domingo, fevereiro 26, 2006

Clandestina, cá e lá.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Vim aqui cheia de raiva. Ia escrever cheia de raiva. Uma raiva que tenho muitas vezes quando vejo telejornais, quando leio o que me desagrada. Uma raiva pela guerra, por quem mata ou manda matar, por quem deixa que se mate. Hoje fala-se de mortos como se de sacos de batatas se tratassem. Parece que anda tudo esquecido da dádiva que é a Vida. Uma dádiva divina para quem acredita em Deus (qualquer que seja) uma dádiva da Natureza para quem não acredita no Divino. Anda tudo esquecido do quanto vale uma vida, qualquer que seja.
Passou-me a raiva, agora. Ainda que sinta tudo da mesma maneira.

P.S. - Estive com amigos. O céu está estrelado. Amanhã vou dançar.

A raiva de repente passou. Ainda que não me arrependa de nada do que disse.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

"... Linguagem do silêncio, essa em que palavras são névoa do alheamento, da meditação do nada, e em que as palavras em voz alta são da pessoa de fora como as de um intruso." VF

Shhhiiuuuu...Silêncio!

Pensamento do dia

A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo.
Victor Hugo

Digam o que disserem, digam o que quiserem.
É uma bonita história de Amor, como todas as histórias de Amor verdadeiro. Daquelas que vale sempre a pena conhecer, sejam quais forem. Ou entre quem...

terça-feira, fevereiro 21, 2006



Pretend like there’s no world outside
And we could pretend it all the time
Can’t you see that it’s just raining
There ain’t no need to go outside

We got everything we need right here And everything we need is enough

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

A Lua e um Martini :)



Acredita Lua,

Se eu fosse uma mulher com companhia

Não seria tão tua.

domingo, fevereiro 19, 2006

Um quarto com vista para a Sé. Uma tempestade durante a noite longa e solitária. Lençóis a cheirar a lavado, numa cama grande demais para um só. De madrugada levantou-se para ver o que se passava: muita chuva, o barulho sinistro dos ramos das árvores quase a se desconjuntarem. A luz amarela e quente que ilumina a Sé apaga-se subitamente, um lago de chuva em frente, a luz dos relâmpagos... As horas. Faz-se tarde, quase cedo.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Já fui criança, já fui flôr.
Já fui pássaro, já fui árvore.
Já fui simples, complicada.
Já fui calma, estouvada.

Hoje sou eu. Cada vez mais eu e o meu Deus das pequenas coisas.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

O fim pode ser um início. Apetece-me iniciar qualquer coisa sem pôr fim a nada, será possível...?

Haja o que houver eu estou aqui.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Já ansiámos corpos ausentes
como um rio anseia p’la foz
já fizemos tanto e tão pouco
que há de ser de nós?

Que há-de ser do mais longo beijo
que nos fez mudar de morada
dissipar-se-à como tudo em nada?
Na pele duma raposa fugiria. Na pele de um lobo atacaria. Vou meter-me na pele de um pássaro, para voar e procurar um espaço com água e luz. Muito sol. E isso basta.

domingo, fevereiro 12, 2006

Não me enjeites quando te escrevo
o que à memória me vem
contas contadas, contas da história
que a ninguém devo, a ninguém

À noite os casais devassam
os enigmas duma luz mansa
os sonhos idos de criança
como farrapos soltos que passam

João Afonso

sábado, fevereiro 11, 2006

Tenho borboletas na barriga. Ai....

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Sou como sou
basta-me o vento
leva-me a onda
tudo o que tento

Sou como sou
onde me ausento
basta-me a festa
chega-me o vento

Pensamento do dia

Muito tarda a vida a ensinar.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Uma moldura inacabada. Uma imagem que vale mais que mil palavras. Dois sorrisos, dois olhares. Falta acabar a moldura, a imagem já existe.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

-Insignificâncias!
-Como disse?
-Isso mesmo que ouviu: Insignificâncias.
-Creio que me equivocou...
-Minha cara, todas essas coisas em que pensa e que a deixam triste, tudo insignificâncias.
-Serei obrigada a discordar...
-Lembre-se do seu passado. Pense, vá. Olhe-se ao espelho e veja esse sorriso. Suponho que não esteja a relembrar coisas tristes...
-Na verdade... Não, só de coisas boas, alegres.
-Porque todas as outras são insignificâncias.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Um dia, quando acordares e te aperceberes que afinal tudo era uma farsa, aperceber-te-às igualmente que eu nem sempre estava errada. Que não sabia assim tão pouco. Que sempre quis acreditar e nem sempre consegui.
Um dia, quando te deitares e a insónia te inundar, perceberás enfim o quanto eu tentei que tudo fosse diferente. E aí entenderás que não poderia ter sido doutra maneira.

Deixar o dia passar devagar. Assim ficar.
Essa miúda é uma fogueira
Que te acende as noites em qualquer lugar
E tu desejas arder com ela
Enquanto bebes o perfume
Que ela deita nos seus trapos de côr
Para te embriagar
Estar mais presente. Ser mais paciente. Ser mais atenta. Olhar-me e ver-me.

Aprender que este é o caminho. Na encruzilhada, é este que tenho de escolher.
I’m not sure all these people understand. It’s not like years ago, the fear of getting caught, of recklessness and water.
Tirado do Mercuriocromo... Desculpa, não resisti..:)

domingo, fevereiro 05, 2006

Spinning, laughing, dancing to
her favorite song
A little girl with nothing wrong
Is all alone

Eyes wide open
Always hoping for the sun
And she'll sing her song to anyone
that comes along

Fragile as a leaf in autumn
Just fallin' to the ground

Without a sound

Crooked little smile on her face
Tells a tale of grace
That's all her own

Spinning, laughing, dancing to her favorite song
A little girl with nothing wrong
And she's all alone

Lee Alexander

sexta-feira, fevereiro 03, 2006


Uma cor quente, num dia estupidamente cinzento.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006


Há uns tempos recebi a cópia de uma fax via email e não quis acreditar. Era supostamente um fax da Presidência do Conselho de Ministros para o Sr Eurodeputado Fausto Correia. Não quis acreditar. Mais uma vez parece que me enganei. Este é o fax e isto o que ele diz. E sim, estou ressabiada.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Já tinha lido qualquer coisa sobre isto em qualquer lado. Devo confessar que não dei muita importância, porque a ser verdade teria gerado muita discussão em seu torno. Parece que mais uma vez, me enganei. Apetece dizer...País de M...

Acredito na Lua. Acredito que a Terra gira à volta do Sol. Acredito em Deus. Acredito naquilo por que luto. Acredito na felicidade. Nos Amigos. No Amor. No meu cão. Acredito na vida. Na morte. Na Natureza. Na Primavera. Acredito no tempo. No passado, no presente, quase sempre no futuro.

Nem sempre acredito em ti... E não faço por mal, juro.

And I'm feelin' the same way all over again
Feelin' the same way all over again
Singin' the same lines all over again
No matter how much I pretend
O amor é uma bela flor à beira de um precipício. É necessário ter muita coragem para a ir colher
Stendhal

terça-feira, janeiro 31, 2006

Tens noção da falta que me fazes...?

segunda-feira, janeiro 30, 2006

E tu... Não vás, fica...
Ouço esta música. Tento ouvir-te mas não consigo. Já não me lembro da tua voz. Ainda me consigo lembrar do olhar, mas tenho medo de me esquecer também.
Whatever tomorrow brings
I'll be there
With open arms
And open eyes

domingo, janeiro 29, 2006

E damos voltas no chão
Até que a luz fica fria
De não em sim, de sim em não
Hás-de ser meu algum dia

sábado, janeiro 28, 2006

Quero ser pequenina outra vez. E tenho dito.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:
uns olhos como todos os outros.

Eugénio de Andrade

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Pensamento do dia

Temos de ir à procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

José Régio

domingo, janeiro 22, 2006

Podia ter sido uma noite mais...Alegre... Faltou mesmo só um bocadinho....

sábado, janeiro 21, 2006

Perguntaste-me o que esperava da vida, com aquele sorriso de quem está à espera de ouvir um qualquer disparate. Não parei para pensar e respondi que nisso era igual a tantas outras pessoas, se não todas: Ser Feliz. Ficaste pasmado a olhar para mim... - "ainda não és...?" Desta vez fui eu a sorrir como se me tivesses perguntado o óbvio - "A felicidade é um estado de espírito, só. O teu espírito está sempre em bom estado???".
I'm hopeless, helpless when it comes to you

quinta-feira, janeiro 19, 2006

São demais os perigos desta vida
Pra quem tem paixão principalmente
Quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher...
(o grande) Vinícius de Moraes
A estupidez é infinitamente mais fascinante que a inteligência, porque a inteligência tem limites e a estupidez não.
Albert Einstein

quarta-feira, janeiro 18, 2006

O começo III

Amei Teresa mais do que alguma coisa ou alguém em toda a minha vida. Pergunto-me se alguma vez vou amar alguém desta maneira tão forte, intensa, esmagadora. Ela dizia que nunca se ama da mesma maneira. “não é a intensidade do amor que prevalece, as pessoas são diferentes: não por terem nascido diferentes mas por serem amadas de maneira diferente”. Acredito que tenha razão, não é possivel que sintamos o mesmo amor por duas pessoas.Teresa tinha o dom de dizer coisas destas quando estava inspirada. Eu sabia – e ela também – que muitas vezes quis dizer o que pensava, o que sentia, e não conseguia, talvez por não ser o momento, mas acima de tudo por não estar inspirada. Acho que quando chegava a casa e pensava, encontrava essa maneira e, por já ser tarde demais, punia-se por não ter conseguido dizer tudo. E era muito. Era imenso o que tantas vezes ela quis dizer e não conseguiu, tenho a impressão que se sempre que chegasse a casa escrevesse o que quis dizer, nem o maior Castelo do mundo com paredes até ao céu chegava. Sei também que lhe doía não conseguir dizê-lo, doía-lhe ainda mais quando tentava escrever aquelas coisas que faziam tanto sentido para ela, porque sabia que no dia seguinte o sentido voava, como um pássaro que conheceu a liberdade e está engaiolado – quando se apercebe que pode fugir, foge. Teresa foi uma fugitiva, era isso que eu gostava nela. Não era só isso, mas era muito isso. Muito.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Disseram-me um dia, Rita (põe-te em guarda)
aviso-te, a vida é dura (põe-te em guarda)
cerra os dois punhos e andou (põe-te em guarda)
e eu disse adeus à desdita
e lancei mãos à aventura
e ainda aqui está quem falou

Tempo para acreditar

O meu relógio acaba de marcar meia-noite. Não sei como é que já passou metade da noite e ainda tenho tanta coisa para fazer. Estender-se-à pela madrugada, que para mim é noite, para outros será já novo dia. Talvez seja o primeiro do resto das nossas vidas, eventualmente será só mais um.

O Cupi acabou de chegar a pedir festinhas, acho que me quer dizer que é meia noite. Não, Cupi, já passam 5 minutos. Faltam menos 5 minutos para a tua próxima ida à rua, para a tua próxima refeição. Senta-se aqui ao pé de mim, a olhar, fingindo que vê. Daqui a bocado adormecerá atrás da minha cadeira, e sempre que me quiser levantar tenho de fazer um movimento mais brusco do que o normal para ele se levantar antes de mim, não vá eu pisá-lo. Estranhas criaturas...

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Estarás mais próximo de mim quando te afastares. Mais longe do que te encontras agora é impossível.

sábado, janeiro 14, 2006

Será possível cairmos no mesmo buraco duas vezes no mesmo dia? A resposta é sim, é.
E dar duas cabeçadas na mesma parede, igualmente no mesmo dia? Também é possível. Só que no dia seguinte acordamos com dores de cabeça. E um galo do camander.
Se hoje fosse ontem, se tivesses outro nome, outra idade, outra vida, outro trabalho, outra voz, outro olhar, outro sorriso... se tudo isso fosse diferente, duvido que não fosse tudo igual.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Se não houvesse amanhã comeria um gelado de morango com chantilly, seguido dum chocolate quente bem docinho. Mas há amanhã, e teria mais 3 kilos... :)

terça-feira, janeiro 10, 2006

No intervalo de uma breve leitura pelos Km de coisas que tenho para ler esta semana fumo um cigarro e penso. Não, não vou dizer em que ou quem penso, mas asseguro que aproveito a minha vinda aqui para ver se tenho algum recado. Nada. Não, não estou triste. Vou ver umas "conversas de café", apreciar uma "aquarela" e pintar-me com "mercuriocromo", talvez haja alguma ferida para sarar. E assim passa mais um dia.

Ao Frank - entre um cigarro e outro tenho-me lembrado de ti. Apetece-me abraçar-te muito. Voo de vez em quando para terras do Sr Bush (ai que até me dói dizer isto, aposto que a CIA já conhece o meu blogue só por dizer este nome horrendo) e penso no que estarás a fazer. Se já acordaste, se ainda sonhas. Quantas vezes sorris ao dia. Quantas vezes deixas de pensar em tudo e pensas em mim (ao menos esse pensamento deve valer um sorriso!!!). Saudades...
Ando com a sensação que neste país até as Almas andam em saldo... Que estejam à venda já é mau... A única Alma que comprei foi a de Manuel Alegre, e era um livro...

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Sou somente uma alma
em tentação
em rota de colisão.

domingo, janeiro 08, 2006

Apresso-me a rir de tudo, com medo de ser obrigada a chorar

SMS de ontem, Sessão Nostalgia

Para o meu Frank, amigo de todos os dias e horas e que não está cá. De repente deu-me uma vontade incrível de ir ter com ele. E falar, sorrir, talvez chorar (sim, Frank, sou uma lamechas por isso ontem não antendi o telefonema transatlântico!!!). E também abardinar como só nós conseguimos, a falar de coisas sérias a brincar. Cá te espero, com a impaciência habitual a que já estamos habituados.

sábado, janeiro 07, 2006

Ironic (part of it...)

Well life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything's gone wrong and everthing blows up
In your face

A traffic jam when you're already late
A no-smoking sign on your cigarette break
It's like 10,000 spoons when all you need is a knife
It's meeting the man of my dreams
And then meeting his beautiful wife

And isn't it ironic... don't you think?
A little too ironic.. and yeah I really do think...
Não consigo deixar de pensar que tudo pode ser diferente. Ou poderia...

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Começou a chover... O que vale é que o céu chora por mim:)

A Paixão é como Deus

A paixão é como deus que quando quer me toma todo o pensamento

Dirige os meus movimentos meu passo é teu
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento
Dirige os meus movimentos meu passo é teu
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento
A paixão é como deus que quando quer me toma todo o pensamento
É muito bom ajudar os outros a resolver os seus problemas... Alguém me explica porque é que somos óptimos com os problemas dos outros e péssimos com os nossos???

Pensamento do dia

"Who will save your soul, if you don't save your own...?"

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Pensamento do dia

É mais fácil evitar o amor quando ainda se não tem, que deixá-lo quando existe

Hino dos Malucos

Nós, os malucos, vamos lutar
Pra nesse estado continuar
Nunca sensatos nem condizentes
Mas parecemos supercontentes
Nossos neurónios são esquisitos
Por isso estamos sempre aflitos
Vamos incertos
Pelo caminho
Nos comportando estranhos no ninho
Quando a solução se encontra, um maluco é do contra
Mas se vai por lado errado, um maluco vai do lado

Malucos, a nossa vida é dar bandeira
ligando a luz da cabeceira, se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstracta
já que afundamos a fragata, mas temos medo de barata

Nós, os malucos, temos um lema
Tudo na vida é um problema
Mas nunca tente nos acalmar
Pois um maluco pode surtar
Os nossos planos são absurdos
Tipo gritar no ouvido dos surdos
Mas todo mundo que é genial
Nunca é descrito como normal
Quando o papo se esgota,
um maluco é poliglota
Mas se todo mundo grita,
um maluco se irrita

Malucos, somos iguais a diferença
e todos temos uma crença:
seguir a lei jamais compensa
Malucos, somos a mola desse mundo,
mas nunca iremos muito a fundo
nesse dilema tão profundo

Malucos, a nossa vida é dar bandeira,
ligando a luz da cabeceira, se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstracta,
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata

Rita Lee

terça-feira, janeiro 03, 2006

Mal Intento

Mi canto no és más que un mal intento
De alejarte un instante de mi pensamiento

Pasan los meses
Como passa el rumor de un rio
Cambian la estaciones
Y no se me pasa el frio
Sigo esperando
Encontrar una manera
De acostrumbrarme a esta casa
En la que nadie me espera

Si desejaras encontrar un rayo de luz
Y sintieras tán solo una vez
Lo que yo siento
Sabrias que


Mi canto no és más que un mal intento
De alejarte un instante de mi pensamiento

Y fuimos por unos meses
Dos ingredientes de una receta
Fuimos dos flores distintas en una misma maceta
Y todo tiene su tiempo
Tanto lo dulce como lo amargo
No hay pena ni gloria
Que un dia no pase de largo

Si dejaras entrar un rayo de luz
Y sintieras tan solo una vez
Lo que yo siento
Sabrias que

Mi canto no és más que un mal intento
De alejarte un instante de mi pensamiento
Um dia vou perceber tudo isto... Hoje não. Talvez um dia

segunda-feira, janeiro 02, 2006

O Começo II

Teresa tinha aquele desejo íntimo que nunca disse a ninguém. Queria paz no mundo, queria acordar e ter a certeza que tudo estaria bem em todo o lado. Nunca o disse, sob pena de ser comparada a uma candidata a “Miss”. Além de tudo Teresa tinha sentido de humor. Ria imenso, com vontade, era alegre. Chegada a casa sozinha pensava muito, olhava o tecto, a noite, a lua... Lembrava-se daquela música que a acompanhou durante tantas viagens de carro, aquela que nunca se cansou de ouvir. Sim, Teresa também se cansava. Às vezes cansava-se das pessoas, e isso entristecia-a. Não gostava de ser impaciente, mas era. Não gostava de se aborrecer com algumas pessoas de quem gostava, mas aborrecia. Sempre quis ter aquela paciência sem limites que via em algumas pessoas que admirava, mesmo sabendo que também elas a perdiam às vezes. Teresa nunca conseguiu ser muito paciente, pelo menos não quando foi mais preciso.

domingo, janeiro 01, 2006

Recuperar forças para o novo ano que já aí está. Ano decisivo? Todos são, este especialmente. Vamos ver que surpresas nos traz...

Ei-lo!

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Vou partir de novo... Acabei por não fazer o que queria, mas fiz a maior parte das coisas. Talvez as menos importantes. Apetecia-me ficar, mas talvez seja melhor ir. Apetecia-me fugir, mas talvez seja melhor ir para um sítio que conheço, onde me sinto bem, onde posso estar sozinha junto à lareira a pensar no "como seria se..." Parto com vontade de voltar daqui a uns dias, o que é óptimo. De coração mais leve, com novos projectos na cabeça e mais vontade para continuar. Foi um ano bom, apesar de tudo. Objectivos cumpridos, todos, pela primeira vez na minha vida (também pela primeira vez não fui demasiado ambiciosa...). Muitos obstáculos também, uns ultrapassados, outros nem por isso. Será um dos desejos para o ano que está quase quase a chegar. Escolher o caminho certo.... E que seja um bom ano!!
Quem dentro de mim é mais eu que eu mesma...?


Não te zangues comigo. Posso suportar tudo, menos ter pessoas zangadas comigo... Muito menos tu.

Percebem agora porque gosto tanto de lá estar....?
Ao X.
Obrigada por te preocupares comigo. Obrigada por leres o meu blogue. Obrigada por me teres ligado para saber se estava tudo bem... Está, sim. Obrigada mesmo. E sim, é óptimo termos amigos assim:)

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Começa a azáfama. Último jantar de Natal, velhos amigos com novos rumos que se encontram uma vez por ano. Amanhã parto para a minha Mira, lá me esperam a família, a lareira, o musgo que vou buscar à tarde com o Papi (este ano não queremos pinheiro, houve muitos que arderam) e quando chegarmos a casa vai cheirar a rabanadas que a Mãe e a Mana estarão de certeza a fazer. O Cupi não me vai largar enquanto estiver a fazer o Presépio. Desembrulhar cada um dos personagens no papel de jornal do ano passado: desde a mais pequena ovelha ao Menino Jesus. Montar a cabana que há anos fiz com o meu Pai e que ainda hoje consegue manter-se inteira. Última peça do presépio: O Anjo do presépio antigo de casa dos avós, que vela pelo Menino que acaba de nascer. Sentir o cheiro doce da canela e preparar a mesa para o jantar. As mensagens dos amigos. Os presentes bem escondidos porque a Mana ainda gosta de ir bisbilhotar, apesar da fúria da Mãe. Ir trocar de roupa porque estou cheia de terra e musgo. Limpar todo o lixo que fizémos antes que a Mãe apareça. Sentar no sofá e esperar o resto da família. Viver cada momento como se nunca tivesse sido Natal. Pensar que podia ser todos os dias...
Roí as minhas unhas todas...
Sinal que algo se passa...
Muito estranho...



"A minha Alma está armada e apontada para a cara do sossego..."

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Casa Pré-Fabricada

Abre os teus armários.
Eu estou a te esperar para ver deitar o sol sobre os teus braços castos.
Cobre a culpa vã ... até amanhã eu vou ficar e fazer do teu sorriso um abrigo.

Canta que é no canto que eu vou chegar.
Canta o teu encanto que é pra me encantar. Canta para mim, qualquer coisa
assim sobre você.Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais.

Vale o meu pranto que esse canto em solidão.
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas.
Abre essa janela, a primavera quer entrar pra fazer da nossa voz uma só nota.

Canto que é de canto que eu vou chegar.
Canto e toco um tanto que é pra te encantar.
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você que explique a minha paz.
Tristeza nunca mais.

Maria Rita

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Saudade não quer dizer que estamos longe, mas que um dia estivemos juntos
Falarei para dentro, chamarei para dentro. E poderei circular entre os homens sem que me metam num manicómio. V.F.
Ficou tanta coisa por dizer... Vai ficar também a saudade do olhar, dos risos, da cumplicidade, das discussões... dos desafios, do confronto. Ficará para sempre: um dia olharemos para trás e ainda que metade disto tenha desaparecido, caído no esquecimento, há coisas que não se esquecem. Porque pensei e senti muito mais do que fui capaz de dizer. Porque sou assim e não vou mudar. Outras coisas mudarão "com a idade e a experiência", bem sei. Outras não mudarão nada.

Não, não quero crescer. Não quero dizer tudo porque tenho de me defender. Não quero fazer nada e apetece-me fazer tudo. Sim, é bom que gostem de nós. E é óptimo gostarmos dos outros...

domingo, dezembro 18, 2005

Recuperar forças, voltar à blogosfera e lembrar-me que há mais vida para além de tudo isto.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Disse-me um dia uma bruxa (daquelas sem verrugas, sem aquele ar de bruxa para além da aparência um bocadinho lunática) que eu ia ser muito feliz. Foi há cerca de 6 anos e meio. Completamente céptica no que diz respeito ao destino e a estas coisas das previsões sorri, agradeci e disse "até qualquer dia". Durante todo este tempo voltei a vê-la algumas vezes (não muitas) e nunca mais me disse nada, para além do educado "como está" ao qual óbviamente retribuí um "bem, obrigada, e a Senhora?". Gostava de ter dito "estou feliz como um dia previu, obrigada, e a Senhora?". Não consegui.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Às vezes temos tantas coisas para dizer que dificilmente conseguimos. Outras vezes, pelo contrário, temos muito pouco em que reflectir. A maioria das vezes, porém, sentimos que nem todas as palavras do mundo chegariam para dizer o que queremos dizer porque, afinal, "as palavras são pedras" como disse uma vez Virgílio Ferreira, como eu já disse aqui também (outras vezes ainda tornamo-nos repetitivos...). Hoje é daqueles dias em que não haveria muito para dizer. No entanto descubro que podemos dizer tanta coisa sem dizer nada, que também é através das palavras que nos sentimos uns aos outros. Ainda que às vezes as palavras falhem: ou porque não nos saem ou porque algumas vezes (eu diria muitas) são as palavras erradas que ecoam. Que se corrijam as palavras erradas.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Invento-te nos meus sonhos, crio-te quase perfeito, pinto-te cheio de cores. E sei que te amo, à minha maneira (uma maneira muito peculiar, eu sei), pelo que és. Porque simplesmente és. Serás sempre. Amamos as pessoas porque nos fazem bem. Continuamos a amar quando nos começam a fazer mal, mesmo que inadvertidamente. No dia em que fôr capaz de te dizer isto, mais o que estou a pensar mas não quero escrever, vou ter a certeza que és tu, simplesmente. Porque parece simples, e é.

O começo...

Lutar com palavras. Escrever e ser entendida. A obra, a criação que a imortalizará. Não pela fama, mas pelo sentido que dá às coisas e que quer que os outros dêem também. Que entendam, ainda que não concordem. Acreditar que quando se dá sentido ao que se faz passamos a ser eternos, não para o mundo mas para alguém no mundo. Para nós mesmos, para a nossa existência.
Assim era Teresa. Contestatária diziam uns, sonhadora diziam outros, mas o que ninguém dizia era que fazia sentido. Ninguém a conhecia verdadeiramente, ainda que fosse amada por alguns. Menos do que ela pensava, mas alguns. Bastava um, até, para a fazer feliz. Ou menos triste... Teresa foi companheira, amiga, pensadora. Pensava só para ela, a maioria das vezes. Indignava-se, sofria em silêncio com o infortúnio dos outros. Mas acima de tudo amava a vida. A vida tal como ela é, não a vida transformada por nós, pelos nossos caprichos, egoísmos, ilusões. A vida por si só, a dádiva de viver era para Teresa isso mesmo. Uma dádiva. Talvez tenha sido isso que aprendeu com as pessoas mais humildes que conheceu e que à sua maneira amou. Amou não por serem humildes, qualidade essencial para Teresa, mas por conseguirem ver sempre o lado bom. “o copo está meio cheio, não meio vazio”, dizia. Aprendeu isso com essas pessoas e nunca se esqueceu. Ter-se-à esquecido algumas vezes, talvez. Numa fúria, num momento menos bom – teve alguns, a Teresa – mas no íntimo ela lembrava-se. Acima de tudo sabia que no mundo há sempre alguém mais infeliz que nós, por muita infelicidade que sintamos. “E devo ficar menos infeliz por isso?” perguntava a si mesma. Sabia a resposta, mas ainda assim perguntava. Porque sabia que a infelicidade dos outros nunca a faria menos infeliz, porque sabia que os problemas dos outros eram os dos outros e os dela os dela, porque apesar de amar as pessoas não podia pensar só nos outros, por muito que tentasse. E Teresa tentou, tentou tantas vezes e ficou até ao fim sem saber se teria valido a pena. Não por ela, pelos outros. E por ela também, todos pensamos em nós mesmos de vez em quando, não é verdade?
Excerto de algo que li...
Hoje rezo pelo Gil, diz o meu calendário do Advento. Rezo por ti, hoje não te vimos, não te ouvimos como costuma ser hábito nas nossas reuniões. Fizeste falta, claro. Rezo para que faças boa viagem, rezo pelo teu dia de amanhã e pelos próximos, até nos reencontrarmos, e depois rezarei de novo. Sempre. Rezo por nós todos, porque somos fantásticos, rezo pelas nossas partilhas, para que nunca acabem. Rezo por ti especialmente, ao som do CD que a Bébé ofereceu, e porque o calendário que a Joana ofereceu assim o estipulava. Mas não é só por isso. É também por seres quem és, é também porque é bom ter o que nós temos. Rezo para agradecer a oportunidade que temos de, pelo menos uma vez por mês, podermos rezar em conjunto por nós todos. E rezando vou-me sentindo abensoada. Ámen...

quarta-feira, novembro 30, 2005

Time of your life


Another turning point, a fork stuck in the road
Time grabs you by the wrist, directs you where to go
So make the best of this test, and don't ask why
It's not a question, but a lesson learned in time
It's something unpredictable, but in the end is right
I hope you had the time of your life
So take the photographs, and still frames in your mind
Hang it on a shelf in good health and good time

Tattoos of memories and dead skin on trial
For what it´s worth, it was worth all the while
It´s something unpredictable, but in the end is right
I hope you had the time of your life.
It´s something unpredictable, but in the end is right
I hope you had the time of your life.
It´s something unpredictable, but in the end is right
I hope you had the time of your life

Green Day

sexta-feira, novembro 25, 2005


Fui embora calmamente pela chuva, sem me preocupar se estragava o penteado ou o casaco. Fui andando pelos caminhos que desconhecia a sorrir, a fumar o cigarro que me tinha apetecido antes mas que me tinha esquecido completamente de acender. Aprendi muita coisa. Que vale a pena arriscar. Que nem tudo o que parece não fazer sentido, pode fazer. Aprendi que consigo lidar com o silêncio, que sei comunicar com o olhar. Aprendi que é muito mais fácil arrependermo-nos do que não fazemos do que do que fazemos (era o meu lema, mas parecia tantas vezes ser da boca para fora e já não é, é sentido, mesmo), aprendi-te um bocadinho melhor. E sim, aprendi que afinal os dias de chuva podem ser lindos... Que o cinzento afinal é uma bonita cor...
Ainda não entrei no Farol, fiquei cá fora a observá-lo. Fiquei sem saber se estava aberto ou não e quem estava lá dentro, porque não quis lá entrar... Podia ser demasiado perigoso.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Seja Benvindo Quem Vier Por Bem

Começamos a ficar conhecidos, sem querer. E tem graça. Principalmente quando é por pessoas que gostamos. Muito. Começo a gostar cada vez mais destas coisas da blogosfera, afinal todos os que vierem por bem são benvindos. JoaninhaLibelinha continuará a dar um ar de sua graça sempre que possa. Ainda que não tenha graça nenhuma... Prometo.
Another child is born
Another race is won
Another dream is shattered
Another day has begun

This world is still afloat
No not in Noah's boat
We've only lost the vision
Of the stars we're meant to be

Another broken heart
Another lesson learnt
Another harvest eaten
Another night is gone
A new day's begun
Even your dreams they can be real

This world is still afloat
No not in Noah's boat
We've only lost the vision
Of the stars we're meant to be

This world is still afloat
No not in Noah's boat
We've only lost the vision
Of the stars we're meant to be

This world is full of love
We still have hope
This world is full of love
We still have hope
This world is full of love
We still have hope
This world is full of love
We still have hope
This world is full of love
We still have hope
This world is full of love
We still have hope

Zero 7

sexta-feira, novembro 18, 2005

Acabei de ir lá. Não fico triste, é sempre bom saber que há quem tenha sentimentos, esses sentimentos, ainda que não sejam por nós. Mas de repente parece-me que a decisão está tomada... Não é vingança, juro... Só acho que não faz sentido. Quero dar sentido ao que faço, lembras-te? Chama-lhe falta de coragem, chama-lhe o que quiseres... Não consigo...

terça-feira, novembro 15, 2005

Inquirido sobre a sua raça, respondeu:
-Minha raça sou eu mesmo, João passarinheiro.
Convidado a explicar-se, respondeu:
-Minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia.
Mia Couto (bem visto, inês, qq dia sou acusada de plágio...:))
Sabes então já a ilusão das palavras, a fragilidade dum encontro através delas? E saberás o que há em ti, o que te vive, e as palavras ignoram?
V.F.

segunda-feira, novembro 14, 2005

Arriscar e vencer... ou não...

Sento-me à frente da cadeira do computador pronta para começar um trabalho que já está na cabeça. No meio de meia dúzia de ideias, ainda tenho de fazer uma apresentação em powerpoint e redigir o que me vai na cabeça, que sei que não vai ser fácil. O produto final até pode ser bom, mas vai depender da apresentação que vou fazer. Vai depender, acima de tudo, dos outros. Outros que não conheço muito bem, que são diferentes de mim e podem não ver interesse nenhum no que tenho para lhes mostrar. Vou em frente, de qualquer maneira. Vou arriscar. Um risco muito pouco calculado, assim daqueles que detesto. Por medo, talvez. Sinto aquela vontade enorme de inovar, de ser criativa e ao mesmo tempo o receio de ser derrotada. Pode ser que não. Vou arriscar.
Talvez arrisque por ti um dia, mas tenho medo. Porque não é um risco calculado, porque sabes que detesto riscos pouco calculados, principalmente quando o risco é pior do que ser derrotada: é ter de viver com isso para sempre, é arrepender-me amargamente e sofrer mais ainda. Não sei se é esse risco que quero correr, só espero que compreendas, apesar de saber que nunca mais vai ser a mesma coisa, quer arrisque, quer não.

sábado, novembro 12, 2005

Em branco


Pergunto-me o que estou aqui a fazer. Movida pela pouca assiduidade ao meu blogue, resolvi escrever qualquer coisita, apesar de estar profundamente cansada e com dúvidas se o meu dia (a semana inteira) cheia de coisas para fazer, praticamente sem parar, terá sido produtiva ou não. Já lá vai o tempo em que quando chegava a casa, de noite, cansada, tinha sempre aquele reconforto óptimo de que tinha feito imensas coisas e por isso estava tudo bem, até o cansaço. A semana ainda não acabou e estou completamente KO, mas sem saber se terá valido a pena. Aquela sensação horrível de que não fiz o suficiente, de que me devia ter dedicado ainda mais não me larga, talvez por pensar cada vez mais no futuro que me aguarda e que talvez pela primeira vez na vida não seja tão certo quanto isso. A incerteza corrói-me por dentro, puxa-me para baixo quando estou no ar que é quase sempre. Era.
Passeio pela cidade (não passeio, tenho um destino, mas finjo que passeio) e olho para as pessoas. Caminho pelas ruas íngremes de Coimbra e parece que vejo no andar das pessoas determinação, um fim a atingir. Olho para dentro de mim e quase que me gozo a mim mesma: vou alegre e saltitante, passeando. Não tenho no andar a determinação que vejo nos outros, mas sei que aprecio tudo muito mais que elas. Olho para os prédios, para quem passa por mim, vou pensando no que ainda me falta fazer... Olhos os prédios, as pessoas, os carros, as árvores... Ando devagar, muito devagar. Devo parecer satisfeita, porque sorrio. Até quando passo numas obras e ouço aqueles piropos típicos: faço um esforço enorme para não me escangalhar a rir. Aflige-me esta falta de seriedade. Aflige-me cada vez mais esta minha maneira de ver o mundo, os outros. Aflige-me acima de tudo que nada me preocupe especialmente, que percorro o meu caminho com um fim, que pretendo chegar a algum lado, mas devagar, quase no ar. Temo que se assim não fôr envelheça. Temo que já esteja a envelhecer por me preocupar com estas coisas: o riso, o olhar, o andar despreocupado. Mas nem por isso deixo de ser assim. Nem sei se quero.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Em jeito de resposta...

Ninguém tem culpa daquilo que sente. Ninguém tem culpa de às vezes, por não sentir, magoar quem ama. Mas a verdade é que somos mesmo caçadores, caçamos sentimentos, corações, amor. Assim como somos caçados: quem de nós nunca sentiu um amor que parece impossível? Quem de nós nunca esteve preso a um amor que nos prendeu e não nos quer soltar, por muito que queiramos?
Culpa? Nenhuma, de ninguém. Quem nos pode culpar de sentir? Quem nos pode culpar do que sentem por nós? Podemos ser culpados, isso sim, de manter a "presa" em cativeiro sem necessidade. Essa seria a única culpa. Alguém se sente culpado...? :)

domingo, novembro 06, 2005

Somos mesmo...

"Acendemos paixões no rastilho do próprio coração. O que amamos é sempre chuva, entre o voo da núvem e a prisão do charco. No arremesso certeiro, vai sempre um pouco de quem dispara. Afinal, somos caçadores que a si mesmo se azagaiam."
V.F.

Acordar

Acordar
Depois de ter mrrido
E tudo parece escuro,
Parece trevas.
Mas há o mar
Esse que é o encantamento
Que me acompanha
Quando tudo está escuro

Recordar
E sentir
E existir

Sentir o mundo
Senti-lo inteiro
E vazio de tudo
É quase nada

Amamos para viver
Amamos porque sim
Sem defesas
Sem sentido
Sentindo só o que nos faz viver
E sofrer

Amanhã acordarei
Tudo de novo
Mais noite
Mais luar
Mais nada

Porque nada,
Nada é o mundo

Poeta que nunca quis ser poeta, nem nunca chegou a ser

sábado, novembro 05, 2005

Fico por aqui...

Escrevo com lágrimas nos olhos e um sorriso. Escrevo com a sensação que nada tenho para dizer, com esperança que à medida que "teclo"me surja alguma coisa. Penso numa mensagem que recebi de Timor. Penso num blogue que visitei e que tinha uma mensagem para mim. Chego à conclusão que tenho verdadeiros tesouros na minha vida, que tenho consciência disso, que apesar de falhar às vezes (todos falhamos, bem sei que não é desculpa...) sou muito feliz. Mesmo que às vezes não me sinta verdadeiramente feliz (todos nos sentimos infelizes às vezes, bem sei que não é desculpa...) quando penso realmente no que tenho chego à conclusão de que só posso ser feliz. Porque tenho tempo para escrever aqui, porque tenho tempo para pensar, porque tenho tempo para gostar. Mais: tenho tempo para sentir e para amar. E pelos vistos tenho tempo para ser lamechas...:) Fico por aqui!

sexta-feira, novembro 04, 2005

Misread

If you wanna be my friend
You want us to get along
Please do not expect me to
Wrap it up and keep it there
The observation I am doing could
Easily be understood
As cynical demeanour
But one of us misread...
And what do you know
It happened again

A friend is not a means
You utilize to get somewhere
Somehow I didn't notice
friendship is an end
What do you know
It happened again

How come no-one told me
All throughout history
The loneliest people
Were the ones who always spoke the truth
The ones who made a difference
By withstanding the indifference
I guess it's up to me now
Should I take that risk or just smile?

What do you know
It happened again
What do you know

Kings of Convenience

terça-feira, novembro 01, 2005

Morna de mim

Regresso à minha cama larga e solta
às cinco da manhã
e ainda venho cedo


P'ra trás ficou a noite
toda lua
que vagueou comigo
acompanhou meu passo solitário
sem angústia
mas com uma pena branda e morna de mim

Acredita lua
se eu fosse uma mulher com companhia
não seria tão tua


Suzana Carvalho/José Moz Carrapa(música)