Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço
Porque eu mereço.
Na vida real as aparências estão do outro lado do espelho. Na vida real não me assemelho à simulação das evidências (SG)
sexta-feira, agosto 12, 2011
Again and again (não necessariamente por esta ordem)
Be random. Laugh at stupid jokes. Cry. Tell a jerk what you think. Laugh till your stomach hurts.
O Lugar Do Morto, José Eduardo Agualuza
Maravilhoso, lindo, brilhante. Agualuza encarna inúmeros escritores mortos e escreve na pele deles. Uma viagem pela história desses escritores, pontos de vista que se confundem - serão, certamente, os pontos de vista de JEA, mas certamente que teriam pelo menos algum consenso dos visados. Estão mortos mas comentam a actualidade, escrevem sobre os nossos dias e pessoas que nos são próximas: Mia Couto, Ana Moura, Chico Buarque... É talvez o melhor livro de Agualuza, em breve farei algumas citações.
quinta-feira, agosto 11, 2011
quarta-feira, agosto 10, 2011
Música de filme
É pena quase não poder ficar
És quente quando a luz te traz
Quase te vi amor
Quase nasci sem ti
Quase morri
Dentro de mim
Ficas dentro de mim
Por dentro de mim
Estás dentro de mim
Silêncio.Lua.Casa.Chão
És sitio onde as mãos se dão
Quase larguei a dor
Quase perdi
Quase morri
Dentro de mim
(...)
Sempre só mais um homem
Mais humano
Mais um fraco..
Sempre..
Só mais um braço
Mais um corpo
Mais um grito
Sempre..
Dança em mim!
Mundo, vida e fim!
Dorme aqui
Dentro de mim..
É pena quase não poder ficar
No sítio onde as mãos se dão
Quase fugi amor
Quase não vi
Vamos embora daqui
Para dentro de mim
sexta-feira, julho 29, 2011
Farda Fardão Camisola de Dormir, Jorge Amado
Fábula para acender uma esperança
Amado, mais uma vez, romanceia no tempo do Estado Novo. Após a morte de António Bruno, poeta imortal da Academia de Letras Brasileira, surge a questão de quem deve ocupar o seu lugar. O coronel Sampaio Pereira, simpatizante do nazismo; o general Waldomiro Moreira, o rival possível por não se arranjar outro. Todo o romance se passa à volta desta eleição, dos meandros pouco honestos duma eleição em que muitas vezes os meios justificam os fins. Entre tudo isto, um pouco da história do brasil, da vida boémia do poeta António Bruno, da luta contra o fascismo, mulheres, sexo, amantes.
Mais um livro genial e viciante de J.A.
"A moral? Veja: em toda a parte, pelo mundo afora, são as trevas novamente, a guerra contra o povo, a prepotência. Mas, como se comprova nesta fábula, é sempre possível plantar uma semente, acender uma esperança".
Obrigada JG por (mais) esta maravilha!
segunda-feira, julho 18, 2011
As simple as it is
Take a step back. Fucking look at yourself. You are human. You are beautiful. You are so beautiful. And you can be anything. You can be everything. Do not hate because someone broke your heart, or because your parents split up, your best friend betrayed you, your father hit you, the kid down the street called you fat, ugly, stupid, worthless. Do not concern yourself with things you cannot control. Cry when you need to, then let go when it’s time. Don’t hang onto painful memories just because you’re afraid to forget. Let go of things that are in the past. Forget things that aren’t worth remembering. Stop taking things for granted. Stop taking life for granted. Live for something. Live for yourself. Fall in love. Fall out love. Fall in love. Fall out love. Do this over and over until you know what it really is to love someone. Question things. Tell people how you really feel. Sleep under the stars. Create. Imagine. Inspire. Share something wonderful. Make something beautiful and then destroy it. Meet new people. Make someone’s day. Follow your dreams. Live your life to its full potential. Just live, dammit. Let go of all the horrible things in your life and just fucking live. And one day, when you’re old, look back with no regrets.
The other side of Africa
Muitas vezes nem sabemos como existimos. Como resistimos a essa existência às vezes tão estranha. Saem-me por vezes coisas das entranhas, do mais fundo do pior de mim mesma para dizer o que penso, o que sinto, o que quero para os outros. E para mim. E depois há dias em que nos tiram um peso de cima, depois de percebermos o que realmente significa a palavra angústia, o que é ter uma sombra a pairar sobre as nossas vidas. A existência, essa, fica mais ténue e não sei se sei explicar porquê. É como se a existência tivesse uma gradação e nestas alturas existíssemos menos.
Hoje acordei e existo. Ontem foi dia de pôr a conversa em dia e as coisas no lugar. Hoje existo graças a ti.
sexta-feira, julho 08, 2011
O Carderno 1 e 2, José Saramago
São dois livros que se lêem duma assentada, onde o leitor se pode comover, rir e pensar.
Obrigada LG e HL pelo presente apesar de lido tardiamente.
sexta-feira, julho 01, 2011
Pensamento do dia
Light travels faster than sound. This is why some people appear bright until they speak.
segunda-feira, junho 27, 2011
quarta-feira, junho 22, 2011
quinta-feira, junho 16, 2011
segunda-feira, junho 13, 2011
quinta-feira, junho 02, 2011
Deixem Falar As Pedras, David Machado
Valdemar é um adolescente problemático e violento. O seu grande amor é uma adolescente anoréctica, O livro é sobre a vida de Nicolau Manuel, avô de Valdemar. Uma viagem pelo passado que não se passou. As verdades que não o são. Inimigos que nunca o foram. A transmissão de memórias, afinal, deixa muito a desejar. É um livro rasurado, que aguça a curiosidade de quem lê. Foi o primeiro que li do autor e gostei. Venham mais. Eu queria escrever um livro sobre a memória e sobre o passado e também sobre um alfaiate, porque são tudo coisas que me fascinam há anos (enfim, façamos uma ressalva à alfaiataria, que é um interesse recente que se avolumou com a escrita deste livro). D.M.
terça-feira, maio 31, 2011
A mentira não é o pior inimigo da verdade. A dúvida é que é. É a incerteza que arruina tudo, criando buracos nos quais existe espaço para todas as verdades, possíveis e aparentes. É esta maldição da racional mente humana e da sua dita imaginação pródiga, capaz de promover todas as possibilidades para justificar um acontecimento, mesmo os maiores devaneios.
in Deixem falar as pedras, David Machado
Nota: Este post estava para ser escrito há dias. Hoje faz muito mais sentido (talvez não tenha sido por acaso que não tive tempo para o escrever. É o Deus-das-pequenas-coisas). Para ti: há muito espaço para muitos futuros. Que não reste a mínima dúvida.
sexta-feira, maio 27, 2011
Brilhante
Conheço muita gente que anda a trabalhar num romance. Eu, por exemplo, ando a trabalhar num romance, que é um pouco diferente de escrever um romance. Trabalhar num romance confunde-se com a actividade geral da existência. Bebo um café e estou, de algum modo, a trabalhar no romance. Sento-me no autocarro e estou a trabalhar no romance. Fico a olhar melancolicamente pela janela do escritório e estou, mesmo assim, a trabalhar no romance. O romance, esse, não avança, tanto é o trabalho com que o sobrecarrego. Permanece em estado de crisálida, eterna possibilidade onde cabe tudo e não entra nada. É então que encontro outros que, como eu, andam a trabalhar num romance. Resumem intrigas, esboçam personagens no ar, prevêem glórias futuras, prémios Saramago, comendas, capas do suplemento do Expresso. Da crítica esperam que seja justa; dos leitores, que sejam milhares (mulheres novas em idade fértil, sobretudo); dos pares, a invejazinha fatal. Quanto ao romance, há-de aparecer, um dia.
via http://circodalama.blogs.sapo.pt/
segunda-feira, maio 23, 2011
Sempre lidei mal com imensas coisas: despedidas, desilusões, elogios, infortúnio, desgraça alheia... Lido mal com o amor, às vezes. Lido mal com algumas vidas, com alguns problemas, com algumas esperanças. Mas lido muito bem com imensas outras coisas - valha-nos isso - e com boas notícias, ainda que às vezes não pareça.
Venham tantos quantos eu conseguir abraçar. A verde. Verde-esperança.
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