segunda-feira, julho 21, 2008

Venenos de Deus, Remédios do Diabo. Mia Couto


As personagens: Munda e Bartolomeu Sozinho, Suacelência e Esposinha. Sidónio Rosa, jovem médico (ou quase) à procura de um amor: Deolinda, filha do casal Sozinho. Um mundo estranho em Vila Cacimba, entre a vida e a morte.

Mia sempre acaba por "desconstruir" o português, por regressar à simplicidade da terra que o viu nascer e que só pode amar.

Mia é uma paixão que não terá nunca fim.

domingo, julho 20, 2008

de repente

é um palco quase sem luz, uma vida no lusco-fusco, na penumbra de sentimentos desvairados, sem sentido, incompatíveis.
sinais à sombra, apesar do sol - não há sombra sem luz - vidas cruzadas sem querer, mundos partidos ao meio exactamente pela linha da bifurcação criada pelo acaso.
a inércia tem vontade?

Sexta-feira, 18 de Julho

Querido Migalhinha,
Bem-vindo ao Mundo. Por estes lados o mundo mudou por existires, a vida é mais alegre porque estás cá lindo e saudável e muito pequenino.
Anteontem foi, literalmente, o primeiro dia do resto da tua vida: que seja uma vida alegre e sempre, sempre feliz.

P.S. - Tenho a sensação que o Vasco pensa que és um brinquedo novo. Não te assustes :)

segunda-feira, julho 14, 2008

Parto sem dor

E agora eu vou-me embora
e embora a dor
não queira ir já embora
agora eu vou-me embora
e parto sem dor

E parto dentro de momentos
apesar de haver momentos
em que dentro a dor
não parte sem dor

Sérgio Godinho

quinta-feira, julho 10, 2008

Revelações

Andei uns tempos a pensar se o defeito seria meu. Aprendi e defendi a tese de que a alegria no local de trabalho é um incentivo à produtividade.
Validei a minha tese, só para que se saiba. E hoje vejo que o defeito não era meu: durmo muitíssimo mais descansada.
O meu mau feitio matinal não me permite sorrir logo que acordo, mas já me deixa chegar às 9 com uma piadinha matinal.
Bem-haja.

segunda-feira, julho 07, 2008

As viúvas das Quintas-Feiras


de Claudia Piñeiro.

A vida num condomínio fechado (eu diria enclausurado) duma alta-sociedade decadente num país em crise. Problemas transversais a todas as classes, a desonestidade e a futilidade no seu auge. Três mortes misteriosas, a fuga pelo lado mais fácil.

A autora é uma jornalista argentina, o livro uma crítica duríssima a uma sociedade quase ridícula.


Obrigada pelo empréstimo, apesar de não ter achado o livro fantástico! :)

Sensações















Estradas marginais. Auto Pistas.
Risos, risadas, gargalhadas.
Dois noivos lindos algures em Espanha, uma vida de sorrisos pela frente.
Amigos. Amigos muito amigos.
Fiesta todo lo día, toda la noche.
Rota
Dores de garganta.
Risos e mais risos.
Branco. Granizo. Chuva. Trovoada.
Risos e mais risos.
Tapas, cañas.
"Tudo que lo quieras"
Jota free breakfast.
Gracias, muchas gracias.

segunda-feira, junho 30, 2008

Primeira...

... "palavra" do Vasco:

ão ão.

(isto faz mais sentido se soubermos que o Cupi é o seu melhor amigo).

terça-feira, junho 24, 2008

28

Gracias a la vida que me ha dado tanto

sexta-feira, junho 20, 2008

Rio das Flores, Miguel Sousa Tavares



Mais um romance histórico que me deixou agarrada à leitura até altas horas da madrugada. Não será a obra mais brilhante de MST, mas é sem dúvida um livro recomendável.
Personagens fascinantes num país agrícola e obsoleto no caos da I República que se prolonga até ao Estado Novo. Viagens entre a ruralidade alentejana, Lisboa e Brasil. Dois irmãos com ideais diferentes, uma família latifundiária no meio do Alentejo e Diogo "liberal" com outros sonhos.
Fiquei, contudo, com a sensação de que o livro acaba abruptamente e a personagem central, Diogo, é uma deslusão. (ok, esta parte é muito pessoal).

quarta-feira, junho 18, 2008

Emboscadas

Os fins não são mais do que recomeços, são começar de novo, fazer de novo e sempre melhor.
Não quero resgatar sorrisos porque o meu nunca desapareceu e hoje, apenas hoje, é só esse que me interessa. Não quero cumprir vinganças nem alcançar bonanças, a escuridão já não é o que era. Um fim não é, não será nunca, sinónimo de dor.

Foste como quem me armasse uma emboscada
ao sentir-me desatento
dando aquilo em que me dei
foste como quem me urdisse uma cilada
vi-me com tão pouca coisa
depois do que tanto amei

Resgatei o teu sorriso
quatro vezes foi preciso
por não precisares de mim
e depois, quando dormias
fiz de conta que fugias
e que eu não ficava assim
nesta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim

Foste como quem lançasse as armadilhas
que se lançam aos amantes
quando amar foi coisa em vão
foste como quem vestisse as mascarilhas
dos embustes que se tramam
ao cair da escuridão

Resgatei o teu carinho
quatro vezes fiz o ninho
num beiral do teu jardim
e depois já em cuidado
vi no espelho do passado
a tua imagem de mim
e esta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim

Foste como quem cumprisse uma vingança
que guardava às escuras
esperando a sua vez
foste como quem me desse uma bonança
fraquejando à tempestade
de tão frágil que se fez

Resgatei o teu ciúme
quatro vezes deitei lume
ao teu corpo de marfim
e depois, como uma espada
pousei na terra queimada
o meu ramo de alecrim
e esta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim.

Sérgio Godinho

domingo, junho 15, 2008

A pensar

Não é uma questão de ganhar ou perder. É o tempo que demoramos a entender as pessoas, a conhecer o seu íntimo, aquilo de que precisam - todos precisamos de alguma coisa sempre. É saber estar em silêncio sem que isso seja constrangedor, saber o que dizer na hora certa - um exercício impossível para a maior parte das pessoas como eu, que têm a mania de dizer tudo o que lhes vem à cabeça sem pensar nas consequências.
É estar atento aos outros e em tudo o que acreditamos, é sentirmos nem que seja um bocadinho da tristeza dos amigos, ainda que a não compreendamos, ainda que discordemos da forma e do conteúdo das suas decisões.
Na vida, como no mar, nunca se está verdadeiramente sozinho, e é nessa ausência de ausência que se tem de aprender a viver, ainda que se perca mais do que se ganhe.
Não é, de todo, uma questão de ganhar ou perder.

quinta-feira, junho 12, 2008

Frases essenciais

"A família, mais do que um ninho, é uma escola de voo."

"Laboratório de felicidade."

"Aqui há talentoooo"

"Espectaclare"

quarta-feira, junho 11, 2008

Últimas

5 dias, apenas com o essencial.

segunda-feira, junho 02, 2008

Ele explicou...

como consegue ter o cabelo assim
Qualquer coisa como:
Não lavar
Apanhar muito pó
Muita Laca
Não pentear.

Este blogue saúda todos os Pais cujos Filhos são fãs dos Tokio Hotel.

A minha música, sempre

sábado, maio 31, 2008

Coisas avulsas

A caridade vulgar (e digo-o sem qualquer depreciação, é a chamada "esmola") é cada vez mais nacionalista: à saída do metro de Entre Campos está habitualmente uma velhinha com um cartaz a pedir esmola. Nestes últimos dias foi acrescentada a frase "sou portuguesa": tenho dúvidas que com isso a velhinha receba mais esmolas, mas a receber começo a achar que o PNR começa a ter algumas hipóteses de ter mais de 1000 votos nas eleições.

A Amy Whinehouse foi o fiasco que de alguma maneira já todos esperavam. Ainda assim ouvem-se "mentes brilhantes" que afirmam no alto da "tenda VIP" do Rock in Rio que ao menos veio quando todos pensavam que não ia aparecer. Começo a pensar se a Ivete Sangalo (de quem não gosto especialmente mas a quem reconheço uma presença impressionante em palco) e o Lenny Kravitz (que deu um dos melhores concertos que vi até hoje) não ficarão um bocadinho, assim um bocadinho só, aborrecidos por receberem bem menos do que aquela doidinha. Não sei se o facto de a probabilidade de virem a viver muitos mais anos do que ela ser enorme lhes serve de consolo, eu cá espero que não.

sábado, maio 24, 2008

Há um ano

Vivemos o que foi o pior momento das nossas vidas. Descobri muita coisa em mim e nos outros.

Percebi que as minhas lágrimas são inversamente proporcionais ao medo: quanto mais medo tenho, menos choro.
Descobri que rezar quase sem forças me tira o peso do mundo nos ombros, mas não me deixa menos cansada, que a clareza da Fé fica turva por mais que acreditemos.
Aprendi que os votos "na saúde e na doença, todos os dias das nossas vidas" faz muito mais sentido na doença do que na saúde e que há muito mar para além da linha do horizonte.

Percebi, descobri e aprendi. É pena que o faça sempre muito melhor nas fatalidades.

quinta-feira, maio 22, 2008

A Rapariga que inventou um sonho


de Haruki Murakami.

Revelou-se-me como um dos maiores escritores que conheço.

"A Rapariga que inventou um sonho" é um livro diferente deste autor japonês por ser uma compilação de contos que foi escrevendo a partir de 1980. Segundo o próprio, não consegue escrever romances e contos ao mesmo tempo, acontece que a seguir a um romance normalmente se dedica à escrita de contos.

Uma sensibilidade impressionante que se justifica por ser um amante de jazz (esta é uma teoria minha, claro está). As histórias que escreve são, aliás, uma espécie de "laboratório experimental", onde improvisa e não teme errar. Vidas muitas vezes melancólicas e solitárias, personagens fantásticas como o Homem de Gelo ou o Macaco de Shinagawa, viagens de sonho, enfim, um conjunto de estórias de alguém que é, para mim, um potencial candidato a Nobel da Literatura.

sábado, maio 17, 2008

Pensamento do dia (repetido)

"O coração tem mais portas que uma casa de putas"

RGC in A mulher em branco