terça-feira, dezembro 30, 2008

A Viagem do Elefante, José Saramago


Século XVI. Corte Portuguesa e o início da viagem de Salomão, o elefante que viaja de Lisboa até Viena e que inspira um "conto" (como Saramago prefere chamar-lhe, em vez de romance) que é sobretudo humano. D. João III resolve oferecer ao arquiduque da Áustria um elefante indiano: assim começa a história (que tem pouco de histórico, apesar de alguns factos verídicos). A personagem: o Cornaca Subhro que passa a chamar-se Fritz por capricho do arquiduque (e o elefante passa a chamar-se Solimão).

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Oração de Natal


Senhor, nesta Noite Santa,

depositamos diante de Tua manjedoura

todos os sonhos, todas as lágrimas e

esperanças contidos em nossos corações.

Pedimos por aqueles que choram

sem ter quem lhes enxugue uma lágrima.

Por aqueles que gemem

sem ter quem escute seu clamor.

Suplicamos por aqueles que Te buscam

sem saber ao certo onde Te encontrar.

Para tantos que gritam paz,

quando nada mais podem gritar.

Abençoa, Jesus-Menino,

cada pessoa do planeta Terra,

colocando em seu coração um pouco

da luz eterna que vieste acender

na noite escura de nossa fé.

Fica conosco, Senhor!


Assim seja!

(autor desconhecido)

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Não vou contar a ninguém, fica um segredo só nosso. Gosto de segredos, da cumplicidade única que sempre tivemos e que se foi perdendo no espaço e no tempo - principalmente no tempo. Não sei se ganharemos alguma coisa agora, depois desse tempo que fomos perdendo a ser felizes aos bocados, numa espécie de espelho partido que se ia colando e descolando.
Hoje colaremos mais um bocadinho desse espelho, onde nos veremos mais velhos e mais serenos e a reescrever a história escrita tantas vezes da mesma maneira, apagada a maioria das vezes por mim (por não aguentar, nunca por fraqueza).

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Natal dos Simples

Procurámos o lugar mais quente da casa para nos sentarmos e viajarmos em lembranças e novidades. Tinha sido assim muitas vezes, mas já não era há muito tempo, por isso teve um sabor tão especial.
Aqueceram-me o quarto na esperança de eu chegar, naquela noite, ainda que tarde. Ainda bem que resolvi ir, nunca saberia o que ia perder. Foi um Natal antecipado. Dos simples, como eu gosto.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

O Jogo do Anjo, Carlos Ruiz Záfon


Mantém-se a Barcelona sombria e triste, bem como o Cemitério dos Livros Esquecidos d'A Sombra do Vento. David Martín, um jovem escritor nos anos 20 do século XX, é o protagonista desta história que une o fantástico ao aterrador.
O amor pela escrita, pela leitura e pelos livros, personificado um pouco por todas as personagens, mas principalmente na de Daniel Sempere, o velho livreiro que deu a conhecer o mundo dos livros a David.
O Jogo do Anjo não é uma continuação de A Sombra do Vento, mas a paixão pela literatura permanece e prende quem também a tem.
Recomendo vivamente.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Sem título

O meu amor tem lábios de silêncio
E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito

O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura.

O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe.

Jorge Palma

terça-feira, dezembro 02, 2008

Obrigada

A todos os que ajudaram, a todos os que contribuiram.


quinta-feira, novembro 27, 2008

Os livros

Lembrei-me de que o velho livreiro sempre me tinha dito que os livros tinham alma, a alma de quem os escrevera e dos que haviam lido e sonhado com eles.


Carlos Ruíz Safon in "O Jogo do Anjo"

sexta-feira, novembro 21, 2008

Humor :)

O meu Deus das pequenas coisas

Preciso duma música. Nova, inspiradora. Que me ajude, que me guie, que me faça sentir e saber o que é melhor para mim.

Preciso de um abraço. Amigo, sentido. Que me distinga de todas as outras pessoas. Diferente: nem melhor, nem pior.

Preciso de um beijo. Um só. Roubado. Nem que seja roubado. Que me faça soltar uma gargalhada. Que me faça dar Graças pelas pequenas coisas.

quarta-feira, novembro 19, 2008

A liberdade é uma maluca, que sabe quanto vale um beijo!

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
o sistema é antigo e não poupa ninguém
somos todos escravos do que precisamos
reduz as necessidades se queres passar bem
que a dependência é uma besta
que dá cabo do desejo
e a liberdade é uma maluca
que sabe quanto vale um beijo



Enquanto houver estrada para andar
a gente vai continuar
enquanto houver estrada para andar
enquanto houver ventos e mar
a gente não vai parar
enquanto houver ventos e mar


Jorge Palma

terça-feira, novembro 18, 2008

Pensamento do Dia

Pode alguém ser quem não é?

terça-feira, novembro 11, 2008

Pensamento do dia

Moro na minha própria casa
Nunca imitei ninguém
E rio-me de todos os mestres
Que nunca se riram de si

Friedrich Nietzsche

quarta-feira, novembro 05, 2008

terça-feira, novembro 04, 2008

Movimento Perpétuo Associativo

Ofereceram-me esta música por "ser a minha cara". Todos no meu trabalho são obrigados a ouvi-la. Obrigada, Francisca! :)

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vais parar!


Agora não, que é hora do almoço…
Agora não, que é hora do jantar…
Agora não, que eu acho que não posso…
Amanhã vou trabalhar…

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!


Agora não, que me dói a barriga…
Agora não, dizem que vai chover…
Agora não, que joga o Benfica…
e eu tenho mais que fazer…

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, é esta a direcção!


Agora não, que falta um impresso…
Agora não, que o meu pai não quer…
Agora não, que há engarrafamentos…
Vão sem mim, que eu vou lá ter…

http://www.youtube.com/watch?v=us9dIcLjfKM


quarta-feira, outubro 29, 2008

Not as We

Day one day one start over again
Step one step one
I'm barely making sense for now
I'm faking it I'm pseudo making it
From scratch begin again but this time I as i
And not as we


Alanis Morissette e Guy Sigsworth

quarta-feira, outubro 22, 2008

Horas extraordinárias

Faço-as com gosto, porque gosto. Porque preciso de vez em quando, porque nelas esqueço e abstenho-me.


Foi a saudade do teu braço
E o olhar que já da tua luz me dói
Trabalhei sem dar pelo can saço
Horas extraordinárias, foi
Um dia que passou num furacão
Um furacão que se amainou, só
Quando aparte o amor eu me vi só
Atirando a moeda ao ar
Diz-me que cara ou coroa eu vou ganhar
Diz-me quanto eu fiz bem em me apostar
E que bem fiz em ter por necessárias
As horas extraordinárias

S.G

Já não se escrevem cartas de amor, Mário Zambujal


Desde a "Crónica dos Bons Malandros" que me delicio com o que escreve Mário Zambujal. São livros normalmente leves, com enorme sentido de humor e de diferentes realidades.
Todo o livro se insere num simples fim de tarde e serão, onde Duarte relembra a saudosa década de 50 passada em Lisboa na sua juventude. Cada Capítulo tem o presente e o passado, as memórias surgem em catadupa enquanto aguarda a chegada da mulher que volta de Lisboa. Zambujal tem a capacidade impressionante de me prender à leitura, de sentir com as personagens.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Oração Universal (excerto)

Por todos aqueles milhares de homens, mulheres e crianças
Cujo coração ainda bate fortemente para lutar,
Cujo espírito se revolta contra a injusta sorte que lhes foi imposta,
Cuja coragem exige o direito à inestimável dignidade

Nós Te invocamos, Deus nosso Pai.
Envia operários para a Tua seara.

Por todos aqueles milhares de crianças, mulheres e homens
que não querem amaldiçoar,
mas sim amar e orar, trabalhar e unir-se,
para que nasça uma terra solidária.
Uma terra que seja nossa terra.
onde cada homem daria o melhor dele mesmo
Antes de morrer

Nós Te invocamos, Deus nosso Pai.
Envia operários para a Tua seara.

Padre Joseph Wresinski, Oração feita na Catedral de Notre-Dame em Paris a 17 de Outubro de 1987

Quando os meus ideais muitas vezes parecem entrar em conflito com a minha Fé, dão-me a conhecer estas maravilhas. Obrigada G.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Num País Livre, V.S. Naipaul


Um conjunto de histórias diferentes com um elo em comum: a emigração, o exílio, a liberdade, o preconceito. E solidão, muita solidão. Muito denso, é um livro que se distingue dos outros (poucos) que conheço deste autor britânico originário das Caraíbas: é, página a página, perturbador.

Este livro foi-me oferecido, a dedicatória dizia
Para alguém que, tal como o livro, consegue ser ao mesmo tempo compreensiva e implacável.

(
obrigada pela oferta, M.)