vou-me pirar daqui. Voltarei com novidades e com mais dedicação ao blogue, que anda meio morto, só com leituras.
Até lá pode ser que escreva mais qualquer coisa. O que não aparece é equivalente ao estado de espírito deste presente que é tudo menos do indicativo (pelo menos, espero que assim seja).
Na vida real as aparências estão do outro lado do espelho. Na vida real não me assemelho à simulação das evidências (SG)
terça-feira, novembro 24, 2009
segunda-feira, novembro 16, 2009
A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol. Haruki Murakami
A vida solitária de Hajime, o narrador de mais um romance fantástico de Murakami. Criança e homem solitário, cuja vida foi acontecendo sem grandes precalços: filho único (o que no Japão, à época, era pouco normal) trava desde cedo amizade com Shimamoto, uma menina também filha única que partilhava com Hajime os discos do pai e o gosto pela música: "South of the Border, West of the Sun" de Nat King Cole era uma das músicas ouvidas por ambos e que deu o título ao romance.
A vida separa-os e mais tarde reúne-os, não sem antes algumas mulheres terem passado pela vida de Hajime. Do passado de Shimamoto pouco se sabe. Hajime põe tudo em causa por Shimamoto: o trabalho (2 bares de Jazz de que é proprietário), a mulher e as filhas. Como em muitos dos romances de Murakami, as mulheres são sempre enigmáticas, e onde a fronteira entre o real e a fantasia é extremamente ténue.
A ler.
sexta-feira, novembro 13, 2009
Juro que não entendo
Contei-te a novidade com o entusiasmo duma criança que recebe um brinquedo novo.
Fizeste disso um cavalo de batalha que não entendi, como a criança que pisa e parte "mais ou menos sem querer" o jogo novo que tinha acabado de montar.
Fizeste disso um cavalo de batalha que não entendi, como a criança que pisa e parte "mais ou menos sem querer" o jogo novo que tinha acabado de montar.
terça-feira, novembro 10, 2009
terça-feira, novembro 03, 2009
Os Homens que Odeiam as Mulheres, Stieg Larson
O primeiro livro da triologia Millennium que Stieg Larson escreveu sem nunca ter conhecido o seu sucesso por ter morrido pouco depois. "Os homens que odeiam as mulheres" é um livro extraordinariamente bem escrito, cheio de pequenas histórias que são contadas em pormenor e que ajudam a densificar as personagens.
A personagem central é Mikael Blomkvist, um jornalista desacreditado depois de escrever acerca do grande financeiro sueco WennerstÖm, o que chega a levá-lo à prisão. Entra na história Henrik Vanger, e depois dele muitas outras personagens de incrível densidade, com histórias por vezes terríveis e segredos inimagináveis.
Faltam os restantes livros da triologia, que garanto que não vou perder. O livro já estreou em filme em Portugal.
Obrigada M. pela sugestão!
Obrigada M. pela sugestão!
quinta-feira, outubro 29, 2009
Não tenho a certeza se sonhei...
"... e depois Deus deu-me a Graça de te ter ao meu lado. E isso basta."
segunda-feira, outubro 19, 2009
Dos nomes fantásticos
Airiza, Idrisse, Liduína, Lilá, Lutgarda, Madaleno, Mapril, Maria do ó, Mesaque, Mimoso, Nenrode, Nelmo.
Não, não são potenciais nomes que quero dar aos meus potenciais filhos. São nomes que existem, que podem ser registados em Portugal.
Mas há mais:
Lícidas (e atenção, é um nome masculino), Lindorfo, Manassés, Melquisedeque, Mileu (mas aqui atenção, "preferencialmente precedido da partícula do), Neóteles, Olivério.... e por aí em diante.
Muito bom. Quero que o meu filho se chame Muito Bom. Se puder ser....
Não, não são potenciais nomes que quero dar aos meus potenciais filhos. São nomes que existem, que podem ser registados em Portugal.
Mas há mais:
Lícidas (e atenção, é um nome masculino), Lindorfo, Manassés, Melquisedeque, Mileu (mas aqui atenção, "preferencialmente precedido da partícula do), Neóteles, Olivério.... e por aí em diante.
Muito bom. Quero que o meu filho se chame Muito Bom. Se puder ser....
terça-feira, outubro 13, 2009
segunda-feira, setembro 28, 2009
Mensagem
Ainda estou a assentar ideias para te dizer realmente o que sinto. Da última vez que falei de ti fiquei com a voz embargada e sabes bem como detesto chorar à frente de quem quer que seja
apesar de me teres amparado algumas lágrimas ao longo destes anos todos
valeu-me a precisão cirúgica da "outra" M de me dizer qualquer coisa como "a casa de banho está livre, não estavas aflita?"(hilariante, eu sei) .
Logo que consiga, dir-te-ei o que quero, para já não posso ser mais clara do que isto: quero que sejas muito, mas mesmo muito feliz!
sexta-feira, setembro 25, 2009
Pensamento do Dia
Tratar o Miguel Portas por "Sr. Miguel" é parvo porque como toda a gente sabe a malta do Bloco trata-se sem "títulos" e normalmente por tu. Mas ele dizer-me que não tenho ar de quem precisa de ser convencida preocupou-me um bocadinho...
quinta-feira, setembro 24, 2009
segunda-feira, setembro 21, 2009
After Dark - Os passageiros da noite, Haruki Murakami

Várias histórias passadas numa noite. Tóquio de madrugada, um narrador desconhecido que paira junto das pessoas que fazem as histórias que narra. Uma espécie de fantasma, um tipo de câmara oculta. As personagens são sempre densas, a música sempre presente (o jazz, principalmente, como é óbvio em Murakami) e o ambiente é, a maioria das vezes, soturno. Não será o meu livro preferido de Murakami, mas nem por isso deixo de aconselhar, principalmente àqueles que já o conhecem (não será, porém, um livro que recomendaria a quem não conhece o autor).
quinta-feira, setembro 17, 2009
quarta-feira, setembro 16, 2009
Coisas que adoro
Deitar-me em lençóis lavados.
O sorriso da Carolina quando vê a Madrinha (e já não vê há tanto tempo...).
Os abracinhos do Vasco.
A gargalhada pequenina do Migalha, seguida de um ataque de soluços.
Umas cervejas com amigos e com os amigos dos amigos.
Perceber que sou feliz quando menos espero ou quando não faria grande sentido por estar tudo igual a ontem.
O sorriso da Carolina quando vê a Madrinha (e já não vê há tanto tempo...).
Os abracinhos do Vasco.
A gargalhada pequenina do Migalha, seguida de um ataque de soluços.
Umas cervejas com amigos e com os amigos dos amigos.
Perceber que sou feliz quando menos espero ou quando não faria grande sentido por estar tudo igual a ontem.
sexta-feira, setembro 11, 2009
Ele há coisas do Diabo...
Ouvi na rádio, não consigo encontrar no Google.
Um maravilhoso spot a falar dos benefícios de ir votar. A comparação é um corte de cabelo que não queremos.
Ingredientes:
Uma voz nazalada a fazer lembrar os antigos anúncios de mil novencentos e troca-o-passo (ou o Mister Cimba do Aleixo, ou até mesmo o megafone do circo a anunciar as Focas do Alasca na Praia de Mira) a dizer algo do tipo "o que acontece quando nos fazem um corte de cabelo que não escolhemos".
Uma mulher a gritar (mesmo a gritar!) quando se olha ao espelho que diz qualquer coisa como "que horror!!!".
A conclusão: Não deixe que os outros decidam por si. Vote.
Atenção: o spot é bastante mais ridículo do que esta descrição, até porque quando comecei a ouvir esta maravilha achei que era um anúncio de gel e não liguei (só porque não uso gel). Mas não. Era um "repto" à participação nas próximas eleições.
Post scriptum (por extenso para não haver confusões) - estou sempre a queixar-me que a minha cabeleireira nunca corta o cabelo como eu quero. A partir de agora vou rebolar no chão a rir sempre que o disser. Porque ir ao cabeleireiro passou a ser mais ou menos equivalente a ir votar. Não sei se até não gosto da ideia.
terça-feira, setembro 08, 2009
Das coisas em que fico a pensar
"Sabes que um dia vens parar a Lisboa, não sabes...?"
Bastard. Vai-te lixar. E agora, o que faço do meu dia? :)
Bastard. Vai-te lixar. E agora, o que faço do meu dia? :)
segunda-feira, setembro 07, 2009
Últimas
Feitas as actualizações das leituras, decidi que não vou ficar amuada. Hoje as férias acabam, mas foram tão boas e deram para descansar tanto que amanhã, de volta ao trabalho, vou aparecer de peito aberto e sorriso nos lábios. Vamos ver quanto dura.
No teu deserto, Miguel Sousa Tavares

Um livro a duas vozes que MST preferiu classificar de "quase romance". É uma passagem, uma viagem, um deserto. Cláudia é jovem, bonita, aventureira. Ele (o narrador que não tem nome) é igualmente aventureiro, presume-se (presumi eu, porque todos aqueles que gostam do deserto e das estrelas são bonitos) que igualmente bonito, menos jovem do que ela.
Lê-se duma assentada e pode-se chorar. Ou ficar a pensar. Há viagens sem retorno.
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