Querido Migalhinha,
Bem-vindo ao Mundo. Por estes lados o mundo mudou por existires, a vida é mais alegre porque estás cá lindo e saudável e muito pequenino.
Anteontem foi, literalmente, o primeiro dia do resto da tua vida: que seja uma vida alegre e sempre, sempre feliz.
P.S. - Tenho a sensação que o Vasco pensa que és um brinquedo novo. Não te assustes :)
Na vida real as aparências estão do outro lado do espelho. Na vida real não me assemelho à simulação das evidências (SG)
domingo, julho 20, 2008
segunda-feira, julho 14, 2008
Parto sem dor
E agora eu vou-me embora
e embora a dor
não queira ir já embora
agora eu vou-me embora
e parto sem dor
E parto dentro de momentos
apesar de haver momentos
em que dentro a dor
não parte sem dor
Sérgio Godinho
e embora a dor
não queira ir já embora
agora eu vou-me embora
e parto sem dor
E parto dentro de momentos
apesar de haver momentos
em que dentro a dor
não parte sem dor
Sérgio Godinho
quinta-feira, julho 10, 2008
Revelações
Andei uns tempos a pensar se o defeito seria meu. Aprendi e defendi a tese de que a alegria no local de trabalho é um incentivo à produtividade.
Validei a minha tese, só para que se saiba. E hoje vejo que o defeito não era meu: durmo muitíssimo mais descansada.
O meu mau feitio matinal não me permite sorrir logo que acordo, mas já me deixa chegar às 9 com uma piadinha matinal.
Bem-haja.
Validei a minha tese, só para que se saiba. E hoje vejo que o defeito não era meu: durmo muitíssimo mais descansada.
O meu mau feitio matinal não me permite sorrir logo que acordo, mas já me deixa chegar às 9 com uma piadinha matinal.
Bem-haja.
segunda-feira, julho 07, 2008
As viúvas das Quintas-Feiras

de Claudia Piñeiro.
A vida num condomínio fechado (eu diria enclausurado) duma alta-sociedade decadente num país em crise. Problemas transversais a todas as classes, a desonestidade e a futilidade no seu auge. Três mortes misteriosas, a fuga pelo lado mais fácil.
A autora é uma jornalista argentina, o livro uma crítica duríssima a uma sociedade quase ridícula.
Obrigada pelo empréstimo, apesar de não ter achado o livro fantástico! :)
Sensações
Estradas marginais. Auto Pistas.
Risos, risadas, gargalhadas.
Dois noivos lindos algures em Espanha, uma vida de sorrisos pela frente.
Amigos. Amigos muito amigos.
Fiesta todo lo día, toda la noche.
Rota
Dores de garganta.
Risos e mais risos.
Branco. Granizo. Chuva. Trovoada.
Risos e mais risos.
Tapas, cañas.
"Tudo que lo quieras"
Jota free breakfast.
Gracias, muchas gracias.
segunda-feira, junho 30, 2008
Primeira...
... "palavra" do Vasco:
ão ão.
(isto faz mais sentido se soubermos que o Cupi é o seu melhor amigo).
ão ão.
(isto faz mais sentido se soubermos que o Cupi é o seu melhor amigo).
terça-feira, junho 24, 2008
sexta-feira, junho 20, 2008
Rio das Flores, Miguel Sousa Tavares

Mais um romance histórico que me deixou agarrada à leitura até altas horas da madrugada. Não será a obra mais brilhante de MST, mas é sem dúvida um livro recomendável.
Personagens fascinantes num país agrícola e obsoleto no caos da I República que se prolonga até ao Estado Novo. Viagens entre a ruralidade alentejana, Lisboa e Brasil. Dois irmãos com ideais diferentes, uma família latifundiária no meio do Alentejo e Diogo "liberal" com outros sonhos.
Fiquei, contudo, com a sensação de que o livro acaba abruptamente e a personagem central, Diogo, é uma deslusão. (ok, esta parte é muito pessoal).
quarta-feira, junho 18, 2008
Emboscadas
Os fins não são mais do que recomeços, são começar de novo, fazer de novo e sempre melhor.
Não quero resgatar sorrisos porque o meu nunca desapareceu e hoje, apenas hoje, é só esse que me interessa. Não quero cumprir vinganças nem alcançar bonanças, a escuridão já não é o que era. Um fim não é, não será nunca, sinónimo de dor.
Foste como quem me armasse uma emboscada
ao sentir-me desatento
dando aquilo em que me dei
foste como quem me urdisse uma cilada
vi-me com tão pouca coisa
depois do que tanto amei
Resgatei o teu sorriso
quatro vezes foi preciso
por não precisares de mim
e depois, quando dormias
fiz de conta que fugias
e que eu não ficava assim
nesta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim
Foste como quem lançasse as armadilhas
que se lançam aos amantes
quando amar foi coisa em vão
foste como quem vestisse as mascarilhas
dos embustes que se tramam
ao cair da escuridão
Resgatei o teu carinho
quatro vezes fiz o ninho
num beiral do teu jardim
e depois já em cuidado
vi no espelho do passado
a tua imagem de mim
e esta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim
Foste como quem cumprisse uma vingança
que guardava às escuras
esperando a sua vez
foste como quem me desse uma bonança
fraquejando à tempestade
de tão frágil que se fez
Resgatei o teu ciúme
quatro vezes deitei lume
ao teu corpo de marfim
e depois, como uma espada
pousei na terra queimada
o meu ramo de alecrim
e esta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim.
Sérgio Godinho
Não quero resgatar sorrisos porque o meu nunca desapareceu e hoje, apenas hoje, é só esse que me interessa. Não quero cumprir vinganças nem alcançar bonanças, a escuridão já não é o que era. Um fim não é, não será nunca, sinónimo de dor.
Foste como quem me armasse uma emboscada
ao sentir-me desatento
dando aquilo em que me dei
foste como quem me urdisse uma cilada
vi-me com tão pouca coisa
depois do que tanto amei
Resgatei o teu sorriso
quatro vezes foi preciso
por não precisares de mim
e depois, quando dormias
fiz de conta que fugias
e que eu não ficava assim
nesta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim
Foste como quem lançasse as armadilhas
que se lançam aos amantes
quando amar foi coisa em vão
foste como quem vestisse as mascarilhas
dos embustes que se tramam
ao cair da escuridão
Resgatei o teu carinho
quatro vezes fiz o ninho
num beiral do teu jardim
e depois já em cuidado
vi no espelho do passado
a tua imagem de mim
e esta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim
Foste como quem cumprisse uma vingança
que guardava às escuras
esperando a sua vez
foste como quem me desse uma bonança
fraquejando à tempestade
de tão frágil que se fez
Resgatei o teu ciúme
quatro vezes deitei lume
ao teu corpo de marfim
e depois, como uma espada
pousei na terra queimada
o meu ramo de alecrim
e esta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim.
Sérgio Godinho
domingo, junho 15, 2008
A pensar
Não é uma questão de ganhar ou perder. É o tempo que demoramos a entender as pessoas, a conhecer o seu íntimo, aquilo de que precisam - todos precisamos de alguma coisa sempre. É saber estar em silêncio sem que isso seja constrangedor, saber o que dizer na hora certa - um exercício impossível para a maior parte das pessoas como eu, que têm a mania de dizer tudo o que lhes vem à cabeça sem pensar nas consequências.
É estar atento aos outros e em tudo o que acreditamos, é sentirmos nem que seja um bocadinho da tristeza dos amigos, ainda que a não compreendamos, ainda que discordemos da forma e do conteúdo das suas decisões.
Na vida, como no mar, nunca se está verdadeiramente sozinho, e é nessa ausência de ausência que se tem de aprender a viver, ainda que se perca mais do que se ganhe.
Não é, de todo, uma questão de ganhar ou perder.
É estar atento aos outros e em tudo o que acreditamos, é sentirmos nem que seja um bocadinho da tristeza dos amigos, ainda que a não compreendamos, ainda que discordemos da forma e do conteúdo das suas decisões.
Na vida, como no mar, nunca se está verdadeiramente sozinho, e é nessa ausência de ausência que se tem de aprender a viver, ainda que se perca mais do que se ganhe.
Não é, de todo, uma questão de ganhar ou perder.
quinta-feira, junho 12, 2008
Frases essenciais
"A família, mais do que um ninho, é uma escola de voo."
"Laboratório de felicidade."
"Aqui há talentoooo"
"Espectaclare"
"Laboratório de felicidade."
"Aqui há talentoooo"
"Espectaclare"
quarta-feira, junho 11, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
Ele explicou...
sábado, maio 31, 2008
Coisas avulsas
A caridade vulgar (e digo-o sem qualquer depreciação, é a chamada "esmola") é cada vez mais nacionalista: à saída do metro de Entre Campos está habitualmente uma velhinha com um cartaz a pedir esmola. Nestes últimos dias foi acrescentada a frase "sou portuguesa": tenho dúvidas que com isso a velhinha receba mais esmolas, mas a receber começo a achar que o PNR começa a ter algumas hipóteses de ter mais de 1000 votos nas eleições.
A Amy Whinehouse foi o fiasco que de alguma maneira já todos esperavam. Ainda assim ouvem-se "mentes brilhantes" que afirmam no alto da "tenda VIP" do Rock in Rio que ao menos veio quando todos pensavam que não ia aparecer. Começo a pensar se a Ivete Sangalo (de quem não gosto especialmente mas a quem reconheço uma presença impressionante em palco) e o Lenny Kravitz (que deu um dos melhores concertos que vi até hoje) não ficarão um bocadinho, assim um bocadinho só, aborrecidos por receberem bem menos do que aquela doidinha. Não sei se o facto de a probabilidade de virem a viver muitos mais anos do que ela ser enorme lhes serve de consolo, eu cá espero que não.
A Amy Whinehouse foi o fiasco que de alguma maneira já todos esperavam. Ainda assim ouvem-se "mentes brilhantes" que afirmam no alto da "tenda VIP" do Rock in Rio que ao menos veio quando todos pensavam que não ia aparecer. Começo a pensar se a Ivete Sangalo (de quem não gosto especialmente mas a quem reconheço uma presença impressionante em palco) e o Lenny Kravitz (que deu um dos melhores concertos que vi até hoje) não ficarão um bocadinho, assim um bocadinho só, aborrecidos por receberem bem menos do que aquela doidinha. Não sei se o facto de a probabilidade de virem a viver muitos mais anos do que ela ser enorme lhes serve de consolo, eu cá espero que não.
sábado, maio 24, 2008
Há um ano
Vivemos o que foi o pior momento das nossas vidas. Descobri muita coisa em mim e nos outros.
Percebi que as minhas lágrimas são inversamente proporcionais ao medo: quanto mais medo tenho, menos choro.
Descobri que rezar quase sem forças me tira o peso do mundo nos ombros, mas não me deixa menos cansada, que a clareza da Fé fica turva por mais que acreditemos.
Aprendi que os votos "na saúde e na doença, todos os dias das nossas vidas" faz muito mais sentido na doença do que na saúde e que há muito mar para além da linha do horizonte.
Percebi, descobri e aprendi. É pena que o faça sempre muito melhor nas fatalidades.
Percebi que as minhas lágrimas são inversamente proporcionais ao medo: quanto mais medo tenho, menos choro.
Descobri que rezar quase sem forças me tira o peso do mundo nos ombros, mas não me deixa menos cansada, que a clareza da Fé fica turva por mais que acreditemos.
Aprendi que os votos "na saúde e na doença, todos os dias das nossas vidas" faz muito mais sentido na doença do que na saúde e que há muito mar para além da linha do horizonte.
Percebi, descobri e aprendi. É pena que o faça sempre muito melhor nas fatalidades.
quinta-feira, maio 22, 2008
A Rapariga que inventou um sonho

de Haruki Murakami.
Revelou-se-me como um dos maiores escritores que conheço.
"A Rapariga que inventou um sonho" é um livro diferente deste autor japonês por ser uma compilação de contos que foi escrevendo a partir de 1980. Segundo o próprio, não consegue escrever romances e contos ao mesmo tempo, acontece que a seguir a um romance normalmente se dedica à escrita de contos.
Uma sensibilidade impressionante que se justifica por ser um amante de jazz (esta é uma teoria minha, claro está). As histórias que escreve são, aliás, uma espécie de "laboratório experimental", onde improvisa e não teme errar. Vidas muitas vezes melancólicas e solitárias, personagens fantásticas como o Homem de Gelo ou o Macaco de Shinagawa, viagens de sonho, enfim, um conjunto de estórias de alguém que é, para mim, um potencial candidato a Nobel da Literatura.
sábado, maio 17, 2008
Pensamento do dia (repetido)
"O coração tem mais portas que uma casa de putas"
RGC in A mulher em branco
RGC in A mulher em branco
quinta-feira, maio 15, 2008
Quando
se comem hamburguers com batata frita nas minhas aulas de mestrado (perante o silêncio do professor) começo a achar que a minha tese devia entitular-se "Ketchup ou maionese: problemas e práticas".
terça-feira, maio 06, 2008
15
15 anos é muito tempo. Era o tempo do Liceu e ainda não era o tempo que tinham as nossas vidas. Foi o tempo de sorrisos, de namoros, de paixões que quase nos mataram de desgosto. Tempo dos concertos ao ar livre e sem ser, das primeiras saídas à noite, das primeiras cervejas e dos primeiros cigarros.
15 anos é muito tempo e a Terra deu 15 voltas ao Sol: voltou ao mesmo sítio, mais ou menos onde estávamos há 15 anos.
15 anos é muito tempo e a Terra deu 15 voltas ao Sol: voltou ao mesmo sítio, mais ou menos onde estávamos há 15 anos.
segunda-feira, maio 05, 2008
domingo, maio 04, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
Para o 1º de Maio
Mais vale ser um cão raivoso
que uma sardinha metida,
entalada na lata educadinha
pronta a ser comida, engolida, digerida
e cagadinha
Mais vale ser diferente da sardinha
um cão raivoso que sabe onde ferra
ferra fascistas e chama-lhe um figo
olhos atentos e patas na terra.
Viva o cão raivoso
tem o pelo eriçado
seu dente é guloso
e o seu faro ajustado
Cão raivoso, cão raivoso, cuidado.
Sérgio Godinho
que uma sardinha metida,
entalada na lata educadinha
pronta a ser comida, engolida, digerida
e cagadinha
Mais vale ser diferente da sardinha
um cão raivoso que sabe onde ferra
ferra fascistas e chama-lhe um figo
olhos atentos e patas na terra.
Viva o cão raivoso
tem o pelo eriçado
seu dente é guloso
e o seu faro ajustado
Cão raivoso, cão raivoso, cuidado.
Sérgio Godinho
quinta-feira, abril 24, 2008
Bairro do Amor
No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem
Jorge Palma
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem
Jorge Palma
quarta-feira, abril 23, 2008
In e out
O que está out
Desconhecer que existem blogues.
Nunca ter provado massa filo ou cheesecake.
Não gostar de comida japonesa.
Estar a leste do mundo: ignorar que o Cristiano Ronaldo tem uma nova namorada, que a Alexandra Lencastre descobriu uma irmã que é jornalista da RTP ou que a Maria das Dores está apaixonada por um preso que foi dentro por roubar Ferraris.
O que está in
Ser candidato a candidato do PSD.
Lavar roupa suja em público.
Comprar a Tv7 Dias
Discutir a futura legislação laboral.
Gostar do Alberto João Jardim e considerá-lo um potencial opositor de Sócrates em 2009.
Desconhecer que existem blogues.
Nunca ter provado massa filo ou cheesecake.
Não gostar de comida japonesa.
Estar a leste do mundo: ignorar que o Cristiano Ronaldo tem uma nova namorada, que a Alexandra Lencastre descobriu uma irmã que é jornalista da RTP ou que a Maria das Dores está apaixonada por um preso que foi dentro por roubar Ferraris.
O que está in
Ser candidato a candidato do PSD.
Lavar roupa suja em público.
Comprar a Tv7 Dias
Discutir a futura legislação laboral.
Gostar do Alberto João Jardim e considerá-lo um potencial opositor de Sócrates em 2009.
terça-feira, abril 22, 2008
Um Mundo de Estranhos, Nadine Gordimer
Nadine Gordimer foi Nobel da Literatura em 1991. Sul Africana, é habitual escever sobre o regime do Apartheid e os problemas que assolaram o seu país. "Um mundo de estranhos" é um dos exemplos da preocupação com as injustiças dum regime que hoje é difícil de entender.
Um romance em que a personagem principal e narrador, Toby, deambula entre o mundo de ostentação dos brancos e os bairros negros de Joanesburgo, sem que uma vida se intrometa na outra.
Do ponto de vista das relações sociais e políticas da época, é um livro muito interessante. No entanto, autora perde-se em descrições desnecessárias e que nada acrescentam à história, com um final que fica muito aquém das expectativas: ficamos com a sensação que o livro acabou a meio.
segunda-feira, abril 21, 2008
Há qualquer coisa de errado nisto...
Hoje sonhei que o Mário Nogueira tinha cortado o bigode...
Será que Freud explicaria isto...???
Será que Freud explicaria isto...???
domingo, abril 20, 2008
Dias
Não me julgava tão transparente, mas há dias assim. Obrigada a quem de direito pela preocupação, mas há coisas que, por mais que se queira, não têm explicação.
sábado, abril 19, 2008
Custa-me
ver-vos a envelhecer, mesmo sabendo que lidam melhor com isso do que eu.
Porque ainda preciso tanto de vocês e começam a precisar de mim, tantas quantas as vezes que não sei como fazer.
Porque ainda preciso tanto de vocês e começam a precisar de mim, tantas quantas as vezes que não sei como fazer.
sexta-feira, abril 18, 2008
Quando os posts antigos fazem mais que sentido
Os amigos. Entrariam-nos numa casa em chamas para nos salvarem. Mentem por nós à nossa própria mãe. Sabem de nós mais do que somos capazes de lhes dizer. Jurariam que à hora do crime estávamos a tomar chá com eles. Mesmo que a polícia nos encontrasse com as mãos cheias de sangue. “São rosas, senhores. Andei com ela toda a tarde a cortar rosas, senhores. Sangue de espinhos, senhores.”
Eles exigem-nos coisas do nada. As nossas lágrimas. O nosso lenço de assoar. A pele dos nossos inimigos. As batatas fritas do nosso bife. A nossa melhor roupa, por uma noite. Exigem-nos tudo o que nos dão. É preciso regá-los regularmente: é nos ombros deles que cai a água dos nossos olhos. Eles espevitam-nos o sentido de humor quando menos nos apetece. E depois ficam connosco quando as luzes se apagam e toda a gente se foi embora. Só aos amigos é dado o espectáculo da nossa miséria.
A paixão é uma fatalidade fácil. Uma aparição divina, só. Não há maneira de a prender por toda a vida. Por isso a embrulhamos no áspero papel da amizade. Para preservar e esquecer.
À paixão aceitam-se confissões de ciúme, voragens de posse. À amizade não. Somos capazes de confessar tudo aos nossos amigos menos a insegurança que nos mói:- Não, não gostes mais dele do que de mim.
Inês Pedrosa in "A instrução dos amantes"
quinta-feira, abril 17, 2008
segunda-feira, abril 14, 2008
Há um ano
Foi há um ano que te conheci, há um ano que me conheceste sem que tivesses consciência disso.
Tinhas nascido na noite anterior, uma noite precedida de um dia que não esqueço pela ansiedade da novidade que aí vinha.
Um ano volvido e a sensação é mais ou menos a mesma, mas agora eu conheço-te, tu conheces-me e fazemos parte da vida um do outro.
Para o ano tudo será diferente, porque vem aí mais uma "novidade" e porque há coisas que só podem melhorar.
Tinhas nascido na noite anterior, uma noite precedida de um dia que não esqueço pela ansiedade da novidade que aí vinha.
Um ano volvido e a sensação é mais ou menos a mesma, mas agora eu conheço-te, tu conheces-me e fazemos parte da vida um do outro.
Para o ano tudo será diferente, porque vem aí mais uma "novidade" e porque há coisas que só podem melhorar.
sexta-feira, abril 11, 2008
64
Era uma vez 3: dois austríacos e um francês.
O francês, um pouco mais audaz,
puxou pela espada e Zás Trás Pás.
Mas não matou!
Eu vou contar como a história se passou:
Era uma vez três...
do Lacrau...
O francês, um pouco mais audaz,
puxou pela espada e Zás Trás Pás.
Mas não matou!
Eu vou contar como a história se passou:
Era uma vez três...
do Lacrau...
segunda-feira, abril 07, 2008
sexta-feira, abril 04, 2008
Gostava de saber porque é que
Estou a ouvir Chico Buarque e o meu Windows Media Player insiste em dizer que estou a ouvir Gotan Project.
terça-feira, abril 01, 2008
Esforço Sobre humano...
... é aconchegar-te de noite, embalar-te quando acordas estremunhado e não poder esborrachar-te com beijos!!!
sábado, março 29, 2008
Lavar a cara
Esta madrugada muda a hora: o meu horário volta.
Dias até tarde, sol e luz.
Tempo de começar a aquecer, esfregar as mãos e seguir.
Girar, sempre a girar.
De cara lavada.
Dias até tarde, sol e luz.
Tempo de começar a aquecer, esfregar as mãos e seguir.
Girar, sempre a girar.
De cara lavada.
sexta-feira, março 28, 2008
Casamentos precários
Já não bastava o trabalho ser temporário e querem agora que o casamento também seja...
Isto está bonito.
Isto está bonito.
quarta-feira, março 26, 2008
Coisas sagradas
Dormir até tarde
Almoçar com a família
Café a meio da tarde com o Pai - sempre que posso, sempre sempre
Conversas sérias com amigos muito amigos
Cinema com a Mãe
Festas ao Cupi
Almoçar com a família
Café a meio da tarde com o Pai - sempre que posso, sempre sempre
Conversas sérias com amigos muito amigos
Cinema com a Mãe
Festas ao Cupi
terça-feira, março 25, 2008
Pensamento do dia
Dizer coisas absurdas no pior dos momentos é, muitas vezes, o melhor motor de arranque para fugir à tragédia.
Que assim seja.
Que assim seja.
Apetecia-me...
Saber jogar Boxe
Não me sentir mal sempre que vejo sangue
Que fosse obrigatório ser Primavera quando o calendário lá chega
Não ter de ir a hospitais nos próximos... 10 anos
Saber estar calada quando é absolutamente necessário.
Não me sentir mal sempre que vejo sangue
Que fosse obrigatório ser Primavera quando o calendário lá chega
Não ter de ir a hospitais nos próximos... 10 anos
Saber estar calada quando é absolutamente necessário.
domingo, março 23, 2008
sexta-feira, março 21, 2008
quarta-feira, março 19, 2008
terça-feira, março 18, 2008
A piada da semana
Vitalino Canas, deputado da bancada socialista na Assembleia da República, é o Provedor do Trabalho Temporário.
AHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
AHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Pensamento do dia
Ir a uma entrevista e pôr-me a discutir com o entrevistador é capaz de não ser a melhor estratégia para arranjar emprego...
Ao menos foi divertido!!!
PS - A cigana voltou a passar por mim e dizer que estou com mau olhado...
Ao menos foi divertido!!!
PS - A cigana voltou a passar por mim e dizer que estou com mau olhado...
domingo, março 16, 2008
Gabriel García Márquez e Fidel Castro, Os segredos de uma Amizade

De Ángel Esteban e Stéphanie Panichelli, um livro sobre os meandros duma amizade entre Gabo, descrito como um homem que adora o poder mas que o exerce discretamente e Fidel que, todos reconhecemos, o detém.
Gabo sonhava com uma América Latina unida e com um socialismo próprio, diferente da URSS ou de países comunistas como a China. Fidel seria um catalizador desse sonho com o exemplo que podia dar em Cuba de um Socialismo forte e justo.
Os autores não evitam o tom crítico com que descrevem certos acontecimentos em Cuba ou mesmo relativamente a Gabo: muitas vezes ironicamente apontam o dedo ao regime de Fidel e a Gabo por nada fazer relativamente aos problemas cubanos (principalmente no que respeita aos presos políticos e às condenações à morte que Márquez sempre criticou).
A verdade não está neste livro, nem estará em nenhum que se escreva, mais ou menos pró-castrista. A verdade só os dois a conhecem e veremos se um dia a contarão (esta é, aliás, uma promessa de Gabo).
Sem dúvida que é um livro bem documentado, baseado numa bibliografia extensa, mas que nem sempre é isento - não podendo deixar de fazer esta crítica, tenho dúvidas no entanto que fosse possível escrever um livro destes com verdadeira imparcialidade,
Obrigada LG e HL por este presente naquele dia tão especial.
sábado, março 15, 2008
Toda a vida...
preferi fazer de novo a refazer.
(Isto inclui, obviamente, destruir o que havia sido feito).
(Isto inclui, obviamente, destruir o que havia sido feito).
sexta-feira, março 14, 2008
quinta-feira, março 13, 2008
Coisas que ando a pensar
Eu que sempre acreditei no Serviço Nacional de Saúde, reconhecendo-lhe fraquezas mas principalmente virtudes começo a pensar que quem não tem dinheiro não se safa.
Mas é só um pensamento que vale o que vale.
Mas é só um pensamento que vale o que vale.
segunda-feira, março 10, 2008
sexta-feira, março 07, 2008
Este título podia ser uma asneira muito grande
Acordar cedo, muito cedo.
Metro-Táxi-Táxi-Metro-Metro-Comboio.
Entre uma vida passada em meios de transporte:
Entrevistas. Um a cigana que me diz que estou com mau olhado. Um sorriso para a cigana porque hoje só quero paz.
Depois dum dia que não dá pra contar, a pergunta:
Será que a cigana tinha razão...?
Metro-Táxi-Táxi-Metro-Metro-Comboio.
Entre uma vida passada em meios de transporte:
Entrevistas. Um a cigana que me diz que estou com mau olhado. Um sorriso para a cigana porque hoje só quero paz.
Depois dum dia que não dá pra contar, a pergunta:
Será que a cigana tinha razão...?
sábado, março 01, 2008
A torta da vida
Sempre que começo um caminho há uma mão a segurar-me, a pedir-me para ficar. E eu fico sempre, sempre que começo um caminho.
Seguir em frente depende muito mais dos outros do que de mim.
Dizer que não há direito não vale de nada. Afinal, se não há direito, há esquerdo e sempre preferi os esquerdos aos direitos.
Seguir em frente depende muito mais dos outros do que de mim.
Dizer que não há direito não vale de nada. Afinal, se não há direito, há esquerdo e sempre preferi os esquerdos aos direitos.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Hoje
Tens de me prometer - promete por favor - que vais aceitar o passado e recomeçar o presente.
Perdoei-te porque acredito que as pessoas podem mudar, não esqueço enquanto não fizeres mais e melhor.
Muda, não fiques aí especado à espera que tudo aconteça.
Vive.
Perdoei-te porque acredito que as pessoas podem mudar, não esqueço enquanto não fizeres mais e melhor.
Muda, não fiques aí especado à espera que tudo aconteça.
Vive.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Pensamento do dia
O Blogger Dashboard devia ter, para além das Definições, um separador com Indefinições. Com um simples clique postava-se um estado de espírito.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Coisas que ando a fazer ( e não sei se bem) IV
A Gestão de Recursos Humanos tem a ver com pessoas que, como seres complexos e únicos, não podem ser tratados apenas como “recursos” e com base apenas no seu “valor de uso”, mas vistos como possuidoras de determinadas características e competências que lhes são próprias.
(...)
Não é possível esquecer que, ao falar de gestão de recursos humanos é de pessoas que se trata. Não se pode atingir um nível “óptimo” de qualidade e competitividade organizacionais se não se tiver em conta que os indivíduos que contribuem para esses factores são pessoas, com vida pessoal e familiar, com emoções, atitudes e comportamentos próprios. É igualmente importante reconhecer que as organizações devem estar viradas para fora, no sentido em que têm, como já foi referido, de estar em sintonia com outras instituições e com o próprio Estado.
(...)
A ordem interna e a estabilidade duma empresa dependem disto mesmo: reconhecer os seus trabalhadores como seres únicos, ter capacidade de negociação e acima de tudo a capacidade de atingir consensos.
(...)
As questões da flexibilidade e adaptabilidade dos trabalhadores nas empresas estão hoje na ordem do dia. Sendo certo que são precisas medidas que respondam aos desafios da economia global, é importante não esquecer que há direitos de que os trabalhadores não estão dispostos a abdicar, e que pô-los em causa é não só um risco para a classe trabalhadora como para as empresas de que fazem parte. Alguma flexibilização é necessária, mas não a qualquer custo.Os gestores de recursos humanos têm neste campo um papel muito importante a desempenhar, por estarem virados para as pessoas, as relações entre elas e a sua relação com as organizações. São profissionais com experiência não só em identificar competências, mas também a reconhecer os riscos que uma flexibilização sem limites pode trazer para as empresas que, por necessitarem de trabalhadores com uma certa dedicação e disponibilidade, que se integrem com facilidade e que trabalhem em prol de objectivos comuns a toda a organização, devem reconhecer as preocupações da crescente precariedade a que os trabalhadores estão sujeitos.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Ponto de Situação
Acabo o último trabalho 2 horas antes de recomeçarem as aulas.
Isto diz imenso sobre mim, não diz...?
Isto diz imenso sobre mim, não diz...?
sábado, fevereiro 16, 2008
Mar e Lua
Amaram o amor urgente
As bocas salgadas pela maresia
As costas lanhadas pela tempestade
Naquela cidade
Distante do mar
Amaram o amor serenado
Das noturnas praias
Levantavam as saias
E se enluaravam de felicidade
Naquela cidade
Que não tem luar
Amavam o amor proibido
Pois hoje é sabido
Todo mundo conta
Que uma andava tonta
Grávida de lua
E outra andava nua
Ávida de mar
E foram ficando marcadas
Ouvindo risadas, sentindo arrepio
Olhando pro rio tão cheio de lua
E que continua
Correndo pro mar
E foram correnteza abaixo
Rolando no leito
Engolindo água
Rolando com as algas
Arrastando folhas
Carregando flores
E a se desmanchar
E foram virando peixes
Virando conchas
Virando seixos
Virando areia
Prateada areia
Com lua cheia
E à beira-mar
Chico Buarque
As bocas salgadas pela maresia
As costas lanhadas pela tempestade
Naquela cidade
Distante do mar
Amaram o amor serenado
Das noturnas praias
Levantavam as saias
E se enluaravam de felicidade
Naquela cidade
Que não tem luar
Amavam o amor proibido
Pois hoje é sabido
Todo mundo conta
Que uma andava tonta
Grávida de lua
E outra andava nua
Ávida de mar
E foram ficando marcadas
Ouvindo risadas, sentindo arrepio
Olhando pro rio tão cheio de lua
E que continua
Correndo pro mar
E foram correnteza abaixo
Rolando no leito
Engolindo água
Rolando com as algas
Arrastando folhas
Carregando flores
E a se desmanchar
E foram virando peixes
Virando conchas
Virando seixos
Virando areia
Prateada areia
Com lua cheia
E à beira-mar
Chico Buarque
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Ontem
Eu, que embirro desde sempre com o Dia de S. Valentim, não porque tenha alguma coisa contra o dito Santo, mas porque esta coisa do "dia dos namorados" sempre me causou uma certa incompreensão (sim, mesmo quando tinha namorados nesta altura), porque há coisas que deviam ser como devia também ser o Natal: todos os dias.
Eu, que toda a vida achei Kitsch demais os coraçõezinhos, os vermelhinhos, os peluchinhos e outras coisas acabadas em "inho", eu que nem me lembrei que era o dito dia, eu... tenho direito a um telefonema matinal do melhor amigo de todos os melhores amigos do mundo com um entusiástico "Feliz dia dos Namorados, Jotinha! É só para te dar um beijo enorme porque me apeteceu!". Eu que tinha sono e que nem estava a perceber bem, eu que não ligo nenhuma, eu afinal ligo e foi um bom dia só porque começou assim: bem!
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
I (still) have a dream
Há um país no qual não acredito mas, que quer queiramos quer não, a todos diz respeito.
Acredito que haja milhares de americanos que ainda sonhem com o dito "sonho".
Não sei se este senhor vai conseguir ganhar à Srª Clinton, mas eu gostava. Temo que depois disso não consiga ganhar a Mcain, mas gostava ainda mais.
Yes, we can
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Coisas que ando a fazer ( e não sei se bem) III
As relações contratuais não tradicionais começaram por ser uma resposta às mudanças económicas, crescente competitividade, especialização cada vez maior e mais necessária para a sobrevivência das empresas, a alteração da composição da força de trabalho – trabalhadores mais velhos e crescimento das mulheres trabalhadoras – de modo a facilitar quer a entrada no mercado de trabalho, quer as necessidades pontuais das empresas, quer o facto de o trabalho dito tradicional estar em claríssimo decréscimo e as economias não serem capazes de criar empregos suficientes para a população activa.
Mas tudo isto acarreta riscos enormes para as pessoas e, a longo prazo, para as próprias economias que dificilmente serão capazes de travar este aproveitamento da situação do mercado de trabalho pelas empresas e pelos próprios Estados de cada país. Sendo certo que a noção de “emprego para toda a vida” é uma realidade do passado e que os trabalhadores terão de saber adaptar-se aos desafios já mencionados, é essencial prever até onde essa adaptabilidade terá de ir sem que se percam os direitos inalienáveis dos trabalhadores e a oportunidade que se lhes deve dar para terem qualidade de vida, constituírem família e atingir as suas expectativas de vida.
Mas tudo isto acarreta riscos enormes para as pessoas e, a longo prazo, para as próprias economias que dificilmente serão capazes de travar este aproveitamento da situação do mercado de trabalho pelas empresas e pelos próprios Estados de cada país. Sendo certo que a noção de “emprego para toda a vida” é uma realidade do passado e que os trabalhadores terão de saber adaptar-se aos desafios já mencionados, é essencial prever até onde essa adaptabilidade terá de ir sem que se percam os direitos inalienáveis dos trabalhadores e a oportunidade que se lhes deve dar para terem qualidade de vida, constituírem família e atingir as suas expectativas de vida.
sábado, fevereiro 09, 2008
Cúmulo dos cúmulos...
... é estar desempregada, estudar relações laborais e perceber que não há muito espaço para futuros...
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Diálogos que me tiram do sério e não deviam
Cenário: IP3, troço de Santa Comba Dão
Avó: Terra do grande Salazar. É pena que só depois das pessoas morrerem se lhes dá o devido valor.
Neta: Há-de estar a arder nas profundezas do Inferno!
Avó: Filha, não digas isso. Foi um grande homem, se ainda estivesse vivo isto não estava como está!
Neta: (visivelmente irritada) A Avó devia pensar bem antes de dizer essas coisas, há coisas que eu não posso aceitar. Sabe que na altura desse senhor havia prisões políticas, as pessoas não podiam dizer o que pensavam, enfim, não havia liberdade de expressão, entre outras coisas?
Avó: Pronto, filha, tu tens as tuas ideias, eu tenho as minhas, que queres que faça?
Neta: Que não diga disparates!!! (pronto, foi aqui que "a neta" se passou porque ainda não percebeu que os avós envelheceram e que nem vale a pena discutir estas coisas com eles.
Avó: Terra do grande Salazar. É pena que só depois das pessoas morrerem se lhes dá o devido valor.
Neta: Há-de estar a arder nas profundezas do Inferno!
Avó: Filha, não digas isso. Foi um grande homem, se ainda estivesse vivo isto não estava como está!
Neta: (visivelmente irritada) A Avó devia pensar bem antes de dizer essas coisas, há coisas que eu não posso aceitar. Sabe que na altura desse senhor havia prisões políticas, as pessoas não podiam dizer o que pensavam, enfim, não havia liberdade de expressão, entre outras coisas?
Avó: Pronto, filha, tu tens as tuas ideias, eu tenho as minhas, que queres que faça?
Neta: Que não diga disparates!!! (pronto, foi aqui que "a neta" se passou porque ainda não percebeu que os avós envelheceram e que nem vale a pena discutir estas coisas com eles.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Babbitt, Sinclair Lewis
Uma sátira sobre a América dos anos 20, altura da Lei Seca que o conservadorismo apoiava mas não praticava. Um homem de negócios e de família numa cidade comercial, Zenith, que vive infeliz num dia-a-dia farsante em que a única coisa que interessa são as aparências. Tenta mudar, dizer o que pensa mas, no final, apercebe-se que as ideias liberais só lhe trazem dissabores e por isso retorna à vida conservadora e fútil de outrora.
Sinclair Lewis, Nobel da Literatura em 1930, descreve com alguma ironia a prosperidade daqueles que vivem num mundo de mentira e de aparências, que lutam contra as ideias liberais, socialistas e de justiça social.
78 anos depois, ou 88 depois da época da história, há obras que são ainda contemporâneas...
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Coisas que ando a fazer (e não sei se bem) II
(...)
Porque não é viável sermos europeus e “cidadãos globais”, numa economia global e sem fronteiras, se for esquecida a dimensão social que qualquer modelo económico tem de ter. Porque não é possível construir um futuro e corrigir os erros do passado se não se pensar num novo Modelo Social que tenha em conta as disparidades e os problemas da actualidade. A Europa mudou, o Modelo Social Europeu tem de mudar a par da Europa.
Neste sentido, a Globalização só é uma ameaça para o Modelo Social Europeu se este último não for repensado e se forem criados mais entraves à construção de uma Europa mais justa e igualitária. A ameaça da Globalização é óbvia, mas para que deixe de o ser é necessária vontade política, estabelecer prioridades para criar condições que permitam a defesa dos direitos inalienáveis dos cidadãos europeus.
Neste sentido, a Globalização só é uma ameaça para o Modelo Social Europeu se este último não for repensado e se forem criados mais entraves à construção de uma Europa mais justa e igualitária. A ameaça da Globalização é óbvia, mas para que deixe de o ser é necessária vontade política, estabelecer prioridades para criar condições que permitam a defesa dos direitos inalienáveis dos cidadãos europeus.
Coisas que ando a fazer (e não sei se bem) I
(...)
É neste sentido que o sindicalismo tem de guiar as suas actividades. A capacidade reivindicativa dos sindicatos é hoje posta em causa por muitos, mas o preocupante é sê-lo também por um conjunto de trabalhadores que se não revê num sindicalismo conservador, com concepções já ultrapassadas para a realidade que hoje se vive. O sindicalismo tem de ser reforçado e renovado por ser uma peça essencial na vida democrática e livre: se o não for, ganham aqueles que consideram o diálogo uma espécie de “tempo perdido” e que padecem daquilo a que se vem chamando a “sindicalofobia”.
Ser sindicalista hoje tem uma conotação menos positiva e isso não se deve a um estereotipo sem sentido, deve-se, isso sim, a um certo descontentamento por quem não se revê nele por ter problemas mais diversos e profundos do que aqueles sobre os quais sindicatos (ainda) lutam.
Há sem dúvida nenhuma um lugar para o sindicalismo hoje, mas para ocupar esse lugar tem de se transformar, renovar e inovar, de modo a ser um parceiro de negociação essencial para as reformas necessárias e ajudar ao aumento da justiça e coesão sociais, para um mundo laboral mais igualitário, com mais direitos e menos insegurança.
Ser sindicalista hoje tem uma conotação menos positiva e isso não se deve a um estereotipo sem sentido, deve-se, isso sim, a um certo descontentamento por quem não se revê nele por ter problemas mais diversos e profundos do que aqueles sobre os quais sindicatos (ainda) lutam.
Há sem dúvida nenhuma um lugar para o sindicalismo hoje, mas para ocupar esse lugar tem de se transformar, renovar e inovar, de modo a ser um parceiro de negociação essencial para as reformas necessárias e ajudar ao aumento da justiça e coesão sociais, para um mundo laboral mais igualitário, com mais direitos e menos insegurança.
sábado, fevereiro 02, 2008
Montes
Projectos empilhados até ao tecto.
O caos, o conflito, a falta de ordem que não é desordem, é só falta de organização.
Não há tréguas, as que há resumem-se ao silêncio.
Dor é diferente de ardor, não é?
Enganemo-nos.
O caos, o conflito, a falta de ordem que não é desordem, é só falta de organização.
Não há tréguas, as que há resumem-se ao silêncio.
Dor é diferente de ardor, não é?
Enganemo-nos.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Desordem
Tudo ao contrário.
O mundo ao contrário.
Pessoas do direito, eu do avesso.
"vou continuar a estratégia da cigarra
cantando o inverno a chegar" Jorge Palma
O mundo ao contrário.
Pessoas do direito, eu do avesso.
"vou continuar a estratégia da cigarra
cantando o inverno a chegar" Jorge Palma
domingo, janeiro 27, 2008
Miguel
Significa em hebraico "aquele parecido com Deus".
São Miguel, o arcanjo do primeiro raio de Deus, combatente do Bem contra o Mal.
Miguel Torga, um dos maiores poetas e escritores do século XX.
Miguel, irmão de Vasco.
Miguel, o segundo filho, neto, sobrinho.
Miguel, qual D. Sebastião, tal como o mano Vasco, "O Desejado".
São Miguel, o arcanjo do primeiro raio de Deus, combatente do Bem contra o Mal.
Miguel Torga, um dos maiores poetas e escritores do século XX.
Miguel, irmão de Vasco.
Miguel, o segundo filho, neto, sobrinho.
Miguel, qual D. Sebastião, tal como o mano Vasco, "O Desejado".
terça-feira, janeiro 22, 2008
Ontem na TSF
Ontem foi o dia mundial das religiões. A TSF entrevistou um senhor (cujo nome não me lembro) que defendia o ateísmo, mas muito mal. Nada contra os ateus, mas ele há coisas que me partem toda. Isto porque a determinada altura, no meio de um discurso pouco coerente, o senhor diz qualquer coisa como "hoje em dia, dizer no trabalho que se é ateu é pior do que dizer que se tem Sida".
Pois bem, com tiradas brilhantes como esta, em que o ateísmo é comparado com uma doença infecto-contagiosa, sexualmente (e não só) transmissível, não há católico, muçulmano, judeu, budista, etc. etc. que precise de sair em defesa própria.
domingo, janeiro 20, 2008
sábado, janeiro 19, 2008
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Se eu pudesse
movia um processo contra os corações arrependidos, pedia-lhes uma indemnização choruda para aprenderem a não olhar para trás enquanto se conduz uma vida.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
CGTP-Intersentimental (citando de novo "O Boato")
Ele era sempre tão afectuoso que já o chamavam o Carvalho da Silva das manifestações amorosas.
sábado, janeiro 12, 2008
Coisas que me tiram do sério
A política (e os políticos) de hoje.
A desonestidade.
As meias verdades ou meias mentiras porque são a mesma coisa.
Passados repetidos.
Pessoas passageiras.
A chuva quando não molha.
Futilidades.
Indefinições.
Faltas de educação.
A tristeza dos amigos.
A desonestidade.
As meias verdades ou meias mentiras porque são a mesma coisa.
Passados repetidos.
Pessoas passageiras.
A chuva quando não molha.
Futilidades.
Indefinições.
Faltas de educação.
A tristeza dos amigos.
As mulheres de meu pai, José Eduardo Agualusa

A personagem morta sempre presente: Faustino Manso, compositor e músico angolano. A vida à volta das suas sete viúvas e dezoito filhos. A realizadora de cinema Laurentina, filha mais nova de Faustino, percorre a vida de seu pai de fio a pavio: os lugares, as mulheres, os amigos. Uma viagem por África, pelas suas gentes, história, paisagens, cheiros.
Agora que África está tão perto da minha vida (porque faz com que algumas pessoas estejam tão longe) há livros que são verdadeiros sinais de Deus. Obrigada à Mãe que me ofereceu este livro cuja dedicatória dizia "que eu seja a única do Pai".
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Pensamento do dia
O novo aeroporto de Alcochete devia chamar-se "Aeroporto Jámé" - escrito assim é melhor, já que o Francês escrito como se lê em português é muito mais Lin(D)o.
sábado, janeiro 05, 2008
Disse-o o "Boato" quando ainda era vivo
Andamos todos a tentar dizer coisas definitivas a pessoas passageiras.
terça-feira, janeiro 01, 2008
Canário, Rodrigo Guedes de Carvalho

Em Canário o narrador enfrenta o leitor, desafia-o num tom ríspido de quem nada teve e dificilmente alguma coisa terá. Um homem sem futuro, "engaiolado" que disserta sobre as coisas da vida, da sua vida na prisão e fora dela. Várias histórias que a determinada altura se unem por uma coincidência que se vem a verificar não ser feliz. Histórias de vida, de pessoas iguais a tantas outras e talvez por isso seja um livro fascinante, perto do trágico.
Jerusalém, Gonçalo M. Tavares

O pior que pode haver nos seres humanos. Uma pesquisa sobre os horrores do passado e uma possível previsão dos horrores do futuro. A incerteza da demência - ao ler sobre a demência da personagem central Mylia Busbeck (para mim, pode haver outras leituras) fiquei a pensar se não seremos nós, ditos "sãos" os dementes deste mundo.
Um livro surpreendente por tudo: o autor que desconhecia e que superou todas as expectativas, as personagens tão complexas e tão reais, a história tão estranha que nos obriga a reflectir sobre o estado das coisas. Surpreendente também pelo final.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Até 2008
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drumond de Andrade
Para a T. que vai começar um novo ano, uma nova vida.
Para todos, um bom ano.
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drumond de Andrade
Para a T. que vai começar um novo ano, uma nova vida.
Para todos, um bom ano.
sábado, dezembro 22, 2007
Parabéns...
... por mais um ano que teve de tudo: dos momentos mais felizes aos mais assustadores.
Parabéns por este ano, mais do que por todos os outros.
Parabéns.
Parabéns por este ano, mais do que por todos os outros.
Parabéns.
domingo, dezembro 16, 2007
Dúvida
É quando o dia nasce, ou o nascer do dia em ti.
É o passado que volta sem avisar.
É saber o que está errado, fingindo que está certo.
É o passado que volta sem avisar.
É saber o que está errado, fingindo que está certo.
terça-feira, dezembro 11, 2007
Quando, em pleno Advento, me anunciam mais esta Boa-Nova fico sem palavras, não sei o que pensar, sei apenas que sou a Tia mais feliz do mundo.
Pensei que era impossível ter um Natal mais feliz este ano: com o Vasco, perto da Carolininha. Afinal, vai ser um Natal ainda mais feliz. Que venham tantos quantos eu conseguir abraçar. E obrigada por me fazeres assim feliz.
Pensei que era impossível ter um Natal mais feliz este ano: com o Vasco, perto da Carolininha. Afinal, vai ser um Natal ainda mais feliz. Que venham tantos quantos eu conseguir abraçar. E obrigada por me fazeres assim feliz.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Quando
... os pacotes de açúcar que não utilizo porque gosto de café amargo dizem duas vezes no mesmo dia "Um dia mudo radicalmente de visual. Hoje é o dia." fico a pensar de devia rapar o cabelo.
Valeu-me a tua mensagem que dizia qualquer coisa como "é indiferente. ficas bem de qualquer maneira".
Valeu-me a tua mensagem que dizia qualquer coisa como "é indiferente. ficas bem de qualquer maneira".
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Adeus, Fernando
O Fernando foi o homem que mais finos me serviu em toda a minha vida. (não era para começar por aqui mas é a mais pura das verdades)
O Fernando era o homem que sempre que não me via há mais de uma semana fazia questão de me dar um beijinho na testa. Era o homem que dava abraços sentidos ao Francisco e ao Diogo quando vinham de visita.
Era com ele que volta e meia aconteciam conversas hilariantes:
- Fernando, queria um fino.
- Já vai!
(quando demorava mais do que era suposto...)
- Fernando, esqueceste-te do meu fino?
- Ai a merda... Pois esqueci!!! (Seguido duma bela gargalhada).
O Fernando adorava crianças, brincava com elas. Gostava de nós, conversava connosco, queria saber o que andávamos a fazer.
Nunca vi aquele homem aborrecido. Sempre bem disposto, sorridente, quase eléctrico.
Fica aqui a minha homenagem, em nome de todos aqueles que passaram alguma parte da sua juventude no velhinho Avenida, que certamente sentirão tanto a falta dele como eu.
Hoje queria ter estado em Coimbra, sendo completamente impossível, aqui fica aquele "até logo" que sempre lhe dizia mesmo que naquele dia não voltasse ao Avenida (que aliás não vai nunca ser o mesmo sem ti).
O Fernando era o homem que sempre que não me via há mais de uma semana fazia questão de me dar um beijinho na testa. Era o homem que dava abraços sentidos ao Francisco e ao Diogo quando vinham de visita.
Era com ele que volta e meia aconteciam conversas hilariantes:
- Fernando, queria um fino.
- Já vai!
(quando demorava mais do que era suposto...)
- Fernando, esqueceste-te do meu fino?
- Ai a merda... Pois esqueci!!! (Seguido duma bela gargalhada).
O Fernando adorava crianças, brincava com elas. Gostava de nós, conversava connosco, queria saber o que andávamos a fazer.
Nunca vi aquele homem aborrecido. Sempre bem disposto, sorridente, quase eléctrico.
Fica aqui a minha homenagem, em nome de todos aqueles que passaram alguma parte da sua juventude no velhinho Avenida, que certamente sentirão tanto a falta dele como eu.
Hoje queria ter estado em Coimbra, sendo completamente impossível, aqui fica aquele "até logo" que sempre lhe dizia mesmo que naquele dia não voltasse ao Avenida (que aliás não vai nunca ser o mesmo sem ti).
domingo, dezembro 02, 2007
SMS, sessão nostalgia
E depois há aqueles dias em que a vida só faz sentido ao pé de ti. São muitos, não é só hoje, mas hoje especialmente. Beijos lindos como tu.
Porque te adoro, porque tenho saudades, porque me fazes falta.
Porque te adoro, porque tenho saudades, porque me fazes falta.
domingo, novembro 25, 2007
As músicas, sempre as músicas
Ah que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher
Caetano Veloso
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher
Caetano Veloso
sábado, novembro 24, 2007
Cenas
Há uma casa pequenina na Praça de Alvalade onde me sinto em casa e em boa companhia (desculpa o pesadelo, e viva a vizinhança estranha às 6 da manhã!).
Os regressos nem sempre são fáceis e este foi especialmente difícil. Há decisões que têm de ser tomadas, custe o que custar. (E custou muito, não imaginas quanto).
A solidão já não é o que era.
Os regressos nem sempre são fáceis e este foi especialmente difícil. Há decisões que têm de ser tomadas, custe o que custar. (E custou muito, não imaginas quanto).
A solidão já não é o que era.
sexta-feira, novembro 16, 2007
Os regressos
Entre partir e regressar, cá vamos andando.
Há uma coisa que tenho mesmo de dizer. Já falei das maravilhas de ser tia. Já expliquei este amor inexplicável, esta sensação única que não dá para descrever. Mas há uma coisa.
Quando o mundo cai sobre nós, quando chego a casa (da Mana) cansada mais de estar sozinha do que de muito trabalhar, quando só me apetece dormir e acordar daqui a 15 dias... Há uma coisa.
Há o sorriso mais lindo do Universo, dirigido directamente a mim, mesmo sonolento, mesmo cansado, mesmo birrento. Há um sorriso que tem um dono, o seu nome é Vasco e não tem descrição.
Há uma coisa que tenho mesmo de dizer. Já falei das maravilhas de ser tia. Já expliquei este amor inexplicável, esta sensação única que não dá para descrever. Mas há uma coisa.
Quando o mundo cai sobre nós, quando chego a casa (da Mana) cansada mais de estar sozinha do que de muito trabalhar, quando só me apetece dormir e acordar daqui a 15 dias... Há uma coisa.
Há o sorriso mais lindo do Universo, dirigido directamente a mim, mesmo sonolento, mesmo cansado, mesmo birrento. Há um sorriso que tem um dono, o seu nome é Vasco e não tem descrição.
quarta-feira, novembro 14, 2007
domingo, novembro 11, 2007
Não,
não me olhes que o amor ainda acorda.
Não grites, que o vizinho ainda acorda.
Deixa-o dormir, o nosso amor, um bocadinho mais
Deixa-o dormir que viveu dias tão brutais.
(S.G.)
Não grites, que o vizinho ainda acorda.
Deixa-o dormir, o nosso amor, um bocadinho mais
Deixa-o dormir que viveu dias tão brutais.
(S.G.)
sábado, novembro 10, 2007
sexta-feira, novembro 09, 2007
quinta-feira, novembro 08, 2007
domingo, novembro 04, 2007
Aviso à navegação
Adivinham-se dias tempestuosos.
Mau feito à espreita.
Nunca tinha conhecido o efeito de dispersão em tão grande tamanho.
Perigo de disparar em qualquer direcção.
Mau feito à espreita.
Nunca tinha conhecido o efeito de dispersão em tão grande tamanho.
Perigo de disparar em qualquer direcção.
sábado, novembro 03, 2007
Porque...
... não sei dizer adeus, nunca gostei de despedidas.
Porque és mais que uma irmã, porque vais partir, porque te adoro, porque não sei como vai ser por aqui sem ti.
Irrita-me ter a certeza que tudo vai correr bem. Se não corresse, eu seria de certeza um dos ombros em que chorarias, um dos túmulos com quem desabafarias.
Rezo por ti sempre que rezo, penso em ti sempre que posso. Faltam 3 dias, e nestes 3 dias vamos fazer como sempre fizemos quando alguma mudança vinha a caminho: fingimos que nada vai acontecer. Já chorámos, já desabafámos, agora resta-nos fingir que vai passar depressa.
Tenho medo por ti, mas também o tenho por mim. Sinto-me egoísta porque às vezes penso que só devia pensar em ti e deixar de pensar em mim. Não consigo.
Estes feitios que se cruzam e que volta e meia explodem, estes feitios que se complementam sem parecer que são realmente parecidos, este medo que ambas sentimos não têm cura.
Vou desenhar esperanças, escrever danças, pintar os dias.
Cá te espero, sempre. Para sempre.
Porque és mais que uma irmã, porque vais partir, porque te adoro, porque não sei como vai ser por aqui sem ti.
Irrita-me ter a certeza que tudo vai correr bem. Se não corresse, eu seria de certeza um dos ombros em que chorarias, um dos túmulos com quem desabafarias.
Rezo por ti sempre que rezo, penso em ti sempre que posso. Faltam 3 dias, e nestes 3 dias vamos fazer como sempre fizemos quando alguma mudança vinha a caminho: fingimos que nada vai acontecer. Já chorámos, já desabafámos, agora resta-nos fingir que vai passar depressa.
Tenho medo por ti, mas também o tenho por mim. Sinto-me egoísta porque às vezes penso que só devia pensar em ti e deixar de pensar em mim. Não consigo.
Estes feitios que se cruzam e que volta e meia explodem, estes feitios que se complementam sem parecer que são realmente parecidos, este medo que ambas sentimos não têm cura.
Vou desenhar esperanças, escrever danças, pintar os dias.
Cá te espero, sempre. Para sempre.
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