domingo, março 18, 2007

Lembras-te quando éramos só nós, quando jogávamos a tudo (inclusivamente a quem batia melhor - eras sempre tu, é verdade.)? Lembras-te de quando ias embora e eu morria de tristeza? Quando eu ia embora e tu ias dormir para a minha cama quando as saudades apertavam? A excitação do regresso da que partia, mas sempre chegava, lembras-te? Lembras-te quando me zangava contigo e deixava por te tratar como sempre te tratei para te passar a tratar pelo teu nome? Lembras-te da quantidade de vezes que me enganava, porque sempre me soou mal tratar-te pelo nome?
Quando começámos a crescer e eu fui embora. Depois voltei e foste tu. Nunca mais voltaste, só de vez em quando. Quando chorámos abraçadas porque o Vagabundo das Estrelas tinha desaparecido, que crescidas que já éramos. O teu quarto está (quase) sempre vazio, a porta sempre entreaberta. Todos os dias se fala de ti, e não é de agora. A diferença é que agora quando se fala de ti se fala a dobrar.
Muitas vezes apetece-me ser pequenina outra vez. Agora apetece-me menos, deste-me um bom motivo.
Numa coisa somos exactamente iguais: na dificuldade que temos em dizer a quem gostamos que gostamos. Já não sei há quanto tempo não te digo que gosto de ti. Acho que desde pequenina, desde aquela fotografia em que eu ainda nem falava e tu tomavas conta de mim (sim, aquela na parede do meu quarto).
Em muitas outras coisas somos completamente diferentes: pensamos de maneira diferente, acreditamos em coisas diferentes. Discordamos muitas vezes.
Para além dos elos óbvios, há um que nos une cada vez mais e com cada vez mais força. E foste tu que o criaste. Não podia ser mais grata.
Maninha
Me mande um pouco
Do verde que te cerca
Um pote de mel
(...)
Maninha me traga meu pé de laranja-da-terra
Me traga também um pouco de chuva
Com cheiro de terra molhada
(...)
E não se esqueça de uma reza forte
Contra mau-olhado

Maria Bethânia

FDS

Hoje em dia tudo aparece em siglas. A primeira vez que recebi a palavra "fds" por "sms" achei que era uma asneira, apesar de no contexto não fazer grande sentido. Desculpem: apesar de no "ctxt" "n" fazer "grd" sentido (tenho a certeza que qualquer ou "qq" adolescente de 14 anos faria melhor do que ou "k" eu).
Este "fds" não parei. E soube-me bem, apesar de metade do mesmo ter sido a trabalhar. Sem grande paciência, confesso. Preferia ter ficado com o meu querido "Invisible Bastard" (que tem tudo menos de invisible e muito menos de bastard) a beber mais um belo fino naquela tarde fantástica. A falar da vida, que às vezes dói. Outras vezes dói mais nos outros e por isso dói tanto mais em nós. (não sei se isto está bem escrito, nem interessa)
Estou a adiar o telefonema, não me apetece dizer já que não.

quarta-feira, março 14, 2007

Manifesto Pró-Sesta

No meio das intituladas ralações laborais, agora mais numa fase filosófico-pluralista (confesso que nem eu sei bem o que isto quer dizer) surgiu-me a ideia brilhante do Direito à Sesta. Se que não é nova, mas aproveito este espaço público para defender a minha tese.
O argumento de que muitos trabalhadores do mundo (uni-vos!) não vão almoçar a casa não serve: um sofá algures numa dessas lojas tipo Moviflor não é assim tão caro, e ainda que estejamos numa fase (até ver sem fim) de "contenção de despesas", tenho em mim que a produtividade iria aumentar se todos pudéssemos esticar as pernas, encostar a cabeça e dormitar um pouco sobre os assuntos dos nossos deveres laborais depois de almoço.
Esta é uma ideia a desenvolver em próximas oportunidades já que a moleza pós-almoço não me deixou fazer o que tinha delineado até agora (note-se que são 16 horas e produzi menos do que se tivesse feito uma... sestazinha depois de almoço e tivesse começado a trabalhar um bocado mais tarde).

terça-feira, março 13, 2007

Vulcão dos Capelinhos


Foi em Setembro de 1957 que se deu a primeira erupção do Vulcão dos Capelinhos, no Faial, Açores. É um sítio inóspito, onde ainda se vêm (ou pelo menos viam há uns 5 anos atrás) as casas destruídas pela natureza e nunca reconstuídas pelo homem.

Em Maio de 1958 o vulcão torna-se inactivo. Lá existia um farol que ficou enterrado por baixo das cinzas. Parte do esqueleto ainda se mantém. A ilha do Faial ficou maior. (apesar de hoje 50% do que o vulcão aumentou à ilha ter desaparecido com a força do vento e do mar).

O vulcão dos Capelinhos é único por inúmeras razões, sendo uma das principais porque comprova a formação da ilha do Faial: tudo começou há cerca de 800 mil anos atrás, com um fenómeno idêntico, um vulcão submarino acaba em vulcão terrestre.

Este ano o Vulcão dos Capelinhos faz 50 anos.

PS - o Faial não é só Peter's.

sábado, março 10, 2007


Ela só precisava de tempo para pensar e argumentar. Que sim, que queria, só ainda não sabia porquê. Ela só pediu "mais um bocadinho de tempo" porque tinha de fazer sentido.

Ele não encontrava sentido neste pedido. Caminhou devagar, para longe, numa noite de nevoeiro.
Ela nunca mais o viu.
Ele via-a nas núvens, junto à Lua.

sexta-feira, março 09, 2007

Era sexta-feira, como hoje. Estava sol, como hoje. Peguei no carro, pus gasolina e arranquei. Desta vez não fui para o mesmo sítio de sempre, resolvi ir para um sítio ainda mais distante. Fui sem pensar, a ouvir Sérgio Godinho, a acelerar q.b. para experimentar as potencialidades do novo (já não tão novo) bólide. Não sabia se ia voltar, a que horas, com que estado de espírito. Sabia que precisava de fugir, ou de no mínimo ter essa sensação. Pensei em ir ter com uns amigos, apercebi-me que não ia ser boa companhia. Resolvi ficar sozinha.
A páginas tantas resolvi voltar. Afinal tinha uma sala quentinha à minha espera, um cão desejoso por ir à rua que caso eu não chegasse a casa teria de esperar um bocadinho mais pelos "donos grandes". Parei numa estação de serviço para tomar um café, comer qualquer coisa. Uma mulher sozinha. A única. Fumei um cigarro e continuei viagem. Cheguei à sala quentinha. O Cupi foi à rua. Combinei cafés para a noite.
Afinal, tal como fugir, voltar também é bom.

quarta-feira, março 07, 2007

Pensamento do Dia

Dois monólogos não fazem um diálogo.

segunda-feira, março 05, 2007

Banho

Andei tempos infindáveis a fingir que era feliz sem realmente perceber que o era.
De repente faz-se Luz, como um cartaz inesquecível que me veio parar às mãos. A verdade é que o reciclei e a Luz chegou com mais força, quase contrariando os meus actos.

Um Banho de Fé, de Deus, que me fez perceber que a felicidade está em nós se olharmos para nós mesmo com olhos de ver.

sexta-feira, março 02, 2007

O 1º recibo

O amante precário
"Todas as suas relações têm sido a recibo a verde. Mas não sente inveja desses amantes de função pública."
in oboato.bolgspot.com



Primeiro recibo verde passado.
Investigadora-amadora.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Um bom dia

Um dia potencialmente normal começa lindamente quando acordamos e temos uma mensagem no telemóvel às 5 da manhã a dizer que a Maria Beatriz finalmente resolveu sair do sítio confortável onde estava e já tem, neste preciso momento, 10 horas de vida.

Quando pensamos que já ganhámos dia, a coisa melhora depois do Vasco ir ao médico e se averiguar que o seu percentil já está normal e já pesa 2,5kg na barriga da Mãe!

Há dias felizes. Este é um deles.

Poupem-me...

O líder madeirense acrescentou que o executivo insular irá continuar as inaugurações, considerando que estas cerimónias “não são um acto eleitoralista, mas de gestão que servem para mostrar o que foi feito”.
Fonte: Público online
Oh Sr. Presidente Demissionário do Governo Regional da Madeira... Eu entendo que queira ganhar outra(s) vez(es) as eleições, entendo até que não largue a cadeirinha do poder que já tem a forma do seu rabo... Mas fazer passar as pessoas e especialmente os seus eleitores por ignorantes (idiotas, mesmo) é um bocadinho demais.

Alguém terá coragem de acabar com esta fantochada...?

Sem gravidade

Gota de luar

Consta que há muito, muito tempo, num tempo onde o tempo ainda não era tempo a lua chorou. Numa noite esquecida, por uma única vez, duas lágrimas foram derramadas sobre uma folha de jardim. Uma simples folha de carvalho, envelhecida pelo Outono do tal tempo. De pele rugosa, desértica, marcada com a sina dos Homens nas suas veias.

Uma das lágrimas tinha o sal dos mares enquanto a segunda, a doce pureza do gelo. Percorrendo os canais da folha, foram pintando, um a um, todos os seus poros, num deslizar incerto até, finalmente, se unirem.

Reza a história que essa gota tem a magia dos Deuses e a folha os segredos do Universo. Nunca foi encontrada pois a Lua protegeu-se, concentrando em si os olhares dos Homens. Bela, magnética, sedutora, fatal. Tudo isso nos deu, para nunca saberemos o porquê do seu chorar.

By Dry Martini (gentilmente cedido, diga-se:))

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Não posso acreditar...

Numa entrevista ao Correio da manhã no dia 25 de Fevereiro, Maria José Nogueira Pinto afirma:
"Por exemplo, o sr. vereador Sérgio Lipari tem 32 assessores. Isto para quê? Para organizar o seu tabuleiro de xadrez de Lisboa. Mas, entretanto, mata Lisboa. Acho isto surpreendente. E eu no meio também ia. Dava um jeitaço atirarem-me para o alto."

E eu pergunto, porque é que só agora se lembrou deste escândalo?
A entrevista na íntegra aqui.

E não digo mais nada, é melhor.

domingo, fevereiro 25, 2007

Sinto-me como Sansão. Cortei o cabelo e fiquei sem forças. Dói-me a cabeça, a garganta e a alminha por ter de trabalhar neste estado a um Domingo...
Oh vida cruel.........

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

O passanço

Hoje passei-me. Soube-me bem desaparecer, ir para um bocadinho longe e depois voltar. Gosto destas doideiras que me dão, o regresso faz mais sentido.

PS - É mentira que Coimbra tem mais encanto na hora da despedida.

Homenagem

Zeca Afonso morreu há precisamente 20 anos.
Fica a homenagem de quem muito ouviu (e ouve) as suas músicas.

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar

Menino sem condição
Irmão de todos os nus
Tira os olhos do chão
Vem ver a luz

Menino do mal trajar
Um novo dia lá vem
Só quem souber cantar
Vira também

Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego

Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar

Se até da gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti

Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Scoop




Não será dos filmes mais brilhantes de Woody Allen, mas já tinha saudades de o ver no grande ecrã. Ainda assim, como quase todos os seus filmes, vale a pena ver e soltar umas belas gargalhadas com a sua performance de sempre.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Até agora, o livro do ano



Uns dizem que nunca existiu, outros defendem e tentam comprovar a sua existência. A Igreja recusa a ideia, segundo alguns, chegou mesmo a destruir quase todas as provas. Donna Woolfolk Cross cria um romance lindíssimo baseado em alguns factos históricos, nem todos comprovados.

A Papisa Joana, a ter existido, nasceu num mundo cruel e machista no Sec.IX e teve de fingir ser homem para vingar na vida. Uma coisa é certa: durante muitos séculos (até aos dias de hoje) muitas mulheres tiveram de se fazer passar por homens para seguirem os seus sonhos.

domingo, fevereiro 18, 2007

Minha Estrelinha, por favor cresce para ficares grande como o Sol... Sim?

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Non Sense - só para elucidar

Eu não ando a dormir com o Zé do Boné!

Non Sense

Eh pá, oh Zé do Boné, deixa-me dormir descansada, tá?

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Ainda o Referendo

Andava há dias angustiada a pensar que só eu é que era a iluminada que pensava que, precisamente por este referendo não ter sido vinculativo, tudo devia ficar como está. Descobri ontem que bem perto de mim há alguém que pensa com eu. Ainda assim, estranhei. Até a direita baixou os braços e aceitou a mudança da lei. Finalmente descubro que não estou sozinha no mundo (apesar de não gostar especialmente da companhia). Disse Luís Delgado no DN de segunda-feira:
"Vamos por partes: quando o PS e o PM [Primeiro Ministro] partiram para este referendo sabiam as regras do jogo, que não podiam ser mais claras. Só era possível vincular a maioria se mais de metade do eleitorado votasse. E os eleitores, na sua soberana decisão, que tem de ser integralmente respeitada, decidiram não aparecer nas urnas, por todos os motivos, incluindo os que acham que a abstenção é uma forma de expressão legítima de não aceitação do referendo.
Por outras palavras, e como ninguém pode explicar o novo fracasso referendário com ideias simplistas, como a questão do mau tempo, é bom fazer o que parece básico e legal: cumprir a Constituição e não aceitar uma mudança da lei com um referendo que não vincula ninguém."
Claro que para além desta citação (na qual me revejo - ao que eu cheguei, ser obrigada a concordar com a direita, ou alguma dela!) disse uma série de disparates. Mas o essencial está aqui e o artigo na íntegra ali.
Bem sei que os partidos que "perderam" o referendo estão bem caladinhos por razões políticas (a política, neste país, torna-nos cobardes), mas e os movimentos sociais que emergiram durante a campanha e pré-campanha? Submergiram já?
O medo é lixado. Principalmente medo de coisas que não dependem de nós.
Resta-me esperar que tudo corra bem. E rezar.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Post Scriptum

Este post devia estar no fim dos anteriores. Nem por isso tem menos importância.
Este fim de semana falei com o Vasco que respondeu com um pontapé dentro da barriga da Mãe! (A Mana diz que foi no sítio onde está o rabo dele, mas esta informação não está científicamente provada, de qualquer maneira reagiu à voz da tia, que é o mais importante!)

Bolas!

Disse Vital Moreira aqui:
Laicidade...
...é quando o Código Penal deixa de imitar o Código de Direito Canónico
Acho que é um mal dos juristas (espero que apenas deles, que já são os suficientes) esquecerem-se que para além dos ditos Códigos escritos há, também, códigos morais e sociais, de cidadania e de responsabilidade. Continuo na minha: O Estado (nós, eleitores) esquece-se que havia um longo caminho a percorrer antes desta tão aclamada "vitória". Desresponsabilize-se o Estado pela causa da quantidade de abortos neste país, onde não há planeamento familiar, educação sexual, ajudas a quem quer ter os filhos e não pode por dinheiro (não há nada mais triste e revoltante do que isto). Mas não me venham falar em códigos, bolas!

domingo, fevereiro 11, 2007

Espero que o Governo seja agora responsável e não se esqueça do que é importante.
Não posso dizer que esteja feliz.

sábado, fevereiro 10, 2007

Outros Sonhos

Tenho outros sonhos. Não muito altos, é certo, mas outros para além dos óbvios.
Sonho todos os dias e não me lembro do que sonho. Sei que são bons, porque me apetece continuar a sonhar (e a dormir) em vez de me levantar.

Sonhei que o mundo era bom.
Sonhei com o pôr-do-sol.
Sonhei com passarinhos.
Sonhei com o meu cão e com o "Vagabundo das estrelas": eram amigos.
Sonhei contigo, comigo, connosco.

Afinal sei com que sonho, mesmo quando não me lembro

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

SMS repenicado

Só para te deixar uma beijoca repenicada. Espero que estejas muito bem.

Se não estava, passei a estar :) E passei a gostar de beijos repenicados!

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

O vento nem sempre sabe a liberdade.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Primeiro erro laboral (perceptível, pelo menos). Como tudo na minha vida não deixou de ter piada (eu pelo menos achei: ao preencher as pautas das notas de uma cadeira do "Mestre", que é como quem diz "Chefe", "Orientador", whatever, dei 15 valores a um João que não fez exame. Como algumas vezes acontece na minha vida, o dito João é honesto e foi avisar que não tinha feito exame).
Ouvi a minha amiga Inês. Fiquei agradavelmente surpreendida, ainda que não tivesse grandes dúvidas que é brilhante :)
Descobri que a Francisca é mesmo uma irmã. Que tenho saudades dela. Que me apetecia passar uns serões de manta a fazer o que ambas gostamos.
Amanhã é outro dia. Mais um...?

domingo, fevereiro 04, 2007

O Tempo perguntou ao Tempo
Quanto Tempo o Tempo tem
O Tempo respondeu ao Tempo
Que o Tempo tem tanto Tempo
Quanto Tempo o Tempo tem

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Low profile, nova filosofia de vida

A maldade é uma coisa muito feia. A futilidade, o desrespeito total pelos outros. A mania da superioridade, o nariz empinado, a falta de humildade que se traduz em arrogância, em falta de chá, de educação. A hipocrisia, a falta de coragem de enfrentar as pessoas e só falar delas nas costas, a falta de vergonha na cara e de decoro por dizerem coisas à frente de qualquer um menos da pessoa de quem falam.
É isto que me rodeia todos os dias.
Apesar de tudo, da raiva, dos nervos, da falta de paciência, tento manter toda a discrição possível. Low profile.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

É tarde, já. Ultimamente tem sido muitas vezes tarde. Tarde demais em excesso. Às vezes com anos de atraso. Preciso que me convençam que o crime não compensa. Não sei se quero ser convencida. Era um crimezinho, só. Um pecadozinho. É tarde, já.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Incita-me a lembrar
O teu gosto pelo mar
Para eu fique
Pronta a zarpar

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Pensamento do Dia para a Francisca continuar a acreditar :)

Os afectos podem, às vezes, somar-se. Subtrair-se, nunca.

Pitágoras

sábado, janeiro 20, 2007

Promete-me que apesar de tudo vais continuar a acreditar no Amor.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

I suffer from Spring Fever.
It's still Winter.

domingo, janeiro 14, 2007

Freedom's Land. Vamos?

Pensamento do Dia + Um Bom Conselho

Os segredos são iguais em todos nós.

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Chico Buarque de Holanda

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Uma ideia

O referendo sobre o aborto, a 11 de Fevereiro, vai custar cerca de dez milhões de euros, disse hoje Jorge Miguéis, director do Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE).
Fonte: Público 03-01-2007

E o que eu gostava que investissem este dinheiro, entre outras coisas, em planeamento familiar?

Pensamento do Dia

"O trabalho é a melhor das regularidades e a pior das intermitências"

Victor Hugo

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Depois aprofundarei esta ideia, mas... ODEIO MÁS PESSOAS e tenho a sensação que estou rodeada delas.

segunda-feira, janeiro 08, 2007


Hoje foi segunda-feira. Choveu. Tenho dito.

Déjà Vu

Denzel Washington. Sou suspeita, mas adoro-o. Um filme de acção de qualidade, sem abusos de violência. Recomenda-se.

domingo, janeiro 07, 2007

Dia de Festa é Véspera de muita Dor.

Ontem esta foi a frase do dia. Ia morrendo.

Nunca mais vais beber as minhas lágrimas.

Esta é a frase do ano. Parti pra outra.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drumond de Andrade

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Ponto de Situação

Ora então vamos lá:
Agora só leio jornais online porque não há tempo para os ler em papel, ou seja, só leio as letras gordas porque é mesmo só uma vista de olhos, não é bem ler.
Estou a acabar de curar uma gripe estranha, com diversas variantes (não, não vou falar da malfadada diarreia. Pronto, já falei) e uma tosse que não me larga e não é por fumar muito (reduzi para menos de metade o número de cigarros).
Não tenho vida própria e fui avisada: "Nos próximos 3 meses habitue-se!" - O que me vale é que adoro o meu chefe, por enquanto...
Deixei de ir ao cinema e passo muito mais tempo em casa ao serão com os pais, há um canal novo que veio substituir a Sic Comédia que tem umas séries giras e não censuradas pelo poder paternal: todos os dias à meia noite lá vou eu ver a Anatomia de Grey.
Leio cada vez menos porque quando me vou deitar estou cheia de sono, ainda assim estou quase a acabar um livro do Konsalik que nem é nada de especial, para me voltar para o que recebi no Natal, fica a promessa da crítica da JoaninhaLibelinha.
Recomecei as minhas caminhadas rumo ao CES que me têm feito bem, mas custa imenso, principalmente à noite quando volto para casa.
As promessas são:
Ir mais ao cinema e sair mais de casa a seguir ao jantar para ter alguma "vida própria".
Aproveitar o fim de semana e ler um semanário, embora nunca tenha gostado de semanários.
Ler mais, inclusivamente coisas para a minha Tese que está a ficar um bocadinho para o atrasadota.
Continuar a ter um bocadinho de serão com os pais, sabe-nos bem e eles até já estranham!
Fumar menos, que já estou a cumprir.
Dieta, essa nunca me larga.
Não desesperar, porque às vezes tenho vontade.
Fazer pelo menos um "Ponto de situação" por semana, mas sem direito a publicação, porque seria uma valente seca para quem vê o blogue (poucos mas bons!)
E... o de sempre: SER FELIZ no meio disto tudo e muito mais que não posso, não quero nem devo contar :)

terça-feira, janeiro 02, 2007

2007, O Ano do Vasco

O melhor ano. Antes de ser já o era. Que assim seja para todos.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Que há-de ser de nós...

Penso em ti a noite inteira
Numa Insónia não vencida
Visitava-te sempre nos meus sonhos mal dormidos, visito-te agora naquele sítio inóspito mas real. Olho-te deitado naquela cama e não sei o que pensar. Não sei o que sentir. Fico quieta de sorriso nos lábios a pensar que não conheço aquelas pessoas, não sei se te conheço a ti.
Que há-se ser de nós?

quarta-feira, dezembro 20, 2006

E não é que gosto de trabalhar???

terça-feira, dezembro 19, 2006

O Natal em mim

Eu gosto do Natal. Gosto de tudo o que acontece no Natal, que é sempre como escrevi há um ano:
Começa a azáfama. Último jantar de Natal, velhos amigos com novos rumos que se encontram uma vez por ano. Amanhã parto para a minha Mira, lá me esperam a família, a lareira, o musgo que vou buscar à tarde com o Papi (este ano não queremos pinheiro, houve muitos que arderam) e quando chegarmos a casa vai cheirar a rabanadas que a Mãe e a Mana estarão de certeza a fazer. O Cupi não me vai largar enquanto estiver a fazer o Presépio. Desembrulhar cada um dos personagens no papel de jornal do ano passado: desde a mais pequena ovelha ao Menino Jesus. Montar a cabana que há anos fiz com o meu Pai e que ainda hoje consegue manter-se inteira. Última peça do presépio: O Anjo do presépio antigo de casa dos avós, que vela pelo Menino que acaba de nascer. Sentir o cheiro doce da canela e preparar a mesa para o jantar. As mensagens dos amigos. Os presentes bem escondidos porque a Mana ainda gosta de ir bisbilhotar, apesar da fúria da Mãe. Ir trocar de roupa porque estou cheia de terra e musgo. Limpar todo o lixo que fizémos antes que a Mãe apareça. Sentar no sofá e esperar o resto da família. Viver cada momento como se nunca tivesse sido Natal. Pensar que podia ser todos os dias...
A diferença é que a cabana onde nasce todos os anos o Menino Jesus em minha casa se encheu de caruncho e o Papi deitou-a fora. Já fiz uma birra. Já mandou fazer outra, ainda assim não vai ser a mesma coisa, aquela fomos nós que fizemos há muitos anos atrás. Repito: já fiz uma birra, acho que o Pai já se arrependeu. Vou continuar a fazer birra.
A outra grande diferença é que este ano temos outro Menino Jesus, ainda na barriga da Mãe mas que já trato como se já tivesse vindo ao mundo. Este ano, os poucos presentes que compro (acho que já afirmei que me irrita esta onda consumista do Natal) são para ele. Para o ano vou começar a fabricar presentes em vez de os comprar, para dar um bom exemplo ao meu Vasquinho.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Alguém é capaz de explicar ao mundo que o Natal não é isto??? Não é andar de centro comercial em centro comercial a comprar as "Jóias da Floribela" e o Puzzle do Homem-Aranha?? Alguém pode explicar às crianças que há outras que não recebem nada? Podem ensiná-las a dividir o que têm?? Podem? Podem? Nunca uma música não sei de quem que tenho algures na caixa de CD's antigos e que agora não encontro fez tanto sentido. Era qualquer coisa como:
Podia ser Natal
E não ser farsa.
A história certa é
Natal de porta aberta
A seia pedida
É a Vida do Criador

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Olho-me ao espelho, vejo-te e sorrio-me. Ter-te em mim faz-me bem.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

TRY A NEW angle.

Não sei porquê mas sempre que mudo de canal leio esta frase dum anúncio da Grant's... Será porque é whisky...? Naaaaaa

segunda-feira, dezembro 11, 2006

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.

José Carlos Ary dos Santos

domingo, dezembro 10, 2006

Depois de tantas coisas terem já acontecido, a recordação. Receber um CD com músicas e imagens de verter uma lágrima de saudades. Aquele pretérito-mais-que-perfeito foi mesmo inesquecível. Por inúmeras razões, fui feliz naqueles 10 dias. Aquela "LUZ" que recebi. O momento em que soube que a família ia aumentar. O encontro com a Natureza, com Deus. Uma música que começava com qualquer coisa como "Joana, eu gosto de ti". Não gosto especialmente do Inverno. Apetecia-me tomar banho no rio. Por muito mais razões do que estas... queria voltar.

sábado, dezembro 09, 2006

O pior no meio disto tudo é que sei que quando te sentires perdido é de mim que te vais lembrar. O melhor é que sei também que não vou conseguir dizer-te "Não".

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Don't ask me what happened ‘cause I still don't know
One minute we were laughing
Then you walked out the door well
Sometimes I'm up and sometimes I'm falling down
Lately my luck it's been dragging on the ground

domingo, dezembro 03, 2006

Oh but I'm doing fine
And thanks for asking
It's been a long time
You know time keeps passing

Colin Hay

Emigrei

O Amor é o meu país.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Anúncio

Custa-me ver-te a desperdiçar os dias só porque resolveste que és o mais infeliz dos seres.
Custa-me menos que penses que não sou tua amiga só porque digo o que precisas de ouvir.
Quero ver-te sorrir com vontade, não por favor.
Sei que um dia vais perceber que só por amor é que se pode dizer e fazer o que digo e faço.
Como diz o anúncio da Nicola...
"Não fique aí a dormir."
Entre chorar e sorrir... Vou dar uma bela gargalhada!

Apesar de tudo a vida corre-me bem.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Sentimento de Paixão

A paixão é como Deus,
que quando quer me toma todo o pensamento
Dirige os meus movimentos, meu passo é dela
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento.

Rodrigo Maranhão & Pedro Luís

Notas do dia

Isto cansa... Mas tem sido bom. É só o que tenho a dizer, para já.

Ao meu querido Invisible Bastard , parece que somos coleguinhas: um em Lisboa outro em Coimbra. Coleguinhas em tudo, até no trabalho voluntário para além do habitual. Acredita que te ia ligar na 2ª feira, peguei no telemóvel...mas ia a caminhar (agora para além de trabalhar também caminho, o que me cansa ainda mais) e pensei que ias estranhar a minha respiração ofegante e pensar que andava mas era a acartar cimento... Não arrisquei, e depois... cheguei a casa e quinei. Amanhã garanto notícias pessoalmente, nem que por sms...

À minha querida amiga Catalã (só por mais uns dias, e ainda bem porque já morro de saudades...) Muitos parabéns. Apetececia-me estar aí contigo e cansar-me de ouvir tudo o que tens para me dizer... Daqui a uns dias terei de me cansar!! E ainda bem.

domingo, novembro 19, 2006

Dum momento para o outro, a reviravolta. Começo de um mini-estágio. Correr para Braga sexta-feira à noite para chegar a horas ao concerto. Relembrar velhos tempos. Estar com velhos amigos. Matar saudades. Passar o tempo todos com a expectativa duma semana de trabalho que aí vem. Não saber o que me espera. Passear por Braga. Conversar muito, rir. Apresentar velhos amigos a velhos amigos. A imagem: coração cheio.

quarta-feira, novembro 15, 2006

The Black Dahlia

Uma ficção sobre um assassinato brutal que chocou a América nos anos 40.
Já vimos melhores filmes de Brian de Palma, ainda assim vale a pena ver.
A personagem: Bucky Bleichert (Josh Hartnett): fantástico.

terça-feira, novembro 14, 2006

Fim

A nossa história nunca começou como as outras. Era uma vez foi sempre Eram muitas vezes. De tanto tentar bastou uma gota d'água para acabar. A nossa história acaba como todas as outras. Fim.

domingo, novembro 12, 2006


Queria saber chorar como tu.

sexta-feira, novembro 10, 2006
















Tenho medo de deixar de sonhar.

quinta-feira, novembro 09, 2006

A Profecia

Concretizou-se. Melhores dias VIERAM.
E num belo dia de Sol.
CAN A PARROT FACE A LION ?
I drink good coffee every morning
Comes from a place that's far away
And when I'm done I feel like talking
Without you here there is less to say

I don't want you thinking I'm unhappy
What is closer to the truth
That if I lived till I was 102
I just don't think I'll ever get over you

Your face it dances and it haunts me
Your laughter's still ringing in my ears
I still find pieces of your presence here
Even after all these years

But I don't want you thinking I don't get asked to dinner
'Cause I'm here to say that I sometimes do
Even though I may soon feel the touch of love
I just don't think I'll ever get over you

Colin Hay

quarta-feira, novembro 08, 2006

Quero fugir das questões laborais, dos conflitos e negociações. Estou farta de teorias da democracia deliberativa, participativa, autoritária, não autoritária. Cansam-me os neocorporativismos e as questões da globalização, a porcaria do capitalismo e o "Constitucionalismo Societal". Quanto mais leio e estudo mais tenho a sensação de que nada sei. Tenho pesadelos com o meu orientador. Com uma nota que está para sair (hoje sonhei que ia ter 12 e ia morrendo de desgosto). O pai diz que é normal, na meta final. Eu não sei onde me meter, na meta final. Apetecia-me morrer na praia. Melhores dias virão.

Little Miss Sunshine

Uma família verdadeiramente à beira dum ataque de nervos... muito giro. A figura, claro, Olivia. Lindo.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Descobriste tarde demais que afinal era possível. Quiseste entrar mas a porta já estava trancada com fechadura dupla, não fosses tu lembrar-te de armar mais uma emboscada e desaparecer sem deixar rasto. Na tentativa de resgate acabaste por matar tudo. Vingaste-te da dor que provocaste e saiu-te tudo ao contrário, agora és tu que precisas de cuidados paliativos. Tratarei de ti, se for preciso, só espero que não precises de nenhum transplante de coração.

domingo, novembro 05, 2006

Um curso de relações laborais e sindicalismo. A noção de que já nada é o que foi.
Conversas com o Vasquinho, ou seja, com a barriga da mana.
Meia dúzia de copos e algumas conversas agradáveis, outras menos.
Amparar a Mãe em mais uma das suas espetaculares quedas (não sei como não se mata...).
Foi só mais um fim de semana.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Manuale d'amore


Uma comédia do italiano Giovanni Veronesi. Fala de amor, das inevitáveis crises, de 4 histórias de amor que se unem por pura coincidência. Um filme simples que dá que pensar...

quinta-feira, novembro 02, 2006

The Devil Wears Prada


Um filminho de Domingo que às vezes sabe bem. Uma história engraçada, com pormenores originais cheios de glamour e diabices do mundo da Moda. Meryl Streep, como sempre, numa performance do outro mundo.

terça-feira, outubro 31, 2006

O poder dos sonhos


"Sonhamos que é possível outro mundo e tornaremos realidade esse outro mundo possível"
Um dos chilenos que viveu exilado desde o Golpe de Estado de Pinochet em 1973, escreve sobre o poder de sonhar, de concretizar sonhos. Fala sobre as guerras injustas que hoje invadem o mundo, fala com o ódio que inevitavelmente qualquer opositor do regime do sanguinário Pinochet lhe tem. Fala de injustiça, de amizade, de esperança. Luis Sepúlveda abraça causas e escreve sobre elas, num estilo diferente a que nos habituou nos seus anteriores romances.

segunda-feira, outubro 30, 2006

A entrevista do mês

A entrevista de Judite de Sousa a António Lobo Antubes a semana passada (isto vem com atraso, mas não tive tempo para ouvir de novo e reproduzir a parte mais interessante que agora transcrevo) foi hilariante. Deve ser difícil entrevistar um homem daqueles, sem desprimor ao seu talento como escritor. Mas leiam este pequeno excerto e divirtam-se, eu diverti-me imenso!!!

Judite de Sousa: O António foi apoiante de Mário Soares nas últimas Presidenciais?

António Lobo Antunes: Fui porque não sei dizer que não a um amigo. Ele convidou-me para almoçar, a mim e a um grande amigo meu, o Júlio Pomar, (…) e durante o almoço falou-nos das razões porque se candidatava, etc., e eu nem o ouvi-a bem, mas gosto muito dele e…e é um homem com um charme imenso e quem devemos todos muito quer queiramos quer não. E não fui capaz de dizer que não. Não sou capaz de dizer que não a um amigo. (…) Se quer que lhe diga nem sequer fui ver o programa [eleitoral] e disse que sim por amor.

Judite de Sousa: Mas foi votar…

António Lobo Antunes: Eu fui votar muito poucas vezes. Votei uma ou duas vezes.



Sem palavras!!! Eu também não votei no Soares (apesar do seu charme - esta é linda!) só que também não o apoiei... por amor ou sem ele... E definitivamente evitei ouvi-lo!!!

O Referendo ao Aborto

Sem querer fazer juízos de valor acerca do "sim ou do "não" ao próximo referendo, não posso deixar de fazer referência a um tema que me deixa muitas dúvidas e que me transcende em alguns aspectos. Como muitos saberão, sou absolutamente contra referendos (chamem-me anti-democrática, reaccionária, comunista - adoro estes paradoxos!) porque considero que se votamos nas eleições legislativas ( como em todas as outras) é para escolhermos quem nos representa e quem deve tomar decisões, morais ou não, por nós. Para além disso, ultrapassa-me por completo o dinheiro que se gasta em eleições, campanhas, financiamento de partidos e de organizações da sociedade civil (ainda que estas, por princípio, se auto-financiem) quando esse dinheiro poderia muito bem ser empregue em planeamento familiar, muito urgente neste país, e que resolveria grande parte dos problemas de abortos clandestinos que temos.
Ainda assim não posso deizar de me indignar com a pergunta que em princípio vai a referendo: Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Pois bem, ainda que o corpo seja, efectivamente, das mulheres (que considero uma benção, mas cada um sabe de si e do seu corpo) e não pretendendo dar lições de anatomia ou de educação sexual tão em voga nos dias de hoje, que eu saiba um filho (ou feto, ou o que lhe quiserem chamar) não se gera sem que o homem não tenha "voto na matéria". Quando uma criança nasce, aquela tão conhecida figura do "pai incógnito" já não existe e cabe às autoridades descobrir a paternidade da criança. Pergunto-me se uma decisão destas (ainda sou daquelas que acredita que nenhuma mulher gosta de a ter) deve apenas ser tomada pela mulher. Há coisas que me ultrapassam. Se os filhos não se fazem sozinhos para umas coisas, também não se fazem (ou desfazem) sozinhos para outras.

PS-Claro que a discussão não deveria ficar por aqui, a questão das clínicas (empresas) privadas estrangeiras estarem de olho na possível nova legislação para invadirem este país, a questão de entrar no Serviço Nacional de Saúde enquanto temos listas de espera infindáveis de operações vitais para alguns cidadãos. Não sou pelo sim, não sou pelo não. Sou pela noção de realidade. Sou contra a hipocrisia.
PS1-E depois temos senhoras como a Zita Seabra, essa grande ex-comunista e actual social democrata, que diz que o planeamento familiar é acessível a todos. Esta senhora defende o "não" e também não tem a mínima noção de realidade.

A música do fim de semana.

Manda-me uma carta em correio azul
que me deixe a face ruborizada
promete-me a noite fatigada
de termos aberto o nosso nexo
ao sexo
da vida
porção
destemida
da nossa emoção

Erros meus, má fortuna, amor ardente
qual em nós mais frequente
qual em nós mais frequente
amor ardente
cada vez mais frequente

Sérgio Godinho, quem mais...

domingo, outubro 29, 2006

Saio cansada. Com dúvidas. Feliz.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Shhhhiiiiiiuuuuu

Hoje quero ouvir o som do silêncio.

quarta-feira, outubro 25, 2006



O novo CD de Caetano Veloso. Parece-me que esta história de editarem discos em catadupa é capaz de não ser boa ideia... Letras sufríveis, um estilo parecido com o do "velho" Caetano mas nada que se compare a ele. Ainda estou para perceber as letras de uma ou duas músicas do álbum...

segunda-feira, outubro 23, 2006

Inés Da Minha Alma


Mais uma vez Isabel Allende apaixona com uma história incrível da conquista do Chile e do Perú pelos espanhóis. A crueldade, as atrocidades de ambos os lados, a desumanização total de colonos e colonizadores. Por entre estas horrrendas narrações, lindíssimas histórias de amor. Passados 5 séculos muita coisa se mantém, noutra realidade, na Modernidade. Dá que pensar.

sexta-feira, outubro 20, 2006

E não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir, o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais

Sérgio Godinho, 2º andar, direito.(obrigada, Francisca!!)

Num café

Uma noite escrevi o teu nome,
Num café.
Vi o mar, vi um pássaro azul.
Várias gotas de água, as luzes da cidade.
E percebi que nada sou no meio de tantos tesouros escondidos.
O que foi certo pra mim um dia, já não é.

sábado, outubro 14, 2006

A frase da noite

És o meu rouxinol do prado!!

sexta-feira, outubro 13, 2006

A Paz que eu não tive

Queria ter tido há uns meses atrás a paz de espírito que tive hoje. Tinha saudades, já quase não me lembrava de ti. Sorriste pouco, ainda assim fizeste-me sorrir. Queria poder voltar atrás, uma vez na vida. Queria que tivesses tido ciúmes. Queria ter podido ficar mais tempo, mesmo que o assunto acabasse. Quero-te mais do que bem.
surpreendentemente o coração voltou a bater mais depressa, pensei que já tivesse passado. soube-me bem.

quinta-feira, outubro 12, 2006

No céu cheio de estrelas te encontrei, no azul imenso do mesmo céu te perdi. De mãos dadas, queriamos caminhos diferentes. Fico sem saber quem largou a mão do outro primeiro. Só sei que estava a chover e que me sentei na Lua a imaginar como seria eu se as constelações fossem diferentes.

quarta-feira, outubro 11, 2006

What more than sorry can you say
What more than sorry can you be
Before our love fades away
What more than sorry
Do I want from you

1º Aniversário

Um ano a acreditar. Umas vezes mais do que outras.

terça-feira, outubro 10, 2006

Ao Vasco

Quero ser a tua melhor amiga. Quero ensinar-te muitas coisas boas. Muitos disparates às escondidas de todos. Quero fazer-te rir. Quero brincar contigo. Quero que aprendas a acreditar. Quero ser a melhor Tia do mundo para o Sobrinho mais lindo de todos os sobrinhos de todo o mundo!!

sábado, outubro 07, 2006

É inútil tentar revelar-te o caminho, porque nem eu sei qual seguir.
Uma coisa é certa: é com os erros de outrora que aprendemos. Saberás tu quanto erras?
Fail again. Fail better.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Quero a quimera do ouro. Quero a Lua. Quero-te bem.

terça-feira, outubro 03, 2006

Estaremos juntos, separados como amantes.
Fará sempre mais sentido, menos nos dias de chuva e trovoada.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Canta que é no canto que eu vou chegar.
Canta o teu encanto que é pra me encantar.
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você.
Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais.

Maria Rita