quarta-feira, maio 09, 2012

A Confissão da Leoa, Mia Couto

Só há um modo de escaparmos a um lugar: é sairmos de nós. Só há um modo de sairmos de nós: é amarmos alguém. Excerto roubado aos cadernos do escritor.

Um acontecimento real: Em 2008, a empresa e, que trabalho enviou quinze jovens para atuarem como oficiais ambientais de campo durante a abertura de linhas de prospeção sísmica em Cabo Delgado, no Norte de Moçambique. Na mesma altura e na mesma região, começaram a ocorrer ataques de leões a pessoas. Em poucas semanas, o número de ataques fatais atingiu mais de uma dezena. Esse número cresceu para vinte em cerca de quatro meses.

É assim que se inicia o livro, com uma "explicação inicial" do autor. Depois, a história: entre a Versão de Mariamar e o Diário do Caçador. Uma aldeia no meio do nada onde os ataques dos leões se multiplicam. Uma aldeia em que a mulher é prisioneira dos usos e costumes. Um administrador, sua mulher Naftalinda. O escritor que acompanha a "expedição" da caça aos leões. Um caçador que, no fim de contas, não é capaz de caçar.
É conhecida a minha paixão por Mia. Este é só mais um livro que não se pode deixar de ler.

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