Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drumond de Andrade
Para a T. que vai começar um novo ano, uma nova vida.
Para todos, um bom ano.
Na vida real as aparências estão do outro lado do espelho. Na vida real não me assemelho à simulação das evidências (SG)
quinta-feira, dezembro 27, 2007
sábado, dezembro 22, 2007
Parabéns...
... por mais um ano que teve de tudo: dos momentos mais felizes aos mais assustadores.
Parabéns por este ano, mais do que por todos os outros.
Parabéns.
Parabéns por este ano, mais do que por todos os outros.
Parabéns.
domingo, dezembro 16, 2007
Dúvida
É quando o dia nasce, ou o nascer do dia em ti.
É o passado que volta sem avisar.
É saber o que está errado, fingindo que está certo.
É o passado que volta sem avisar.
É saber o que está errado, fingindo que está certo.
terça-feira, dezembro 11, 2007
Quando, em pleno Advento, me anunciam mais esta Boa-Nova fico sem palavras, não sei o que pensar, sei apenas que sou a Tia mais feliz do mundo.
Pensei que era impossível ter um Natal mais feliz este ano: com o Vasco, perto da Carolininha. Afinal, vai ser um Natal ainda mais feliz. Que venham tantos quantos eu conseguir abraçar. E obrigada por me fazeres assim feliz.
Pensei que era impossível ter um Natal mais feliz este ano: com o Vasco, perto da Carolininha. Afinal, vai ser um Natal ainda mais feliz. Que venham tantos quantos eu conseguir abraçar. E obrigada por me fazeres assim feliz.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Quando
... os pacotes de açúcar que não utilizo porque gosto de café amargo dizem duas vezes no mesmo dia "Um dia mudo radicalmente de visual. Hoje é o dia." fico a pensar de devia rapar o cabelo.
Valeu-me a tua mensagem que dizia qualquer coisa como "é indiferente. ficas bem de qualquer maneira".
Valeu-me a tua mensagem que dizia qualquer coisa como "é indiferente. ficas bem de qualquer maneira".
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Adeus, Fernando
O Fernando foi o homem que mais finos me serviu em toda a minha vida. (não era para começar por aqui mas é a mais pura das verdades)
O Fernando era o homem que sempre que não me via há mais de uma semana fazia questão de me dar um beijinho na testa. Era o homem que dava abraços sentidos ao Francisco e ao Diogo quando vinham de visita.
Era com ele que volta e meia aconteciam conversas hilariantes:
- Fernando, queria um fino.
- Já vai!
(quando demorava mais do que era suposto...)
- Fernando, esqueceste-te do meu fino?
- Ai a merda... Pois esqueci!!! (Seguido duma bela gargalhada).
O Fernando adorava crianças, brincava com elas. Gostava de nós, conversava connosco, queria saber o que andávamos a fazer.
Nunca vi aquele homem aborrecido. Sempre bem disposto, sorridente, quase eléctrico.
Fica aqui a minha homenagem, em nome de todos aqueles que passaram alguma parte da sua juventude no velhinho Avenida, que certamente sentirão tanto a falta dele como eu.
Hoje queria ter estado em Coimbra, sendo completamente impossível, aqui fica aquele "até logo" que sempre lhe dizia mesmo que naquele dia não voltasse ao Avenida (que aliás não vai nunca ser o mesmo sem ti).
O Fernando era o homem que sempre que não me via há mais de uma semana fazia questão de me dar um beijinho na testa. Era o homem que dava abraços sentidos ao Francisco e ao Diogo quando vinham de visita.
Era com ele que volta e meia aconteciam conversas hilariantes:
- Fernando, queria um fino.
- Já vai!
(quando demorava mais do que era suposto...)
- Fernando, esqueceste-te do meu fino?
- Ai a merda... Pois esqueci!!! (Seguido duma bela gargalhada).
O Fernando adorava crianças, brincava com elas. Gostava de nós, conversava connosco, queria saber o que andávamos a fazer.
Nunca vi aquele homem aborrecido. Sempre bem disposto, sorridente, quase eléctrico.
Fica aqui a minha homenagem, em nome de todos aqueles que passaram alguma parte da sua juventude no velhinho Avenida, que certamente sentirão tanto a falta dele como eu.
Hoje queria ter estado em Coimbra, sendo completamente impossível, aqui fica aquele "até logo" que sempre lhe dizia mesmo que naquele dia não voltasse ao Avenida (que aliás não vai nunca ser o mesmo sem ti).
domingo, dezembro 02, 2007
SMS, sessão nostalgia
E depois há aqueles dias em que a vida só faz sentido ao pé de ti. São muitos, não é só hoje, mas hoje especialmente. Beijos lindos como tu.
Porque te adoro, porque tenho saudades, porque me fazes falta.
Porque te adoro, porque tenho saudades, porque me fazes falta.
domingo, novembro 25, 2007
As músicas, sempre as músicas
Ah que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher
Caetano Veloso
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher
Caetano Veloso
sábado, novembro 24, 2007
Cenas
Há uma casa pequenina na Praça de Alvalade onde me sinto em casa e em boa companhia (desculpa o pesadelo, e viva a vizinhança estranha às 6 da manhã!).
Os regressos nem sempre são fáceis e este foi especialmente difícil. Há decisões que têm de ser tomadas, custe o que custar. (E custou muito, não imaginas quanto).
A solidão já não é o que era.
Os regressos nem sempre são fáceis e este foi especialmente difícil. Há decisões que têm de ser tomadas, custe o que custar. (E custou muito, não imaginas quanto).
A solidão já não é o que era.
sexta-feira, novembro 16, 2007
Os regressos
Entre partir e regressar, cá vamos andando.
Há uma coisa que tenho mesmo de dizer. Já falei das maravilhas de ser tia. Já expliquei este amor inexplicável, esta sensação única que não dá para descrever. Mas há uma coisa.
Quando o mundo cai sobre nós, quando chego a casa (da Mana) cansada mais de estar sozinha do que de muito trabalhar, quando só me apetece dormir e acordar daqui a 15 dias... Há uma coisa.
Há o sorriso mais lindo do Universo, dirigido directamente a mim, mesmo sonolento, mesmo cansado, mesmo birrento. Há um sorriso que tem um dono, o seu nome é Vasco e não tem descrição.
Há uma coisa que tenho mesmo de dizer. Já falei das maravilhas de ser tia. Já expliquei este amor inexplicável, esta sensação única que não dá para descrever. Mas há uma coisa.
Quando o mundo cai sobre nós, quando chego a casa (da Mana) cansada mais de estar sozinha do que de muito trabalhar, quando só me apetece dormir e acordar daqui a 15 dias... Há uma coisa.
Há o sorriso mais lindo do Universo, dirigido directamente a mim, mesmo sonolento, mesmo cansado, mesmo birrento. Há um sorriso que tem um dono, o seu nome é Vasco e não tem descrição.
quarta-feira, novembro 14, 2007
domingo, novembro 11, 2007
Não,
não me olhes que o amor ainda acorda.
Não grites, que o vizinho ainda acorda.
Deixa-o dormir, o nosso amor, um bocadinho mais
Deixa-o dormir que viveu dias tão brutais.
(S.G.)
Não grites, que o vizinho ainda acorda.
Deixa-o dormir, o nosso amor, um bocadinho mais
Deixa-o dormir que viveu dias tão brutais.
(S.G.)
sábado, novembro 10, 2007
sexta-feira, novembro 09, 2007
quinta-feira, novembro 08, 2007
domingo, novembro 04, 2007
Aviso à navegação
Adivinham-se dias tempestuosos.
Mau feito à espreita.
Nunca tinha conhecido o efeito de dispersão em tão grande tamanho.
Perigo de disparar em qualquer direcção.
Mau feito à espreita.
Nunca tinha conhecido o efeito de dispersão em tão grande tamanho.
Perigo de disparar em qualquer direcção.
sábado, novembro 03, 2007
Porque...
... não sei dizer adeus, nunca gostei de despedidas.
Porque és mais que uma irmã, porque vais partir, porque te adoro, porque não sei como vai ser por aqui sem ti.
Irrita-me ter a certeza que tudo vai correr bem. Se não corresse, eu seria de certeza um dos ombros em que chorarias, um dos túmulos com quem desabafarias.
Rezo por ti sempre que rezo, penso em ti sempre que posso. Faltam 3 dias, e nestes 3 dias vamos fazer como sempre fizemos quando alguma mudança vinha a caminho: fingimos que nada vai acontecer. Já chorámos, já desabafámos, agora resta-nos fingir que vai passar depressa.
Tenho medo por ti, mas também o tenho por mim. Sinto-me egoísta porque às vezes penso que só devia pensar em ti e deixar de pensar em mim. Não consigo.
Estes feitios que se cruzam e que volta e meia explodem, estes feitios que se complementam sem parecer que são realmente parecidos, este medo que ambas sentimos não têm cura.
Vou desenhar esperanças, escrever danças, pintar os dias.
Cá te espero, sempre. Para sempre.
Porque és mais que uma irmã, porque vais partir, porque te adoro, porque não sei como vai ser por aqui sem ti.
Irrita-me ter a certeza que tudo vai correr bem. Se não corresse, eu seria de certeza um dos ombros em que chorarias, um dos túmulos com quem desabafarias.
Rezo por ti sempre que rezo, penso em ti sempre que posso. Faltam 3 dias, e nestes 3 dias vamos fazer como sempre fizemos quando alguma mudança vinha a caminho: fingimos que nada vai acontecer. Já chorámos, já desabafámos, agora resta-nos fingir que vai passar depressa.
Tenho medo por ti, mas também o tenho por mim. Sinto-me egoísta porque às vezes penso que só devia pensar em ti e deixar de pensar em mim. Não consigo.
Estes feitios que se cruzam e que volta e meia explodem, estes feitios que se complementam sem parecer que são realmente parecidos, este medo que ambas sentimos não têm cura.
Vou desenhar esperanças, escrever danças, pintar os dias.
Cá te espero, sempre. Para sempre.
quarta-feira, outubro 31, 2007
Quando os posts antigos continuam a fazer todo o sentido, quando as saudades apertam.
Passados, Presentes (para ti, F.)
Prometeu-lhe que quando fossem velhinhos ia continuar a ser assim.
Prometeu-lhe que iam sempre ser o que tinham construído até hoje, naquela amizade que já teve de tudo: amor, discussões, enganos - e no fim, sempre o melhor disso tudo, a cumplicidade que lhes permitia dizer o que pensavam, alimentar as suas lágrimas com aquele sorriso que só eles sabiam dar um ao outro que dizia que "tudo vai passar. Passa sempre".
É porque se têm um ao outro. Porque sentem um amor infinito que ninguém parece compreender, apenas criticar ou desconfiar.
É porque só assim, com aquele amor fraterno inexplicável, as suas vidas faziam sentido.
Tinham a certeza que haviam sido amantes noutra vida e isso explicava tudo, até o facto de se sentirem como irmãos.
Prometeu-lhe que quando fossem velhinhos ia continuar a ser assim.
Prometeu-lhe que iam sempre ser o que tinham construído até hoje, naquela amizade que já teve de tudo: amor, discussões, enganos - e no fim, sempre o melhor disso tudo, a cumplicidade que lhes permitia dizer o que pensavam, alimentar as suas lágrimas com aquele sorriso que só eles sabiam dar um ao outro que dizia que "tudo vai passar. Passa sempre".
É porque se têm um ao outro. Porque sentem um amor infinito que ninguém parece compreender, apenas criticar ou desconfiar.
É porque só assim, com aquele amor fraterno inexplicável, as suas vidas faziam sentido.
Tinham a certeza que haviam sido amantes noutra vida e isso explicava tudo, até o facto de se sentirem como irmãos.
quinta-feira, outubro 25, 2007
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