Na vida real as aparências estão do outro lado do espelho. Na vida real não me assemelho à simulação das evidências (SG)
segunda-feira, junho 27, 2011
quarta-feira, junho 22, 2011
quinta-feira, junho 16, 2011
segunda-feira, junho 13, 2011
quinta-feira, junho 02, 2011
Deixem Falar As Pedras, David Machado
Valdemar é um adolescente problemático e violento. O seu grande amor é uma adolescente anoréctica, O livro é sobre a vida de Nicolau Manuel, avô de Valdemar. Uma viagem pelo passado que não se passou. As verdades que não o são. Inimigos que nunca o foram. A transmissão de memórias, afinal, deixa muito a desejar. É um livro rasurado, que aguça a curiosidade de quem lê. Foi o primeiro que li do autor e gostei. Venham mais. Eu queria escrever um livro sobre a memória e sobre o passado e também sobre um alfaiate, porque são tudo coisas que me fascinam há anos (enfim, façamos uma ressalva à alfaiataria, que é um interesse recente que se avolumou com a escrita deste livro). D.M.
terça-feira, maio 31, 2011
A mentira não é o pior inimigo da verdade. A dúvida é que é. É a incerteza que arruina tudo, criando buracos nos quais existe espaço para todas as verdades, possíveis e aparentes. É esta maldição da racional mente humana e da sua dita imaginação pródiga, capaz de promover todas as possibilidades para justificar um acontecimento, mesmo os maiores devaneios.
in Deixem falar as pedras, David Machado
Nota: Este post estava para ser escrito há dias. Hoje faz muito mais sentido (talvez não tenha sido por acaso que não tive tempo para o escrever. É o Deus-das-pequenas-coisas). Para ti: há muito espaço para muitos futuros. Que não reste a mínima dúvida.
sexta-feira, maio 27, 2011
Brilhante
Conheço muita gente que anda a trabalhar num romance. Eu, por exemplo, ando a trabalhar num romance, que é um pouco diferente de escrever um romance. Trabalhar num romance confunde-se com a actividade geral da existência. Bebo um café e estou, de algum modo, a trabalhar no romance. Sento-me no autocarro e estou a trabalhar no romance. Fico a olhar melancolicamente pela janela do escritório e estou, mesmo assim, a trabalhar no romance. O romance, esse, não avança, tanto é o trabalho com que o sobrecarrego. Permanece em estado de crisálida, eterna possibilidade onde cabe tudo e não entra nada. É então que encontro outros que, como eu, andam a trabalhar num romance. Resumem intrigas, esboçam personagens no ar, prevêem glórias futuras, prémios Saramago, comendas, capas do suplemento do Expresso. Da crítica esperam que seja justa; dos leitores, que sejam milhares (mulheres novas em idade fértil, sobretudo); dos pares, a invejazinha fatal. Quanto ao romance, há-de aparecer, um dia.
via http://circodalama.blogs.sapo.pt/
segunda-feira, maio 23, 2011
Sempre lidei mal com imensas coisas: despedidas, desilusões, elogios, infortúnio, desgraça alheia... Lido mal com o amor, às vezes. Lido mal com algumas vidas, com alguns problemas, com algumas esperanças. Mas lido muito bem com imensas outras coisas - valha-nos isso - e com boas notícias, ainda que às vezes não pareça.
Venham tantos quantos eu conseguir abraçar. A verde. Verde-esperança.
segunda-feira, maio 16, 2011
quarta-feira, maio 11, 2011
Recebido. Entendido. :)
mas para ti há sempre uma lareira. porque te adoro muito. assim muito mesmo, tanto que nem sei. é assim qualquer coisa que não se explica. podia haver uma razão muito forte para além das óbvias. mas não há. vamos ser sempre assim, até sermos velhinhos, não vamos...?
terça-feira, maio 10, 2011
Coisas que me fazem rir muito II
Luís Rainha, no Vias de Facto e a sua modesta "propôsta"para os senhores do OK-não-sei-quê (sobre o qual escrevi ontem)
segunda-feira, maio 09, 2011
Agora, as coisas sérias
Descobri através dum blogue que volta e meia visito que existe um site que promove a cidadania activa em vésperas de campanha eleitoral. Fui lá, só que me deparei com um "preenchimento de compromisso"em que devemos escolher todas ou algumas das afirmações que lá constam. A coisa até nem começa mal, mas sou desconfiada e antes de clicar no que quer que seja, resolvi ler tudo: pois não acabei a leitura. Coisas como "revogação da educação sexual obrigatória" ou "regovação da lei do casamento [entre aspas!!!!] entre pessoas do mesmo sexo" fazem-me antever que tipo de cidadania é esta. Ide-vos imolar com gasolina da cara e um isqueiro Dupont.
Suspiro
Tem sido muito complicado tentar ser normal. Zangar-me quando é preciso, desaparecer porque é preciso. Vamos andando e vamos vendo.
terça-feira, maio 03, 2011
É isto
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
(...)
Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Almir Salter
quinta-feira, abril 28, 2011
2.º andar, direito
(...)
é que não é só uma questão de idade
o amor não é o bilhete de identidade
é eu ou tu, seja quem for, ter vontade
de mudar e deixar mudar
Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais
(...)
quarta-feira, abril 27, 2011
depois confessei-lhe, precisava deste resto de solidão para aprender sobre este resto de companhia. este resto de vida, américo, que eu julguei já ser um excesso, uma aberração, deu-me estes amigos. e eu que nunca percebi a amizade, nunca esperei nada da solidariedade, apenas a contingência da coabitação, um certo ir obedecendo, ser carneiro. eu precisava deste resto de solidão para aprender sobre este resto de amizade.
Valter Hugo Mãe, a máquina de fazer espanhóis
a máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo Mãe
Às vezes é um murro no estômago. Outras é duma sensibilidade e beleza impressionantes. Foi o primeiro livro que li de Valter Hugo Mãe e é humano (do meu ponto de vista o que melhor descreve este livro: humano). A personagem central - e narrador - é sr. silva (o de Portugal, porque também havia o da Europa) e a maior parte da acção é passada no lar feliz idade, para onde silva tem de ir após a morte da mulher. São várias viagens: a viagem interior do sr. silva, a viagem pelo Portugal "salazarento" (palavra minha), pelas vidas uns dos outros, os habitantes do feliz idade.
Tentei, o mais possível, ser fiel à escrita do autor. VHM não utiliza maiúsculas. Eu discordo do estilo, se me é permitido.
A ler, sem a mínima dúvida.
quarta-feira, abril 20, 2011
Just words
Hoje - nestes tempos - sou eu que te levo "um pouco do verde que me cerca, o cheiro de terra molhada". Sou muitas vezes implacável contigo, porque já se sabe que é assim que sou. Às vezes temos de sofrer para percebermos que há coisas que temos de mudar. Assusta-me vê-La de olhos molhados de preocupação. Assusta-me ver-te assim. Mas assusta-me mais que não sejas capaz de mudar isso. Desta vez não há ninguém que o possa fazer por ti. Devo-te muita coisa na vida. Quero-te mais-do-que-bem.
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