quinta-feira, setembro 23, 2010

Sem título



Viver sempre sossegado/Cada amor em cada lado/Mas ele mesmo, até morrer/Vá-se lá saber/O que sentia todo o dia, até anoitecer

Viveu sempre, em todo o lado/Com seus dons de namorado/Sempre, sempre a envelhecer/Vá-se lá dizer/O que fazia todo o dia, até amanhecer

É bom ter má fama/Dá para ter vazia a cama/E nesta solidão de Kant/Ser tido um grande amante

É bom ter de fundo/Que anda pelas bocas do mundo/E quem quizer acreditar/Ao menos não vem cá espreitar

Sobra-me tempo para cantar/O tempo para cantar/O tempo para cantar

Fez de tudo, até calçado/Mas seu jeito de empregado/Só deixava perceber/Para quem queria ver/De cada dia uma alegria, para desaparecer

Fez de tudo, de empregado/Só não fez do seu passado/Um segredo para esconder/Já não vai vencer/Mas respondia para se defender:

É bom ter má fama/Dá para ter vazia a cama/E nesta solidão de Kant/Ser tido um grande amante

É bom ter de fundo/Que anda pelas bocas do mundo/E quem quizer acreditar/Ao menos não vem cá espreitar

Sobra-me tempo para cantar/O tempo para cantar/O tempo para cantar

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