo, que eu julguei já ser um excesso, uma aberração, deu-me estes amigos. e eu que nunca percebi a amizade, nunca esperei nada da solidariedade, apenas a contingência da coabitação, um certo ir obedecendo, ser carneiro. eu precisava deste resto de solidão para aprender sobre este resto de amizade.
Valter Hugo Mãe, a máquina de fazer espanhóis
a máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo Mãe
Às vezes é um murro no estômago. Outras é duma sensibilidade e beleza impressionantes. Foi o primeiro livro que li de Valter Hugo Mãe e é humano (do meu ponto de vista o que melhor descreve este livro: humano). A personagem central - e narrador - é sr. silva (o de Portugal, porque também havia o da Europa) e a maior parte da acção é passada no lar feliz idade, para onde silva tem de ir após a morte da mulher. São várias viagens: a viagem interior do sr. silva, a viagem pelo Portugal "salazarento" (palavra minha), pelas vidas uns dos outros, os habitantes do feliz idade.
Tentei, o mais possível, ser fiel à escrita do autor. VHM não utiliza maiúsculas. Eu discordo do estilo, se me é permitido.
A ler, sem a mínima dúvida.
quarta-feira, abril 20, 2011
Just words
Hoje - nestes tempos - sou eu que te levo "um pouco do verde que me cerca, o cheiro de terra molhada". Sou muitas vezes implacável contigo, porque já se sabe que é assim que sou. Às vezes temos de sofrer para percebermos que há coisas que temos de mudar. Assusta-me vê-La de olhos molhados de preocupação. Assusta-me ver-te assim. Mas assusta-me mais que não sejas capaz de mudar isso. Desta vez não há ninguém que o possa fazer por ti. Devo-te muita coisa na vida. Quero-te mais-do-que-bem.
Curtas
4 anos de Tia (muito, mesmo muito babada). Duas tartarugas: a Casol e a Falol (não perguntem, também não percebi).
Mira, Lisboa (que inclui sempre um certo Bastard e uma certa Chica-Esperta: e é tão bom!!!)
Impropérios muito altos de vidro aberto só porque parece Verão e queríamos mesmo era abardinar a noite toda (fica para a próxima!). O mini-preço. A cena preta que não posso falar aqui.
Leituras, música, tudo o que me faz bem.
Amigos muito amigos que me enchem os dias e as noites e os sonhos.
Verdades tramadas. Ou que se tramam (non sense, eu sei).
Agora vem a chuva. E o cheiro de terra molhada. E outras muitas coisas... :)
Mira, Lisboa (que inclui sempre um certo Bastard e uma certa Chica-Esperta: e é tão bom!!!)
Impropérios muito altos de vidro aberto só porque parece Verão e queríamos mesmo era abardinar a noite toda (fica para a próxima!). O mini-preço. A cena preta que não posso falar aqui.
Leituras, música, tudo o que me faz bem.
Amigos muito amigos que me enchem os dias e as noites e os sonhos.
Verdades tramadas. Ou que se tramam (non sense, eu sei).
Agora vem a chuva. E o cheiro de terra molhada. E outras muitas coisas... :)
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