sexta-feira, junho 19, 2009

Underground, Haruki Murakami

(O título do livro é Underground - O Atentado de Tóquio e a mentalidade japonesa)

Uma compilação de entrevistas após o atentado ao metro de Tóquio pela seita Aum Shinrikyo com gás Sarin em 1995.

Murakami entrevista num primeiro momento as vítimas do atentado (entenda-se por vítimas os que sofreram fisicamente com o ataque com gás e, em alguns casos, as suas famílias) e alguns seguidores (nem todos eram "renunciantes", termo atribuído a quem renunciava à vida na sociedade para entrar na Aum) que na sua grande maioria se sentiram enganados pela Aum.

O livro é em tudo comovente. Pela realidade que encerra, pela simplidade com que algumas vítimas olham para o passado e para o que lhes aconteceu, pelo ódio de outras. É-o também por causa daqueles que, por terem pertencido à Aum, por não saberem o que realmente a seita pretendia (ou o seu líder máximo) viram cair por terra tudo a que se entregaram a determinada altura da vida e nunca conseguiram voltar a ter uma vida "normal".

É igualmente interessante tentar compreender porque é que a maioria das pessoas que pertenciam à seita eram altamente qualificadas e com grande sucesso no que faziam (estivessem ainda na fase da formação académica ou já no mundo do trabalho) se tornaram "renunciantes" porque sentiam que não encaixavam na sua sociedade.

quinta-feira, junho 18, 2009

Pensão família

Devia estar no Guia Boa Cama e Boa Mesa, já que não tenho feito mais nada por lá para além de comer e dormir.
Pai e Mãe (e já agora Cupi) não desesperem, em breve tudo voltará ao normal!

Da paciência...

... que não tenho para aquelas demonstrações de amor que me tiram do sério porque são cínicas. De abraços e cumprimentos que não são mais do que um momento, que não demonstram nada, porque o amor é feito de gestos um bocadinho mais profundos e menos banais do que abraços e beijinhos.
A beijoquice sempre me tirou do sério, principalmente quando sabem perfeitamente que odeio que me agarrem a cara e me espetem 50beijos na bochecha numa demonstração de saudades que não têm, porque simplesmente não querem saber. E é mais ou menos recíproco (ainda que eu ceda algumas vezes, porque não consigo ser completamente indiferente).
Ninguém percebe nada - esta pode muito bem ser a minha versão adolescente que acha que o mundo está contra ela e não o inverso - porque não é por aí que eu vou passar a gostar mais ou menos, a ter mais ou menos paciência. Porque já não tenho mesmo nenhuma. Para dramas, para ter de estar bem disposta porque alguém achou que é assim que deve ser, porque a minha vida vai muito além da minha (alguma) família e há coisas que me tiram mesmo do sério.
Só quero que me deixem em paz, que não me façam sentir obrigada a sentir o que não sinto, porque algures lá atrás, sem que me aparecebesse disso, deixei mesmo de sentir. Não sei exactamente quando, mas também não é isso que interessa, porque deve ter sido uma gota de água qualquer como tantas outras que houve e deixei passar.
Podes achar que devo sorrir e eu até sorrio. Podes achar que devo "dar lembranças" e até dou. Mas não me obrigues a sentir o que não sinto, até parece que não me conheces...

terça-feira, junho 16, 2009

Da felicidade

... Pois na minha pequenez
Se detiveram Seus olhos...

terça-feira, junho 09, 2009

Outra vez

Vou para o "laboratório de felicidade". Onde realmente sou feliz.

sexta-feira, junho 05, 2009

Praia Azul

Não sei, não conheço, não quero saber. Vou!

quarta-feira, junho 03, 2009

Das pequenas coisas irritantes

(JL ao telefone)
-Muito boa tarde, estou a falar com o Sr. X?
-Sim, sim.
-Daqui fala do CNO do Centro de Formação, Sr. X, era para marcar uma sessão de esclarecimento na próxima 4ª feira às 19 horas, pode comparecer?
-Ora deixe ver... 4ª feira...às 7... Posso, acho que posso, mas olhe, ligue-me no próprio dia à tarde para me lembrar!

(de novo JL ao telefone)
-Muito boa tarde, estou a falar com o Sr. Y?
-É o próprio.
-Daqui fala do CNO, (blablabla a mesma conversa).
-Assim tão em cima da hora... não sei...
-Pois é, Sr. Y, mas já lhe tentei ligar várias vezes, para além dos ofícios enviados por carta, aos quais o Sr. nunca deu resposta... Daí estar a ligar hoje...
-Ah, 'tá certo... Olhe, posso ligar para este nº que apareceu a confirmar?
-Não, este é um nº de saída, mas pode ligar para este que lhe vou dizer: 239...
-Olhe, mande-me uma mensagem que eu estou na minha hora de almoço e não posso escrever.
(não vale a pena escrever o resto, mas garanto que não me passei daquela maneira que alguns conhecem).


Pois bem, chamem-se fascista, chamem-me o que entenderem. Não quero saber. Portugal é um país pouco qualificado por isto. Eu faço um serviço público, eu dependo das pessoas, dependo da qualificação das mesmas. Mas assim não vamos a lado nenhum., porque é suposto isto ser uma troca. Uns precisam de qualificação, outros são pagos para ajudar nessa mesma qualificação.

quarta-feira, maio 13, 2009

A afirmação que resolvia tudo

Estou a ir, espera...

Madrugadas

Escreveram-se de madrugada. (As novas tecnologias dão nisto, podemos escrever em tempo real à hora que bem nos apetecer.)

Foi uma espécie de súplica, entre choros escondidos e a fadiga que a madrugada, por mais que se não queira, traz consigo.

Fizeram-se perguntas, deram-se poucas respostas porque não há respostas àquelas perguntas. Começou com o pânico de quem não percebe o que se está a passar e se enche de angústia.
Acabaram como sempre: a dormir, cada um com os seus sonhos.

terça-feira, maio 12, 2009

Não há pontes seguras

Deixou de ser. Construiu a vida sobre pilares que eram aquilo em que mais acreditava, as suas verdades absolutas. Ainda não percebeu se foi só um que cedeu, se foram mais. Ainda não percebeu se foi um erro de cálculo ou pura ingenuidade.
Afastou as núvens negras, despediu-se da má fortuna. Enviou uma carta, daquelas que dizem tudo e não são para ninguém.
E acha que resolveu o Problema.

quinta-feira, maio 07, 2009

Humor real

(...)
«Além do mais, a agressão a Vital Moreira nega a ideia da morte das ideologias e da luta política. Como se vê, a luta política existe no sentido próprio da expressão, o que se saúda. E, na minha opinião, quando a luta política tem mais de luta do que de política, os cidadãos têm mais vontade de participar. Os portugueses interessam-se muito mais por um debate político se puderem aglomerar-se em redor dos candidatos a gritar: "POR-RA-DA! POR-RA-DA! POR-RA-DA!"»

Ricardo Araújo Pereira, Visão de 07/05/2009

quarta-feira, maio 06, 2009

Das coisas esquisitas que não têm título

É uma segurança e todos precisamos de nos sentirmos seguros, nem que seja pontualmente.
Faz lembrar o (nosso) mar: por vezes, mais vale não mergulhar nele, por segurança. É certo que (quase) nunca o faço, porque é bom arriscar e mergulhar, ainda que me enrole e me encha de areia, ainda que volta e meia me puxe.
Não sei se é a segurança que quero, muito menos se é a que preciso. Mas nem sempre é bom arriscar, muito menos em mar revolto.
Nunca soube dizer adeus, sempre evitei despedidas - a quantidade de vezes que te despedi sem remorços e depois te reencontrei obriga-me a concluir que não pode ser por aí. Também não sei por onde é, mas vamos aguardar, com a paciência que agora me obrigo a ter, por mais que me custe.

Siddartha, Hermann Hesse


A personagem principal é Siddartha e o livro uma viagem: a sua viagem pela vida em busca de entendimento, de razão, da felicidade. Passa por várias fases de introspecção, por várias vivências e maneiras de encarar o mundo e a vida: desde as mais espirituais às completamente mundanas. Penso que não encontrou o caminho, como, aliás, a maiora de nós.

quinta-feira, abril 30, 2009

Para o 1º de Maio

Eu hoje venho aqui falar
duma coisa que me anda a atormentar
e quanto mais eu penso mais eu cismo
como é que gente tão socialista
desiste de fazer o socialismo
é querer fazer arroz de cabidela
sem frango nem arroz nem a panela
(...)
Eu amanhã posso não estar aqui
mas também, para o que eu aqui repeti...
é que eu não sou o único que acho
que a gente o que tem é que estar unida
unida como as uvas estão no cacho
unida como as uvas estão no cacho

Sérgio Godinho

terça-feira, abril 28, 2009

E o povo, pá?

Dá-lhe, Falâncio!

Obrigada J.M. por esta maravilha!!!

sexta-feira, abril 24, 2009

Do 25 de Abril




A Revolução faz 35 anos e para a comemorar lembrei-me do poema de Manuel Alegre, há 5 anos, quando o Governo da Coligação PSD/CDS resolve tirar o "R" de Revolução e espalhou cartazes pelo país com a palavra "Evolução".






Trinta anos depois querem tirar o r
se puderem vai a cedilha e o til
trinta anos depois alguém que berre
r de revolução r de Abril
r até de porra r vezes dois
r de renascer trinta anos depois


Trinta anos depois ainda nos resta
da liberdade o l mas qualquer dia
democracia fica sem o d.
Alguém que faça um f para a festa
alguém que venha perguntar porquê
e traga um grande p de poesia.


Trinta anos depois a vida é tua
agarra as letras todas e com elas
escreve a palavra amor (onde somos sempre dois)
escreve a palavra amor em cada rua
e então verás de novo as caravelas
a passar por aqui: trinta anos depois.»
Manuel Alegre

quinta-feira, abril 23, 2009

Sputnik, Meu amor Haruki Murakami




Sputnik, Meu amor retrata a solidão e a ausência. É melancólico sem ser lamechas. Uma paixão platónica de uma mulher por outra; um amor sem limites do narrador por uma das mulheres. O amor, sempre o amor. Sputnik significa em russo "companheiro de viagem" e é numa viagem à Grécia (suponho haver uma certa obsessão de Murakami por este país, já em Crónica do pássaro de corda é uma constante) que tudo acaba por acontecer: Sumire, qual satélite russo, desaparece sem deixar rasto.

Há também uma certa obsessão da minha parte por Murakami, confesso.




terça-feira, abril 21, 2009

1ª sessão de BC

Não compreenderão todos o que o título quer dizer, ainda que explique que "BC" quer dizer "Balanço de Competências".
Não foi igual à primeira formação que dei, quando tremia por todos os lados e não conseguia olhar para as pessoas (que até hoje não esqueço). Hoje comecei (a valer) a minha nova profissão. Hoje saí duma sala sem luz natural e com eco de sorriso estampado na cara. Bem sei que não vai ser sempre assim, mas hoje os olhos raiados de vermelho, as pernas a doerem (ainda que não tenha tremido) e a sensação de que já não digo coisa com coisa fazem sentido!
Depois desenvolvo.
PS - Hoje nasceu o Guilherme, hoje é o primeiro dia do resto da sua vida. Hoje não vai ser um dia a esquecer nos próximos anos.

domingo, abril 19, 2009

Conversas de café

Não quis, no meio daquela conversa, dicordar demais. Falou-se de viagens, de mudar de vida, de viver fora de Coimbra, de Portugal. Discordei q.b., porque sempre encontrei um certo provincianismo em pessoas que dizem mal do país que têm porque só conhecem o lado bom (turístico ou não) do estrangeiro. Falou-se do glamour de Nova Iorque, da maravilha dos EUA (qual terra das oportunidades) e dos países mais desenvolvidos que nós. Não quis, mais uma vez e como sempre faço quando discordo do que ouço, no alto da minha arrogância porque acho que ninguém vê as coisas como elas são, mostrar o poder do meu ventrículo esquerdo e lembrar tudo o que de mau há nesses sítios, bem como cá, ao nosso lado, na nossa rua ou bairro. Calei-me.
E depois encontrei isto, no blogue do Pedro Ribeiro onde vou habitualmente através do blogue da minha grande amiga Francisca. E diz tudo o que penso sobre o assunto.


segunda-feira, abril 13, 2009

2

São 2 anos, 2 beijinhos, 2 gargalhadas, 2 saudades, porque a saudade passou a ser mensurável.
Comemoram-se 2 anos de menino, 2 anos de tia babada.

Sabes o mundo inteiro? Eram precisos mais de 2 para caber lá o quanto gosto de ti.

Gosto


Gosto do vosso cheiro, dos sorrisos, das gargalhadas e das birras.

Gosto de inventar brincadeiras, de rebolar no chão, de quando me vêm acordar ao colo da avó.


Gosto das festinhas que o Mano dá ao Migalhinha e das súbitas mudanças de humor quando lhe resolve dar uma palmada.


Gosto de brincar à plasticina e de fazer festas que dóem ao Cupi.


Gosto de vocês mais do que achei ser possível.


quarta-feira, abril 08, 2009

A Má Hora (o Veneno da Madrugada)


de Gabriel García Márquez. A vida duma localidade envolta em pasquins, o que todos sabem sobre a vida privada de cada um torna-se público anonimamente. Chega a hora da desgraça quando um marido ferido no seu orgulho pela infidelidade da mulher tornada pública assassina o amante responsável pelo adultério. Todos estão ameaçados (não há vida sem segredos) e todos podem ser responsáveis.

A personagem: o Padre Ángel (não explico porquê porque estragaria parte do prazer da leitura do livro).


Confesso que a determinada altura me perdia no meio da história, talvez por isso não tenha achado o livro fantástico como quase todos os que li de Gabo. Não sei se a culpa é do livro (e do seu autor) ou minha. Daqui a uns tempos veremos, quando me entregar à sua releitura.

terça-feira, abril 07, 2009

Do amor

«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.»

Tommy, 6 anos

Recebi por email uma série de frases de crianças acerca do amor. Esta foi uma delas e não podia ser mais verdadeiro.

terça-feira, março 31, 2009

Eu até nem sou de intrigas...

... mas ao fim de algumas semanas de resistência, não aguentei e tinha de postar esta pérola no Blogue.

Enigmas...

Bem sei que não se deve responder a uma pergunta com outra pergunta, mas quando não se faz a mínima ideia do que nos estão a perguntar e perguntamos de volta... não é suposto ter resposta...? Estou confusa.

segunda-feira, março 23, 2009

Crónica do Pássaro de Corda, Haruki Murakami


A transformação do real em sonhos e pesadelos. A determinada altura nada se distingue: Toru Okada - personagem central e narrador - não parece entender a sua própria vida, os acontecimentos que lhe mudaram o passado, revirando o futuro. É um livro que nem sempre é fácil, com episódios violentos entre outros surreais. Ainda estou a digeri-lo, fica por isso a crítica do "The Observer":

Um fantástico cruzamento entre Woody Allen e Franz Kafka.


E é verdade.

quarta-feira, março 18, 2009

Quando o verbo começado por L devia começar por F

Não me lixem. É-me indiferente que façam caras simpáticas, que riam quando digo uma piada. Quero lá saber, desde que me respeitam e que eu seja tida em conta naquilo que realmente me diz respeito. O resto também conta, mas conta menos do que o que é verdadeiramente importante que está directamente relacionado (imaginem uma seta sem uma única curva) com o meu desempenho e aquilo que faço com seriedade.
Não me lixem, que me estou pouco borrifando para as piadinhas do costume e as conversinhas a roçar o íntimo - que nunca o serão, esse lugar está já ocupado - só para se convencerem que até são gente cool apesar da idade e dos vícios e da vidinha de merda que levam porque apenas ambicionam a vidinha que já têm.

quarta-feira, março 11, 2009

domingo, março 08, 2009

Das Pessoas

Pessoas. Todas diferentes, umas mais diferentes que outras. Pessoas que irritam, que desiludem, outras que nos fazem sorrir, outras ainda que nos fazem rir à gargalhada.
São pessoas, pessoas como nós. Pessoas que se magoam, que lutam, outras que se amam e que fariam tudo por outras pessoas.
Pessoas que nos trazem boas notícias e que podem mudar o mundo (o nosso mundo), outras que simplesmente parecem ser pessoas descontentes, desiludidas, tristes e por isso espalham apenas as notícias que ninguém quer saber, que nos fazem perceber que o nosso mundo não é assim tão genial e cheio de boas pessoas.
Pessoas que mudam, para melhor. Outras para pior, nunca deixando de ser pessoas.
Tenho tido muita dificuldade em entender (certas) pessoas, acho que é a razão pela qual gosto tanto de livros, onde as pessoas são aquilo que alguém quis que fossem, ou simplesmente aquilo que queremos que sejam.
- Bom dia, Pessoa!
- Pessoa? Hoje sou Pessoa?
- Sim, quero fazer das pessoas de quem gosto um "lugar comum", pessoas como tantas outras.
- Queres explicar-me o sentido disso?
- Vou deixar de poder dizer que gosto mais de animais do que de "certas pessoas", porque a partir de agora as pessoas podem ser as que mais amo.
- Preferia quando me chamavas "Ambrósio".
- Eu sei, mas por agora vais ser "Pessoa" para ver se consigo ver todas as pessoas com outros olhos, os olhos de quem gosta das pessoas.

sábado, fevereiro 28, 2009

Lucky (em parte)

(...)

Boy I hear you in my dreams
I feel your whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again

(...)Every time we say goodbye
I wish we had one more kiss
I'll wait for you I promise you, I will

(...)

Though the breezes through trees
Move so pretty you're all I see
As the world keeps spinning round
You hold me right here right now

(...)

Jason Mraz

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Mudanças

Começa-se por mudar o template do blogue para ver se ajuda na arrumação da vida. Volta e meia é preciso sacudir o pó e organizar tudo de novo. Para tentar ver tudo mais nítido.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Apetecia-me

Que as semanas passassem mais depressa.
Despedir todos os dias alguém, como antigamente, só porque me lembrei que o podia fazer sem consequências para além da de me chamarem maluca.
Gozar com a Abrótea da Açoreana e os seus nelismos.
Gritar "Olé qualquer coisa" e brincar às baterias.
Rir-me da organização à Caxuxa, do gozo da Mãe a rir da própria filha vestida de Tigre, da afonia da Noiva que voltou dos trópicos e ficou sem voz; Dos passanços calmos mas hilariantes da Doralice; Do M. cujos meus berros o desconsertavam; Do chefinho e os seus bacalhaus diários juntamente com um "Juanita, já te tinha visto hoje...?"
Apetecia-me que o tempo tivesse parado lá atrás, onde tudo era mais simples por ser muitíssimo mais complicado.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Coisas estúpidas de que me lembro IV

Não sei se para deixar de fumar pensativos cigarros deva parar de fumar ou parar de pensar. A segunda hipótese parece-me bastante aliciante.

sábado, fevereiro 07, 2009

Paz de Santiago

Bebo tus ojos beso tus labios te respiro
Beso tus ojos bebo tus labios te rehablo
Paz peregrina de Santiago
Ave de paso Canto que vuela

Bebo tus ojos En el ocaso
Bebo tus ojos beso tus labios te respiro
Beso tus ojos bebo tus labios te rehablo
Paz peregrina de Santiago
Luna viajera Ave de paso Canto que vuela

Bebo tus ojos En el ocaso
Louca ternura
Beso tus labios
Bebo tus ojos
Paz de Santiago

Letra: João Afonso
Música: Luis Pastor

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Coisas estúpidas de que me lembro III

Se em vez de ter café à borla me dessem antes à borla o bagaço (que como todos sabem, o segundo é precedido pelo primeiro) beberia o café à mesma e teria dias bem mais alegres!

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Gratidão

Guardei as lágrimas para uma altura em que tudo estivesse mais claro. Não há clareza nas despedidas, não há manhãs com cheiro a terra molhada em que os sentimentos sejam mais límpidos.
A chuva faz as enchentes, assim como as lágrimas enchem os dias que não fazem sentido, porque só na alegria de estarmos juntas todos os dias e em que tudo era guardado sem que percebêssemos, qual cofre com tesouro no fundo do mar, é que tudo era puro. Não há nada que seja para sempre, e como sempre há olhos marejados no momento das lembranças.
Foram vocês que me encheram os dias dos últimos meses, é convosco que continua guardada a chave da porta que se abre para aquilo que nunca acreditei ser possível.
Ganhei 3 irmãs numa altura em que achei que já tinha as suficientes e um punhado de amigos. O lugar comum "não podia ser mais rica" faz hoje todo o sentido.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Mudanças

Eu que sempre as adorei, hoje, na perspectiva de uma, estou vazia.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

A morte de Ivan Ilitch, Lev Tolstoi


O prefácio à edição portuguesa é de Lobo Antunes que diz "Tudo o que somos se acha em poucas páginas, escrito de uma forma magistral". Uma obra sobre a morte ou que nega a morte - a opinião não é unânime, mas que reflecte o mais profundo da natureza humana. Os sentimentos desvairados de quem sofre, numa dor física e agonizante, aliados aos que o rodeiam que o não compreendem, não sentem com ele, não o julgam à beira da morte.
Um livro pequeno mas intenso.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Pensamento do dia

Life isn't fair, but it's still good.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Coisas estúpidas de que me lembro II

A solução para as perguntas idiotas está em conseguir ser mais idiota do que a própria pergunta. É um exercício complicado, mas possível.

A outra opção seria apagar a luz... mas correríamos o risco de não conseguir fugir da pergunta, ou tropeçar, ou... ir contra alguém manifestamente idiota. E pode ser contagioso... pelo contacto físico.

Coisas estúpidas de que me lembro I

A quantidade de problemas que resolveria enfiando meia dúzia de Xanax's pela goela abaixo de certas pessoas...

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Memória de Elefante, António Lobo Antunes


Uma crise existencial. A solidão, a tristeza, a ausência. Um dia de um psiquiatra que ora é narrador, ora não: confundem-se, entre os capítulos, a primeira e a terceira pessoas. Memórias de um tempo ausente que não volta: a mágoa. É o primeiro romance de A.L.A., é uma esquizofrenia de sentimentos, regressado de Angola e a enfrentar o fim dum casamento, longe da mulher e das filhas. No fim, o recomeço:
"Amanhã recomeçarei a vida pelo princípio, serei o adulto sério e responsável que a minha mãe deseja e a família aguarda, chegarei a tempo à enfermaria, pontual, grave, pentearei o cabelo para tranquilizar os pacientes, mondarei o meu vocabulário de obscenidades pontiagudas. Talvez mesmo, meu amor, que compre uma tapeçaria de tigres como a do Senhor Ferreira: podes achar idiota mas preciso de qualquer coisa que me ajude a existir."

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Há um ano foi assim

Pela Joana, para que continue a sua caminhada de Fé e Alegria na Graça de Deus.

Pela Beatriz, pelo Vasco e pela Carolina, por todas as crianças e por aquelas que hão-de vir, para que cresçam em harmonia e na paz de Deus.

Pelos amigos, para que continuem a testemunhar e viver a União com Deus.

Pelos meus Pais, por me terem dado a conhecer a Liberdade e em Liberdade me terem ensinado a fazer as minhas escolhas. Pela minha família: Avós, Tios, Primos, Mana, Afonso e pela Cristina.

Pelo Maranathá, para que Jesus continue a vir a nós.

Pelos meus Padrinhos, para que continuem a ser um exemplo e para que me ajudem a ser também um exemplo para os outros.

Pelo Pe Filipe, Pela Companhia de Jesus e por toda a Igreja, para que continuem a ser um exemplo de Fé e a testemunhar Cristo.


quarta-feira, janeiro 14, 2009

Mais um sarilho

"Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde acabam."

D. José Policarpo

Não tivesse visto as imagens, acharia que seria mais uma das piadas do Bruno Aleixo. Se assim fosse, teria piada. Não sendo, não tem graça nenhuma.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

O Cúmulo da Organização

















Obrigada Maria Caxuxa, por este apontamento de humor :)

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Pensamento do dia

Esquecer uma mulher inteligente custa um número incalculável de mulheres estúpidas.
António Lobo Antunes

terça-feira, dezembro 30, 2008

A Viagem do Elefante, José Saramago


Século XVI. Corte Portuguesa e o início da viagem de Salomão, o elefante que viaja de Lisboa até Viena e que inspira um "conto" (como Saramago prefere chamar-lhe, em vez de romance) que é sobretudo humano. D. João III resolve oferecer ao arquiduque da Áustria um elefante indiano: assim começa a história (que tem pouco de histórico, apesar de alguns factos verídicos). A personagem: o Cornaca Subhro que passa a chamar-se Fritz por capricho do arquiduque (e o elefante passa a chamar-se Solimão).

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Oração de Natal


Senhor, nesta Noite Santa,

depositamos diante de Tua manjedoura

todos os sonhos, todas as lágrimas e

esperanças contidos em nossos corações.

Pedimos por aqueles que choram

sem ter quem lhes enxugue uma lágrima.

Por aqueles que gemem

sem ter quem escute seu clamor.

Suplicamos por aqueles que Te buscam

sem saber ao certo onde Te encontrar.

Para tantos que gritam paz,

quando nada mais podem gritar.

Abençoa, Jesus-Menino,

cada pessoa do planeta Terra,

colocando em seu coração um pouco

da luz eterna que vieste acender

na noite escura de nossa fé.

Fica conosco, Senhor!


Assim seja!

(autor desconhecido)

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Não vou contar a ninguém, fica um segredo só nosso. Gosto de segredos, da cumplicidade única que sempre tivemos e que se foi perdendo no espaço e no tempo - principalmente no tempo. Não sei se ganharemos alguma coisa agora, depois desse tempo que fomos perdendo a ser felizes aos bocados, numa espécie de espelho partido que se ia colando e descolando.
Hoje colaremos mais um bocadinho desse espelho, onde nos veremos mais velhos e mais serenos e a reescrever a história escrita tantas vezes da mesma maneira, apagada a maioria das vezes por mim (por não aguentar, nunca por fraqueza).

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Natal dos Simples

Procurámos o lugar mais quente da casa para nos sentarmos e viajarmos em lembranças e novidades. Tinha sido assim muitas vezes, mas já não era há muito tempo, por isso teve um sabor tão especial.
Aqueceram-me o quarto na esperança de eu chegar, naquela noite, ainda que tarde. Ainda bem que resolvi ir, nunca saberia o que ia perder. Foi um Natal antecipado. Dos simples, como eu gosto.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

O Jogo do Anjo, Carlos Ruiz Záfon


Mantém-se a Barcelona sombria e triste, bem como o Cemitério dos Livros Esquecidos d'A Sombra do Vento. David Martín, um jovem escritor nos anos 20 do século XX, é o protagonista desta história que une o fantástico ao aterrador.
O amor pela escrita, pela leitura e pelos livros, personificado um pouco por todas as personagens, mas principalmente na de Daniel Sempere, o velho livreiro que deu a conhecer o mundo dos livros a David.
O Jogo do Anjo não é uma continuação de A Sombra do Vento, mas a paixão pela literatura permanece e prende quem também a tem.
Recomendo vivamente.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Sem título

O meu amor tem lábios de silêncio
E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito

O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura.

O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe.

Jorge Palma

terça-feira, dezembro 02, 2008

Obrigada

A todos os que ajudaram, a todos os que contribuiram.


quinta-feira, novembro 27, 2008

Os livros

Lembrei-me de que o velho livreiro sempre me tinha dito que os livros tinham alma, a alma de quem os escrevera e dos que haviam lido e sonhado com eles.


Carlos Ruíz Safon in "O Jogo do Anjo"

sexta-feira, novembro 21, 2008

Humor :)

O meu Deus das pequenas coisas

Preciso duma música. Nova, inspiradora. Que me ajude, que me guie, que me faça sentir e saber o que é melhor para mim.

Preciso de um abraço. Amigo, sentido. Que me distinga de todas as outras pessoas. Diferente: nem melhor, nem pior.

Preciso de um beijo. Um só. Roubado. Nem que seja roubado. Que me faça soltar uma gargalhada. Que me faça dar Graças pelas pequenas coisas.

quarta-feira, novembro 19, 2008

A liberdade é uma maluca, que sabe quanto vale um beijo!

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
o sistema é antigo e não poupa ninguém
somos todos escravos do que precisamos
reduz as necessidades se queres passar bem
que a dependência é uma besta
que dá cabo do desejo
e a liberdade é uma maluca
que sabe quanto vale um beijo



Enquanto houver estrada para andar
a gente vai continuar
enquanto houver estrada para andar
enquanto houver ventos e mar
a gente não vai parar
enquanto houver ventos e mar


Jorge Palma

terça-feira, novembro 18, 2008

Pensamento do Dia

Pode alguém ser quem não é?

terça-feira, novembro 11, 2008

Pensamento do dia

Moro na minha própria casa
Nunca imitei ninguém
E rio-me de todos os mestres
Que nunca se riram de si

Friedrich Nietzsche

quarta-feira, novembro 05, 2008

terça-feira, novembro 04, 2008

Movimento Perpétuo Associativo

Ofereceram-me esta música por "ser a minha cara". Todos no meu trabalho são obrigados a ouvi-la. Obrigada, Francisca! :)

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vais parar!


Agora não, que é hora do almoço…
Agora não, que é hora do jantar…
Agora não, que eu acho que não posso…
Amanhã vou trabalhar…

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!


Agora não, que me dói a barriga…
Agora não, dizem que vai chover…
Agora não, que joga o Benfica…
e eu tenho mais que fazer…

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, é esta a direcção!


Agora não, que falta um impresso…
Agora não, que o meu pai não quer…
Agora não, que há engarrafamentos…
Vão sem mim, que eu vou lá ter…

http://www.youtube.com/watch?v=us9dIcLjfKM


quarta-feira, outubro 29, 2008

Not as We

Day one day one start over again
Step one step one
I'm barely making sense for now
I'm faking it I'm pseudo making it
From scratch begin again but this time I as i
And not as we


Alanis Morissette e Guy Sigsworth

quarta-feira, outubro 22, 2008

Horas extraordinárias

Faço-as com gosto, porque gosto. Porque preciso de vez em quando, porque nelas esqueço e abstenho-me.


Foi a saudade do teu braço
E o olhar que já da tua luz me dói
Trabalhei sem dar pelo can saço
Horas extraordinárias, foi
Um dia que passou num furacão
Um furacão que se amainou, só
Quando aparte o amor eu me vi só
Atirando a moeda ao ar
Diz-me que cara ou coroa eu vou ganhar
Diz-me quanto eu fiz bem em me apostar
E que bem fiz em ter por necessárias
As horas extraordinárias

S.G

Já não se escrevem cartas de amor, Mário Zambujal


Desde a "Crónica dos Bons Malandros" que me delicio com o que escreve Mário Zambujal. São livros normalmente leves, com enorme sentido de humor e de diferentes realidades.
Todo o livro se insere num simples fim de tarde e serão, onde Duarte relembra a saudosa década de 50 passada em Lisboa na sua juventude. Cada Capítulo tem o presente e o passado, as memórias surgem em catadupa enquanto aguarda a chegada da mulher que volta de Lisboa. Zambujal tem a capacidade impressionante de me prender à leitura, de sentir com as personagens.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Oração Universal (excerto)

Por todos aqueles milhares de homens, mulheres e crianças
Cujo coração ainda bate fortemente para lutar,
Cujo espírito se revolta contra a injusta sorte que lhes foi imposta,
Cuja coragem exige o direito à inestimável dignidade

Nós Te invocamos, Deus nosso Pai.
Envia operários para a Tua seara.

Por todos aqueles milhares de crianças, mulheres e homens
que não querem amaldiçoar,
mas sim amar e orar, trabalhar e unir-se,
para que nasça uma terra solidária.
Uma terra que seja nossa terra.
onde cada homem daria o melhor dele mesmo
Antes de morrer

Nós Te invocamos, Deus nosso Pai.
Envia operários para a Tua seara.

Padre Joseph Wresinski, Oração feita na Catedral de Notre-Dame em Paris a 17 de Outubro de 1987

Quando os meus ideais muitas vezes parecem entrar em conflito com a minha Fé, dão-me a conhecer estas maravilhas. Obrigada G.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Num País Livre, V.S. Naipaul


Um conjunto de histórias diferentes com um elo em comum: a emigração, o exílio, a liberdade, o preconceito. E solidão, muita solidão. Muito denso, é um livro que se distingue dos outros (poucos) que conheço deste autor britânico originário das Caraíbas: é, página a página, perturbador.

Este livro foi-me oferecido, a dedicatória dizia
Para alguém que, tal como o livro, consegue ser ao mesmo tempo compreensiva e implacável.

(
obrigada pela oferta, M.)

quarta-feira, outubro 15, 2008

Obrigada, meu Anjinho.

Anjo da Guarda,
minha companhia,
guardai a minha alma
de noite e de dia

quarta-feira, outubro 08, 2008

Angústias

Tínhamos 16 anos e algures na Barragem de Castelo de Bode falávamos da vida, de Deus, de amor: dos nossos amores à época. Tornámo-nos amigas e a vida foi-nos separando com naturalidade.
Nessa altura nunca imaginámos onde estaríamos daí a 10 ou 15 anos. Hoje vives o que deve ser o pior dos momentos da tua vida e, não podendo estar contigo, aqui fica a minha homenagem a ti, que és mulher e mãe com uma vida inteira pela frente, que mostraste durante todo este tempo que és uma grande mulher.
Na minha ausência forçada - queria ter estado aí hoje - rezo por ti e por eles, os homens da tua vida.

terça-feira, outubro 07, 2008

Abismos

Não foi um passo em frente no momento em que se estava à beira do abismo, mas quase.
Agora chove - a chuva lava muita sujidade - e o tempo faz adivinhar mudanças.

É aqui, neste tempo, com este tempo que se alteram olhares, diferentes olhares de ver o que é tão óbvio.
A única garantia é que a perspectiva de hoje será a de sempre, para sempre.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Pensamento do Dia

Percebi que a Lua nem sempre anuncia que é quarto crescente ou que está cheia.

Não sei se te deva agradecer.

quarta-feira, outubro 01, 2008

A pergunta

Quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz?

Chico Buarque

segunda-feira, setembro 29, 2008

sexta-feira, setembro 26, 2008

Pensamento do Dia

"O Mau Humor tem Hálito".

Ruy de Carvalho, Revista Única de 20/09/2008

quinta-feira, setembro 25, 2008

Humor



Início - Ensinar a Acreditar

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

Artigo 1.º da Constituição da República Portuguesa



terça-feira, setembro 23, 2008

Desenlace

Arrefecemo-nos em pleno Outono, coincidentemente. Foi uma tempestade, com direito a relâmpagos e trovões.
O meu cenário, apesar da tempestade, era diferente. Junto ao mar, o céu estava azul e via-se o sol. De costas voltadas para o mar depois de um mergulho gelado, uma imensidão de núvens pretas. (Esta é a mais pura das verdades e o escaldão que apanhei comprova-o)
Há sempre dois lados, foi o que pensei. Mas continuo a preferir ficar mais perto do mar e do céu azul, onde coincidentemente estou mais perto de ti.

Sapatos de Rebuçado, Joanne Harris

O regresso Chocolate em mais uma história fascinante que começa na normalidade que a vida de Vianne Rocher nunca teve. Com duas filhas, Anouk e Rosette, e a sua inigualável loja de Chocolates, tudo parecia em Paz até chegar a mulher de sapatos de rebuçado, Zozie de l’Alba. Uma mulher meticulosa, rancorosa mas sedutora é capaz de tudo para abalar o mundo calmo e feliz da família Rocher.
Joanne Harris não dispensa a magia que caracteriza a sua escrita e as suas personagens e surpreende com esta revisitação de Chocolate.

Obrigada queridos amigos por este presente no dia dos 28.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Coisas que ando a fazer (e não sei se bem) V

Segundo o relatório da OCDE “Economic Policy Reforms – Going for Growth” de 2005, Portugal apresenta níveis de escolarização muito diminutos quando comparados com os restantes países, agravados pelo facto de ser um problema transversal às gerações e não apenas da população mais velha. Os dados do relatório da OCDE assim o constatam: 45% dos jovens activos entre os 18 e os 24 anos não têm o 12º ano concluído e destes, 25% não chegaram sequer a concluir o 9º ano.

(...)

É neste âmbito que são criados os Centros Novas Oportunidades (CNO) cujo objectivo é Reconhecer, Validar e Certificar Competências da população adulta inserida no mercado de trabalho.


(...)

A qualificação da população adulta tem sido uma prioridade, mas os problemas de desemprego, de crescimento económico e as suas repercussões na coesão e paz sociais continuam bem patentes na realidade portuguesa.

Esta estratégia apresenta, porém, algumas fraquezas: será que a qualificação da população adulta tem influência na empregabilidade de quem dela usufrui? Podemos esperar que pessoas já inseridas no mercado de trabalho melhorem a sua situação profissional? Poderá o aumento da qualificação diminuir a taxa de desemprego? Estará o Governo a “facilitar” com mais esta via de conclusão da escolaridade mínima obrigatória e do ensino secundário, agindo assim mais sobre as estatísticas do que sobre os portugueses?

sábado, setembro 13, 2008

Desassossego

Vidas desassossegadas. O caos, a esperança.
Há coisas que por mais que não façam sentido - não fazem, por muito que se tente - nos tornam mais fortes.

Penso em ti a toda a hora e queria só poder tirar-te um bocadinho que fosse do que estás a passar.
Não podendo tirar nada, dou-te a única coisa que é possível dar: a esperança dos amigos.

domingo, agosto 31, 2008

Red Light

Noites a vermelho, porque a vermelho são as noites de verão.

Vermelho-morango, vermelho-sangue, vermelho-unhas pintadas de Verão.

Vermelho é a cor do Verão, vermelho-laranja, vermelho-Sol. Lua Vermelha, como na canção.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Felicidade é

a liberdade de fazer o que nos apetece.
Ser recebida em grande por velhos amigos.
Perceber que o tempo nos transformou e que há coisas que não mudam: ainda bem.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Acreditemos, claro. Claríssimo.

É a prova dos 9 - aquela que tantas vezes fizemos e nunca deu nenhum resultado - é uma fórmula que andamos há anos a tentar descobrir e nunca conseguimos encontrar.

domingo, agosto 03, 2008

Dias que passam, horas que vão

Tudo acontece a uma velocidade estonteante, entre viagens e mergulhos de mar (rápidos, sempre muito rápidos). A sensação de que os dias têm poucas horas é, afinal, uma descoberta feliz.
E tenho dito.

segunda-feira, julho 21, 2008

Venenos de Deus, Remédios do Diabo. Mia Couto


As personagens: Munda e Bartolomeu Sozinho, Suacelência e Esposinha. Sidónio Rosa, jovem médico (ou quase) à procura de um amor: Deolinda, filha do casal Sozinho. Um mundo estranho em Vila Cacimba, entre a vida e a morte.

Mia sempre acaba por "desconstruir" o português, por regressar à simplicidade da terra que o viu nascer e que só pode amar.

Mia é uma paixão que não terá nunca fim.

domingo, julho 20, 2008

de repente

é um palco quase sem luz, uma vida no lusco-fusco, na penumbra de sentimentos desvairados, sem sentido, incompatíveis.
sinais à sombra, apesar do sol - não há sombra sem luz - vidas cruzadas sem querer, mundos partidos ao meio exactamente pela linha da bifurcação criada pelo acaso.
a inércia tem vontade?

Sexta-feira, 18 de Julho

Querido Migalhinha,
Bem-vindo ao Mundo. Por estes lados o mundo mudou por existires, a vida é mais alegre porque estás cá lindo e saudável e muito pequenino.
Anteontem foi, literalmente, o primeiro dia do resto da tua vida: que seja uma vida alegre e sempre, sempre feliz.

P.S. - Tenho a sensação que o Vasco pensa que és um brinquedo novo. Não te assustes :)

segunda-feira, julho 14, 2008

Parto sem dor

E agora eu vou-me embora
e embora a dor
não queira ir já embora
agora eu vou-me embora
e parto sem dor

E parto dentro de momentos
apesar de haver momentos
em que dentro a dor
não parte sem dor

Sérgio Godinho

quinta-feira, julho 10, 2008

Revelações

Andei uns tempos a pensar se o defeito seria meu. Aprendi e defendi a tese de que a alegria no local de trabalho é um incentivo à produtividade.
Validei a minha tese, só para que se saiba. E hoje vejo que o defeito não era meu: durmo muitíssimo mais descansada.
O meu mau feitio matinal não me permite sorrir logo que acordo, mas já me deixa chegar às 9 com uma piadinha matinal.
Bem-haja.

segunda-feira, julho 07, 2008

As viúvas das Quintas-Feiras


de Claudia Piñeiro.

A vida num condomínio fechado (eu diria enclausurado) duma alta-sociedade decadente num país em crise. Problemas transversais a todas as classes, a desonestidade e a futilidade no seu auge. Três mortes misteriosas, a fuga pelo lado mais fácil.

A autora é uma jornalista argentina, o livro uma crítica duríssima a uma sociedade quase ridícula.


Obrigada pelo empréstimo, apesar de não ter achado o livro fantástico! :)

Sensações















Estradas marginais. Auto Pistas.
Risos, risadas, gargalhadas.
Dois noivos lindos algures em Espanha, uma vida de sorrisos pela frente.
Amigos. Amigos muito amigos.
Fiesta todo lo día, toda la noche.
Rota
Dores de garganta.
Risos e mais risos.
Branco. Granizo. Chuva. Trovoada.
Risos e mais risos.
Tapas, cañas.
"Tudo que lo quieras"
Jota free breakfast.
Gracias, muchas gracias.

segunda-feira, junho 30, 2008

Primeira...

... "palavra" do Vasco:

ão ão.

(isto faz mais sentido se soubermos que o Cupi é o seu melhor amigo).

terça-feira, junho 24, 2008

28

Gracias a la vida que me ha dado tanto

sexta-feira, junho 20, 2008

Rio das Flores, Miguel Sousa Tavares



Mais um romance histórico que me deixou agarrada à leitura até altas horas da madrugada. Não será a obra mais brilhante de MST, mas é sem dúvida um livro recomendável.
Personagens fascinantes num país agrícola e obsoleto no caos da I República que se prolonga até ao Estado Novo. Viagens entre a ruralidade alentejana, Lisboa e Brasil. Dois irmãos com ideais diferentes, uma família latifundiária no meio do Alentejo e Diogo "liberal" com outros sonhos.
Fiquei, contudo, com a sensação de que o livro acaba abruptamente e a personagem central, Diogo, é uma deslusão. (ok, esta parte é muito pessoal).

quarta-feira, junho 18, 2008

Emboscadas

Os fins não são mais do que recomeços, são começar de novo, fazer de novo e sempre melhor.
Não quero resgatar sorrisos porque o meu nunca desapareceu e hoje, apenas hoje, é só esse que me interessa. Não quero cumprir vinganças nem alcançar bonanças, a escuridão já não é o que era. Um fim não é, não será nunca, sinónimo de dor.

Foste como quem me armasse uma emboscada
ao sentir-me desatento
dando aquilo em que me dei
foste como quem me urdisse uma cilada
vi-me com tão pouca coisa
depois do que tanto amei

Resgatei o teu sorriso
quatro vezes foi preciso
por não precisares de mim
e depois, quando dormias
fiz de conta que fugias
e que eu não ficava assim
nesta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim

Foste como quem lançasse as armadilhas
que se lançam aos amantes
quando amar foi coisa em vão
foste como quem vestisse as mascarilhas
dos embustes que se tramam
ao cair da escuridão

Resgatei o teu carinho
quatro vezes fiz o ninho
num beiral do teu jardim
e depois já em cuidado
vi no espelho do passado
a tua imagem de mim
e esta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim

Foste como quem cumprisse uma vingança
que guardava às escuras
esperando a sua vez
foste como quem me desse uma bonança
fraquejando à tempestade
de tão frágil que se fez

Resgatei o teu ciúme
quatro vezes deitei lume
ao teu corpo de marfim
e depois, como uma espada
pousei na terra queimada
o meu ramo de alecrim
e esta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim.

Sérgio Godinho

domingo, junho 15, 2008

A pensar

Não é uma questão de ganhar ou perder. É o tempo que demoramos a entender as pessoas, a conhecer o seu íntimo, aquilo de que precisam - todos precisamos de alguma coisa sempre. É saber estar em silêncio sem que isso seja constrangedor, saber o que dizer na hora certa - um exercício impossível para a maior parte das pessoas como eu, que têm a mania de dizer tudo o que lhes vem à cabeça sem pensar nas consequências.
É estar atento aos outros e em tudo o que acreditamos, é sentirmos nem que seja um bocadinho da tristeza dos amigos, ainda que a não compreendamos, ainda que discordemos da forma e do conteúdo das suas decisões.
Na vida, como no mar, nunca se está verdadeiramente sozinho, e é nessa ausência de ausência que se tem de aprender a viver, ainda que se perca mais do que se ganhe.
Não é, de todo, uma questão de ganhar ou perder.

quinta-feira, junho 12, 2008

Frases essenciais

"A família, mais do que um ninho, é uma escola de voo."

"Laboratório de felicidade."

"Aqui há talentoooo"

"Espectaclare"

quarta-feira, junho 11, 2008

Últimas

5 dias, apenas com o essencial.

segunda-feira, junho 02, 2008

Ele explicou...

como consegue ter o cabelo assim
Qualquer coisa como:
Não lavar
Apanhar muito pó
Muita Laca
Não pentear.

Este blogue saúda todos os Pais cujos Filhos são fãs dos Tokio Hotel.

A minha música, sempre